quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Para garantir a vitória no segundo turno, partido renega posições históricas, como a defesa do aborto e do casamento gay


Por Ana Luiza Figueiredo*,
Há algum tempo que o Partido dos Trabalhadores abandonou a luta contra a opressão de mulheres, negros e homossexuais. A defesa já soava como uma mera saudação à bandeira, já que o governo não teve políticas efetivas para estes setores. Mas agora, para vencer as eleições, o partido abandona oficialmente a luta contra a opressão. Dilma Rousseff vai fazer uma ofensiva religiosa, e o PT discute a retirada da legalização do aborto do programa. O partido avalia que não venceu a eleição no primeiro turno devido ao voto evangélico e conservador, que teria migrado para a candidatura Marina (PV). O secretário de Comunicação do PT disse que “foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas”. Com isso, a decisão do PT poderá ser um marco da ruptura definitiva com o feminismo, que cumpriu um papel importantíssimo na história deste partido. E deixa órfãs as organizações feministas governistas, como a Marcha Mundial de Mulheres. Rasgando o programa Dias antes das eleições, o PT já havia percebido a influência que poderiam ter as posições religiosas. No dia 29 de setembro, a campanha reuniu, em Brasília, padres e pastores com o objetivo de ganhar o apoio cristão. Agora, o PT busca conter o que chama de “boataria” contra sua candidatura. Dilma colocou-se contra até mesmo a um plebiscito sobre a descriminalização do aborto. “Plebiscito divide o país e vai todo mundo perder, seja qual for o resultado”, afirmou. Ela garantiu aos católicos e evangélicos que não irá ampliar a cobertura do Estado em casos de aborto. Muda muita coisa? Não, apenas oficializa uma posição que já era aplicada. O governo não fez absolutamente nada para descriminalizar e legalizar o aborto. Tampouco garantiu atendimento às vítimas de procedimentos mal sucedidos. Ao contrário, desviou recursos da saúde para pagar juros das dívidas. Em 2008, o PT foi parte da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e Contra o Aborto, que instituiu a CPI do aborto. Esta comissão, até hoje, só serviu para incriminar as mulheres. Continuando a série de ataques, em 2009, o governo brasileiro assinou um acordo com o Vaticano em que sinalizou a intenção de investir em ações contrárias à legalização do aborto. Em 2010, o governo enterrou a possibilidade de debate sobre o tema: retirou do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) o apoio à descriminação do aborto e as cláusulas que permitiam ampliar os casos de aborto legal. Matando mulheres A proibição por si só já constitui um ataque à liberdade que a mulher deveria ter sobre seu próprio corpo. As consequências desta arbitrariedade levam a uma situação desoladora. No Brasil, são realizados, em média, 1,4 milhão de abortos por ano. A morte por aborto é a terceira causa de mortalidade materna no Brasil, e as complicações são a quinta causa de internação de mulheres nos serviços públicos. Os dados são da Sempre Viva Organização Feminista. Evidentemente, as mulheres mais atingidas são as trabalhadoras e pobres, que não podem pagar para fazer cirurgias em clínicas de qualidade, com a segurança necessária. É justamente nas regiões mais pobres do país, Norte e Nordeste, onde é registrado o maior número de mortes. Para as mulheres da burguesia, na prática, o aborto já é permitido. Segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Medicina Social (IMS), de 2007, “a criminalização do aborto não reduziu a sua incidência, mas sim tem contribuído para aumentar a sua prática em condição de risco com impactos graves para a saúde e a vida das mulheres”. O aborto é um problema de democracia, de saúde e social. Para padres e pastores, Dilma disse ser a favor da vida. Na prática, ela entrega à morte centenas de milhares de mulheres trabalhadoras e pobres. Respeitamos imensamente as crenças individuais, mas não hesitamos em dizer: neste tema, as instituições religiosas são contra a vida. Sob o argumento de defesa da vida, deixam milhões de mulheres pobres e trabalhadoras morrerem em função de abortos mal feitos. Um Estado laico? O que pode parecer apenas uma disputa eleitoral representa um retrocesso que terá implicações gravíssimas sobre a consciência dos brasileiros. Subordinar o Estado a preceitos religiosos é voltar à Idade Média. Só falta queimar as mulheres que abortam numa fogueira. A principal recomendação conclusiva do estudo do IMS foi justamente “a busca de soluções eficazes no âmbito da saúde pública, sem interferência de dogmas religiosos”. O governo Lula é responsável direto por este retrocesso. O “respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado” foi uma das cláusulas excluídas do PNDH 3. Quanto a Serra, este nunca teve compromisso com as trabalhadoras. Antes mesmo de a campanha começar, em maio de 2010, afirmou: “Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação”. Já Marina cresceu nas eleições, em parte por ser contra a legalização do aborto. E é difícil acreditar até mesmo em sua proposta de plebiscito sobre o tema. Marina historicamente condena o aborto e esta proposta serve como forma de escapar do debate. Mulheres e mulheres Não basta ser mulher. Aliás, quem não lembra de Marta Suplicy retirando de seu programa a união civil homossexual para tentar se eleger prefeita de São Paulo? Ou sua campanha, num gesto de desespero, questionar a opção sexual do adversário, Kassab? A campanha foi um divisor de águas e marcou um giro do PT, que veio se completar com a dobradinha para o Senado com Netinho, agressor de mulheres, e agora, com o triste abandono da defesa do aborto e do casamento gay. A luta feminista é necessariamente de classe. Às mulheres burguesas, tudo é permitido, tudo se compra. Nós, mulheres do PSTU, acreditamos na força das mulheres trabalhadoras unidas, independente de governo e patrões. Apoiamos e construímos o Movimento Mulheres em Luta. Nós nos orgulhamos de ter em nosso programa a defesa da legalização e descriminalização do aborto, defendida por nosso candidato à Presidência, Zé Maria, e por todos os outros candidatos no primeiro turno, como Ana Luiza, candidata ao Senado por São Paulo. Não mudamos de lado. Vamos continuar defendendo o mesmo programa depois das eleições. Para a defesa dos direitos das mulheres, negros e homossexuais, nem Serra, nem Dilma. O voto contra o conservadorismo, no segundo turno, é o voto nulo. *Ana Luiza, candidata ao Senado em São Paulo, fez uma campanha contra a violência às mulheres, conquistando 109 mil votos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As eleições e o Extremo Sul da cidade de São Paulo

Mais uma vez, é ano eleitoral. Ano de muitas obras feitas a toque de caixa; de campanhas publicitárias multimilionárias; de candidaturas financiadas das maneiras mais podres; de acordos, lobbys e conchavos de todo tipo. A lama que todos conhecemos bem.
Na propaganda eleitoral, que haja estômago pra assistir, toda hora se fala na população pobre, promete-se não sei quantos bilhões de reais pra moradia, outros tantos pra saúde, mais uma bolada pra educação; fala-se em oferecer creche para todo mundo que precisa, em aumentos de renda, em um novo e maravilhoso futuro que se ergue no horizonte. Mas quantas vezes não ouvimos esse bando de promessa e falação? E quem de nós realmente consegue se enxergar nessas propagandas? Que candidato de fato está mostrando e falando sobre a realidade da periferia, naquilo que nela há de bom e de ruim? A resposta é fácil: nenhum. A periferia e a população pobre de maneira geral não têm vez, como sempre.
Fora da televisão, vejamos como as eleições interferem no dia-a-dia, de quem está do lado de cá. Bom, para alguns, elas são uma oportunidade de ganhar uns trocados, levantar um dinheirinho pra pagar as dívidas, comprar algo que está faltando em casa. Para outros, muito poucos, elas fazem parte de um esforço honesto de defender um projeto político no qual se acredita, e que normalmente não tem espaço. Outros ainda vêem nelas uma chance de ganharem uma cesta básica, ou algo assim. Para a grande maioria, as eleições não passam de uma encheção de paciência, já que ano eleitoral vem, e um monte de picareta aparece prometendo um monte de coisa, ano eleitoral vai, e nada acontece.
Agora, vejamos o lado deles, dos políticos e dos seus comparsas endinheirados. Para eles, ano eleitoral é sempre muito agitado: eles têm que renovar os acordos com seus comparsas da política e do grande empresariado que financia as campanhas. É em benefício deles e de si próprios que eles vão agir, caso eleitos. Uma parte do dinheiro levantado vai pra suas contas bancárias, outra é usada para propaganda, para dar uma merrequinha às pessoas que vão agitar bandeiras, pregar cartazes e entregar santinhos, e para comprar algumas lideranças comunitárias, que se tornam lacaios de políticos, ou seja, inimigos do povo.
Mas o que esses políticos de fato estão fazendo quando ficamos largados numa maca num corredor do Hospital do Grajaú, correndo o risco de morrer sem nem mesmo receber atendimento? Ou quando fecham uma boa parte das poucas creches públicas que temos na região? Ou quando ficamos horas e horas parados no Trânsito da Belmira Marin? Ou quando despejam centenas de famílias em troca de um cheque-despejo disfarçado de bolsa-aluguel? A resposta a essas perguntas também é fácil: enchendo os bolsos de dinheiro, junto com seus comparsas.
Nesse jogo de cartas marcadas, onde quem é honesto é quase sempre marginalizado, em cada eleição ficamos entre a escolha do ruim ou do menos pior, sabendo que essa escolha na verdade não decide nada, que eleição é decidida pela grana, pela propaganda, por quem tem mais controle sobre os órgãos do Estado, por quem tá junto com o grupo de empresários mais rico e influente.
É por tudo isso que, independentemente de haver gente honesta e combativa em um ou outro partido, acreditamos que a transformação da nossa realidade não vai passar pela via eleitoral; que nossa atuação não deve se dar dentro do Estado, mas contra o Estado. As eleições e o Estado são campos das elites, que estão em guerra contra nós. Diante disso, cabe a nós nos unirmos e nos organizarmos para lutarmos nessa guerra, não por amor a ela, mas para pôr fim às guerras, com a criação de um mundo onde não mais existam elites e suas várias formas de opressão.
Em outras palavras, é precisa continuar a lutar pela nossa dignidade, e isso só pode ser feito por nós mesmos. É preciso fazer política sem ser conivente com a farsa eleitoral. É preciso fazer política criando um poder que é do povo e para o povo.

Por membros da Rede Extremo Sul

Texto originalmente publicado no Balaio Grajaú- Edição Especial Eleições.

Fonte: http://redeextremosul.wordpress.com/2010/10/04/eleicoes-2010/

'Voto contra a direita no segundo turno é voto nulo'


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No segundo turno das eleições vão se enfrentar Dilma e Serra. Vai haver uma pressão grande entre os trabalhadores no sentido de votar em Dilma "para evitar a volta da direita".

O PSTU tem total acordo com a luta contra a oposição de direita. Somos radicalmente contra a volta da turma do FHC. No primeiro turno, o PSTU teve seu programa final cassado pela justiça a pedido do PSDB. Isso ocorreu por termos mostrado que Serra- que atacava Dilma por corrupção- também tinha o rabo preso, por ter apoiado o ex-governador Arruda de Brasília. Isso foi parte de nossa batalha contra a oposição de direita, que ocorreu em todo o primeiro turno.

Mas lutar contra a direita não significa votar em Dilma Roussef. A direita não é representada nessa campanha só por Serra. Direita e esquerda são termos relativos, mas em geral a direita representa a grande burguesia. E hoje, no Brasil, as grandes empresas estão divididas. Um setor apóia Serra, o que é mais que evidente nas empresas de TV e jornal. Outro setor, que inclui uma parte dos banqueiros (talvez a maioria), as multinacionais, os governos imperialistas, apóia política e financeiramente as duas campanhas, com um leve pendor para Dilma.

Não é por acaso que a candidatura de Dilma arrecadou bem mais que a de Serra junto às grandes empresas. Não é por acaso o apoio dos governos imperialistas para marcar aqui as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Tampouco foi um acaso que a cotação do dólar se manteve estável nas eleições, chegando a baixar um recorde inferior a 1,6 reais.

Temos duas candidaturas em defesa do grande capital nas eleições, duas candidaturas de direita. Votar por Dilma ou por Serra é votar na manutenção do plano econômico neoliberal aplicado por FHC e continuado por Lula. É votar contra a reforma agrária que foi bloqueada por FHC e também por Lula. É votar na ocupação militar do Haiti defendida por Dilma e Serra.

Qualquer um dos dois vai atacar os trabalhadores duramente quando a crise econômica internacional voltar a se abater sobre o Brasil. Tanto um como outro já anunciaram sua disposição de mudar a previdência, atacando mais ainda os aposentados. Pense nisso: cada voto em Dilma no segundo turno é uma força a mais para uma nova reforma da previdência. Uma votação em Serra teria a mesma conseqüência.

Votar em Serra seria votar junto com FHC, Cesar Maia, Yeda Crusius, velhas figuras da direita desse país. Votar em Dilma seria votar junto com Maluf, Collor, Sarney, Jader Barbalho, outras figuras da mesma direita.

Por esses motivos, votar contra a direita nesse segundo turno é votar nulo. Chamamos os trabalhadores e jovens que nos acompanham a seguir votando em nossa legenda 16, que agora vai significar um voto nulo. (Direção Nacional do PSTU)

Fonte: http://diarioliberdade.org

Apontamentos sobre Israel-Palestina









Qual a boa-fé de Israel na vontade de paz com os «vizinhos palestinos», quando sabemos do boicote sistemático de qualquer solução ao longo dos anos de discussões?

Por Ana da Palma

A reflexão sobre as notícias oficiais publicadas online é sempre muito esclarecedora quando procuramos ler de forma atenta. Cada palavra colocada no seu respectivo espaço, naquele famoso eixo sintagmático, aquele das simultaneidades, acaba sempre por nos projectar de forma quase involuntária para aspectos da História, não só das palavras, mas da Humanidade. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel publicou uma pequena nota a 27 de Setembro com o seguinte título: «Behind the Headlines: Palestinian Preconditions for Peace Talks».

O título indica-nos claramente que a Autoridade Palestina quer impor pré condições para continuar as discussões de paz. Parece-me muito curioso, primeiro porque sabemos de facto que os colonatos são ilegais. Portanto, a moratória nem deveria existir, nem deveria ser o ponto-chave neste momento das discussões. O ponto-chave seria retomar as resoluções não cumpridas por ambas as partes e discutir e resolver cada uma delas de forma justa e correcta para ambas as partes. Caso contrário, para que servem as resoluções da ONU? Quem contribui, financeiramente falando, para que essas mesmas resoluções sejam estudadas, elaboradas e comunicadas? Serão os habitantes de cada estado membro da ONU?

Israel constrói e instala-se em terras que não lhe pertencem e a própria elaboração da moratória é uma afronta à lei internacional. Contudo, todos nós aceitamos a moratória, pois é falada nos nossos média e quase parece a chave do problema (actual). Não há nada a fazer, pois existe a moratória e é de facto um bom documento para um começo. Pergunto-me como é que a comunidade internacional chegou ao ponto de aceitar a moratória, como é que a comunidade internacional permaneceu tão cega estes anos todos. Trata-se de uma apropriação ilegal, trata-se de espoliação de famílias e neste caso a resistência é totalmente legal. Como é que podemos concordar e apoiar discussões de paz quando nitidamente alguém está a invadir o Outro e que esse Outro não tem nenhum recurso a não ser basear-se num documento ilegal para se defender e tentar construir a paz?

Voltando ao artigo, vejamos estas duas primeiras frases: «The Palestinian Authority has preconditioned further peace talks on a halt to all Jewish building in the disputed territories. Israel, on the other hand, seeks to reach a negotiated peace settlement with its Palestinian neighbours as soon as possible.» (Tradução literal: A Autoridade Palestina impôs pré condições à continuação de discussões de paz com base na interrupção de todas as construções judaicas nos territórios disputados. Israel, por seu lado, procura atingir um acordo de paz negociado com os vizinhos Palestinos o mais brevemente possível»). Conhecendo os sucessivos mapas (em 1946, 1948, 1967), dando alguma viabilidade a um futuro estado Palestino, isto numa visão de dois Estados, posto que a proposta de um estado está definitivamente afastada, pergunto-me quais os supostos «territórios disputados» mencionados na notícia? Serão mesmo disputados ou usurpados?

Depois pergunto-me qual a boa-fé de Israel na vontade de paz com os «vizinhos palestinos», quando sabemos do boicote sistemático de qualquer solução ao longo dos anos de discussões, quando sabemos da proposta nitidamente colonialista de Israel, quando sabemos da conivência do Ocidente (EUA & UE), quando sabemos dos ataques sucessivos perpetuados por Israel ao longo de 60 anos, quando sabemos dos ataques sangrentos em Gaza 2008-2009, quando sabemos dos sucessivos confrontos e destruições de casas palestinas em Jerusalém e de forma sistemática na Cisjordânia, quando sabemos do emparcelamento do território palestino, quando sabemos das humilhações e violências, quando sabemos agora, pela proposta de Lieberman, que o alvo e o problema é o Irão...

Não há boa-fé, nem se trata de boa-fé. A questão é que, por um lado, os Palestinos, enquanto povo judeu, muçulmano, cristão e laico sob o domínio britânico não podia, nem tinha as ferramentas para se organizar de forma a proteger a sua integridade e direitos enquanto povo habitante de uma terra, não houve unidade enquanto povo de várias confissões religiosas habitantes daquelas terras, o que é bastante natural numa situação colonial e, por outro lado, como quiçá o mundo ocidental (mais genuíno), não soube antecipar, nem prever o que realmente começou a ser construído a partir de 1878 com as primeiras colónias.

Agora, Israel é aquilo que podemos chamar um estado pária e, pior, Israel é semelhante a uma criança malcriada que faz birras subtilmente controladas, mas tão insuportáveis aos olhos benevolentes dos média, que obtém sempre o que quer e que Outros querem! A observação dos mapas acima referidos permite-nos confirmar que todas as negociações pautaram o crime político cometido por Israel com o apoio do Ocidente e o suicídio político sofrido pelos diversos negociadores de paz do lado palestino, tal como a entrevista a Ziyad Clot confirma. A solução de um único estado, unindo habitantes de um território, há muito que não é possível. A solução de dois estados vivendo lado a lado, partilhando passagens e espaços tornou-se impossível dada a actual configuração demográfica e geográfica daquilo que fora chamado Palestina e dado o crime político habilidosamente orquestrado ao longo de 60 anos. Contudo, segundo Michel Collon, uma união sólida e efectiva dos Povos, revoltados com esta situação e que possam e queiram pressionar os seus representantes, ainda pode ter um peso contra este colonialismo com um rosto manipulador, subversivo, oculto e mortífero?

Ana da Palma

«Behind the Headlines: Palestinian Preconditions for Peace Talks» : http://www.mfa.gov.il/MFA/About+the+Ministry/Behind+the+Headlines/BTH_Palestinian_Preconditions_27-Sep-2010.htm

1946: http://www.palestineremembered.com/Acre/Maps/Story583.html,

1948: http://www.palestineremembered.com/Acre/Maps/Story1261.html

1967: http://www.passia.org/palestine_facts/MAPS/Landownership.html )

proposta de Lieberman : http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/lieberman-presents-plans-for-population-exchange-at-un-1.316197

primeiras colónias:

http://www.passia.org/palestine_facts/MAPS/first_zionist_colony.htm

Ziyad Clot : http://www.dailymotion.com/video/xewsjj_les-matins-ziyad-clot_news

Michel Collon: http://www.youtube.com/watch?v=k4o-gr1qPzU

Fonte: http://www.esquerda.net/opiniao/apontamentos-sobre-israel-palestina-2

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Marina Silva em Wall Street


Com o programa econômico mais liberal entre todos, PV apresentou o novo centro, com roupagem “moderna”

Wladimir Safatle, Folha de S.Paulo, 4 de outubro de 2010

“Wall Street” é, entre outras coisas, o nome do novo filme do cineasta norte-americano Oliver Stone. Ele conta a história da crise financeira de 2008 tendo como personagem central um jovem especulador financeiro que parece ter algo semelhante ao que um dia se chamou pudor.

Sua grande preocupação é capitalizar uma empresa, que visa produzir energia ecologicamente limpa, dirigida por um professor de cabelos brancos e ar sábio. O jovem especulador é, muitas vezes, visto pelos seus pares como idealista. No entanto, ele sabe melhor que ninguém que, depois do estouro da bolha financeira, os mercados irão em direção à bolha verde. Mais do que idealista, ele sabe, antes dos outros, para onde o dinheiro corre. Enfim, seu pudor não precisa entrar em contradição com sua ganância.

Neste sentido, “Wall Street” foi feliz em descrever esta nova rearticulação entre agenda ecológica e mundo financeiro. Ela talvez nos explique um fenômeno político mundial que apareceu com toda força no Brasil: a transformação dos partidos verdes em novos partidos de centro e o abandono de suas antigas pautas de esquerda.

A tendência já tinha sido ditada na Europa. Hoje, o partido verde alemão prefere aliar-se aos conservadores da CDU (União Democrata-Cristã) do que fazer triangulações de esquerda com os sociais-democratas (SPD) e a esquerda (Die Linke). Quando estiveram no governo de Schroeder, eles abandonaram de bom grado a bandeira pacifista a fim de mandar tropas para o Afeganistão. Com o mesmo bom grado, eles ajudaram a desmontar o Estado do bem-estar social com leis de flexibilização do trabalho (como o pacote chamado de Hartz IV). Daniel Cohn-Bendit, um dos líderes do partido verde francês, fez de tudo para viabilizar uma aliança com os centristas do Modem. Algo que soaria melhor para seus novos eleitores que frequentam as praças financeiras mundiais.

No Brasil, vimos a candidatura de Marina Silva impor-se como terceira via na política. Ela foi capaz de pegar um partido composto por personalidades do calibre de Zequinha Sarney e fazer acreditar que, com eles, um novo modo de fazer política está em vias de aparecer. Cobrando os outros candidatos por não ter um programa, ela conseguiu esconder que, de todos, seu programa era o economicamente mais liberal. O que não devia nos surpreender. Afinal, os verdes conservaram o que talvez havia de pior em maio de 68: um antiestatismo muitas vezes simplista enunciado em nome da crença na espontaneidade da sociedade civil.

Não é de se estranhar que este libertarianismo encontre, 40 anos depois, o liberalismo puro e duro. De fato, a ocupação do centro pelos verdes tem tudo para ficar. Ela vem a calhar para um eleitorado que um dia votou na esquerda, mas que gostaria de um discurso mais “moderno”. Um discurso menos centrado em conflitos de classe, problemas de redistribuição, precarização do trabalho e mais centrado em “nova aliança”, “visão integrada” e outros termos que parecem saídos de um manual de administrador de empresas zen. Alguns anos serão necessários para que a nova aliança se mostre como mais uma bolha.

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VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP.

EUA infectaram cidadãos da Guatemala com sífilis e gonorréia para estudo


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Opera Mundi - Médicos pesquisadores do governo dos Estados Unidos infectaram intencionalmente nos anos 1940 um grupo de cidadãos da Guatemala com gonorréia e sífilis para a realização de estudo sobre a eficácia de medicamentos.

A denúncia foi feita por Susan Reverby, pesquisadora do departamento de estudos de saúde da mulher da Faculdade Wellesley, estado de Massachusetts.
Hoje (1/10), a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e a secretária de Saúde Kathleen Sebelius, afirmaram que pedirão desculpas oficialmente em nome do governo dos EUA, informou reportagem da emissora norte-americana NBC News . O pedido de desculpas será feito aos guatemaltecos e aos imigrantes latinos residentes nos EUA.
Como parte do estudo, infectados guatemaltecos foram encorajados a transmitir a doença para outras pessoas, entre eles deficientes mentais. Estima-se que um terço dos infectados nunca teve tratamento adequado. Aparentemente, o experimento foi encerrado em 1948 e “nunca gerou informações úteis e registros foram apagados”, segundo Susan.
De acordo com site da NBC News, a pesquisadora detalhará o estudo em seu site ainda nesta sexta-feira.
A primeira discussão pública sobre o assunto será uma feita às 11h do horário local (12h de Brasília) entre Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Saúde e Arturo Valenzuela, subsecretário de Estado norte-americano para as Américas.

Reincidência
O episódio é semelhante ao experimento Estudo da Sífilis Não-Tratada de Tuskegee – feito pelo governo dos EUA em Tuskegee, Alabama, entre 1932 e 1972, no qual 399 sifilíticos afro-americanos pobres e analfabetos, e mais 201 indivíduos saudáveis para comparação, foram usados como cobaias na observação da progressão natural da sífilis sem medicamentos.
Um membro da equipe denunciou o caso à imprensa e, por conta da repercussão negativa, o estudo foi encerrado. Alguns descendentes de sobreviventes da experiência foram indenizados pelos governo dos EUA.

Fonte: Diário da Liberdade

Código Florestal: desce Aldo Rebelo, sobe Ivan Valente


Por Leonardo Sakamoto

Dois congressistas se destacaram na Câmara dos Deputados, neste ano, por conta dos debates sobre a reforma do Código Florestal: de um lado, o relator do novo texto, Aldo Rebelo (PC do B-SP) e, do outro, um dos principais críticos à mudança, Ivan Valente (PSol-SP). No que pese ambos estarem em partidos à esquerda no espectro político, eles defendem posições opostas. Agora, analisando os números vindos das urnas, é possível afirmar que o debate chegou à sociedade e causou algum impacto nas votações que os dois receberam neste domingo.

De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral, em 2006, Aldo teve 169.621 votos e Ivan, 83.719 eleitores.

Nesta eleição, a situação se inverteu: com 99,99% dos votos apurados, Aldo tinha 132.099 votos, enquanto Ivan ostentava 189.000. Aldo está 22% menor em comparação à situação de quatro anos atrás e Ivan 126% maior. Ou seja, mesmo com a previsão de ganho de simpatizantes entre os produtores rurais que se vêem beneficiados com seu discurso e prática (vale a leitura de matéria do jornal Valor Econômico sobre isso), o relator do novo Código Florestal não conseguiu compensar a perda de seus eleitores tradicionais, urbanos e de esquerda.

Vale ressaltar que ambos foram reeleitos e com as maiores votações de seus partidos em São Paulo.

Segundo informações passadas por quadros do PC do B e do aliado PT, eram muitos os que tecem críticas à forma através da qual o deputado está lidando não apenas com a reforma do Código mas também com temas caros a parcelas desses partidos, como o direito das populações indígenas a seus territórios. Analistas políticos esperavam que Aldo tivesse uma expressiva votação por conta do apoio político e financeiro de eleitores do agronegócio. Mas não contavam com uma forte queda na base tradicional do candidato. Ao mesmo tempo, Ivan Valente pode ter ganho votos entre esses mesmos insatisfeitos e junto aos que não concordam com as mudanças na legislação ambiental.

Ainda é cedo para uma análise mais profunda mas é possível que isso seja uma reação social à tentativa de mudança no Código. Uma sinalização que terá que, a partir de agora, ser considerada nos próximos passos do trâmite do novo texto.

A novela do Código – Por 13 votos a 5, uma comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir a reformulação do Código Florestal aprovou o texto do relator Aldo Rebelo. A matéria ainda têm que passar pelos plenários do Congresso Nacional e ser sancionada pela Presidência da República, mas já causa polêmica entre produtores rurais e militantes sociais e ambientais. O novo texto anistia quem cometeu infrações ambientais, isenta propriedades de até quatro módulos fiscais (cerca de 400 hectares na Amazônia) de refazerem as reservas desmatadas e reduz a faixa mínima de mata ciliar que deve ser preservada à beira de cursos d’água, entre outros pontos. Também proíbe novos desmatamentos por um prazo de cinco anos, algo de difícil cumprimento uma vez que a política do fato consumado já mostrou que funciona. Aldo Rebelo foi um dos 13 e Ivan Valente um dos 5.

Fonte: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/10/04/codigo-florestal-desce-aldo-rebelo-sobe-ivan-valente/

domingo, 3 de outubro de 2010

Incêndio na Favela Real Parque

Campanha de solidariedade urgente !


Na manhã de 24 de setembro um incêndio devastou centenas de barracos na Favela Real Parque
situada na Zona Sul de São Paulo. Cerca de 400 famílias (cerca de 1300 pessoas) ficaram desabrigadas e debaixo de chuva.

Precisamos urgentemente de alimentos básicos, cobertores e colchões, roupa de criança.

As doações podem ser entregues em três lugares:

No Coletivo Favela Atitude, rua Paulo Bourroul, 377. Telefones de contato: Cris: (11) 7015 1801 e Mauro: (11) 8400 9898.

No Cedeca Interlagos, rua Nossa Senhora de Nazaré, 51, Cidade Dutra, São Paulo. Telefones de contato: Cedeca: (11) 5666 9861 e Kleber: (11) 7677 1735.

Na Cooperifa, rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana, Zona Sul, São Paulo.

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Fonte: http://passapalavra.info

Dois pesos...















Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php

sábado, 2 de outubro de 2010

Justificativa de Voto: Em Defesa da Educação Pública





















Voto útil é votar em quem se mantém na Luta. É votar no PSTU!


Por Bruno Coga

Reta final para as eleições presidenciais. A direita tradicional aposta na alienação das massas para se eleger, apresentando propostas rebaixadas e calúnias. A Frente Popular petista conta com a ilusão dos trabalhadores de que “a vida melhorou”. Enquanto isso, Marina apresenta-se como a terceira via nas eleições, ganha votos com seu pseudo-ambientalismo e pela disputa apática entre Serra e Dilma.

O espaço da esquerda é limitado. Enquanto os partidos gigantes ocupam todo o espaço de mídia, o boicote das grandes emissoras é ostensivo. Enquanto as campanhas burguesas já contam com 400 milhões investidos em propaganda, ousamos nos diferenciar, realizando uma campanha financiada pelos militantes, simpatizantes e apoiadores de nossa campanha.

Com todas as dificuldades impostas, seguimos marchando em frente. Realizamos nossa campanha no chão das fábricas, nos canteiros de obras e nos bairros proletários. Jogamos a tradição de nosso partido ao sabor das classes menos favorecidas. Fazemos uma campanha vitoriosa, vermelha, socialista!

O preço de se governar para o grande capital...

A melhoria de vida durante o governo Lula é pura ilusão. 53% da população está endividada, 37% não terão condições de pagarem suas dívidas. Durante oito anos de mandato, Lula investiu apenas 0,3% a mais que FHC em educação. A porcentagem de jovens com acesso às universidades, marca apenas 13,7%. Na área da saúde, o investimento durante o último governo é praticamente o mesmo do período tucano, 3,5%. O salário mínimo foi reajustado em 53% em oito anos, quando a promessa foi de dobrar seu valor ainda no primeiro mandado. Enquanto isso, o lucro dos bancos atingiu a casa dos 127 bi (aumento de 400%), aumentando a desigualdade social. 11 bilhões foram reservados a programas sociais, como o fome zero, enquanto 380 bi foram destinados ao salvamento de grandes empresas e bancos durante a crise. Leilões de campos de petróleos são anunciados, acabando com o discurso de soberania nacional e anti-privatista do PT.

Por outro lado, Serra e Marina não são diferentes. O PSDB já mostrou pra quem governar. Privatizações e arrochos salariais foram às marcas do governo de FHC. O funcionalismo público foi massacrado, concursos públicos passaram a ser raros. A educação e saúde pública completamente sucateadas.

Marina Silva fazia parte do Ministério de Meio Ambiente durante a aprovação dos transgênicos, aprovou um projeto que aluga áreas das florestas amazônicas ao capital privado. Sequer posiciona-se contra a criação da Usina Belo Monte, que contrapõe interesses de ambientalistas e comunidades indígenas.

Um partido que não entregou seus ideais...

Diferente das grandes candidaturas, trazemos conosco um programa Socialista aos trabalhadores. Votar em um candidato do PSTU é votar contra o banco de horas, contra a precarização do serviços públicos, pela redução da jornada de trabalho sem a redução de salários. É um voto dedicado a luta dos trabalhadores pela equiparação de seus salários ao mínimo do DIEESE, por investimentos dignos em saúde e educação.

Diferente dos grandes políticos, assumimos a campanha pelo nosso Partido. Votar em nossa legenda significa dedicar seu voto ao nosso programa, é um manifesto contra as candidaturas neoliberais apresentadas. Significa a luta em defesa de educação pública, gratuita, de qualidade e com investimentos de 10% do PIB. Significa votar para que todos tenham acesso à saúde e saneamento básico, pela quebra de patentes dos medicamentos, contra os cartéis que cobram fortunas em seus atendimentos médicos e por investimentos no SUS. Significa a reestatização de empresas que são nossas, como a Vale, Embraer e muitas outras que foram privatizadas. Significa um voto contra o pagamento das dívidas interna e externa, para que esse montante seja investido na geração de empregos, construções de casas populares e melhoria de vida para a população. Para a juventude significa um voto de rebeldia contra o sistema, aos trabalhadores um voto de ousadia contra os patrões. Mas para todos, é um voto pelo Socialismo!

Dê um voto útil à sua vida. Vote 16!

Fonte: http://voteprofessoresdopstu.blogspot.com/