domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 22 de outubro de 2011
Chega de chiclete: texto de Mike Davis sobre o movimento Occupy Wall Street
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Urgente: PM já está na ocupação em Americana para despejar as famílias!
Fotos em anexo: Cristina Beskow
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Caso Cutrale: trabalhadores sem-terras são inocentados e processo é arquivado

por Juliana Sada
Em janeiro deste ano, a Justiça decidiu pela libertação dos trabalhadores sem-terra acusados de praticar crimes durante a ocupação de uma fazenda pertencente à empresa Cutrale, produtora de suco de laranja. Além disso, o processo foi arquivado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
De acordo com o desembargador Luis Pantaleão, em seu relatório, não havia indícios que ligassem os acusados aos crimes alegados. Além disso, o desembargador citou problemas no processo. A prisão preventiva foi decretada antes do recebimento da denúncia e ainda com a investigação em curso, para o desembargador não havia indícios de que os acusados trariam algum empecilho ao processo. O encarceramento foi baseado também na suposta “imoralidade” dos trabalhadores, acusação que não sustenta a prisão preventiva.
Já o processo foi trancado por inépcia da denúncia, ou seja, por não possuir os requisitos legais para instauração de um processo.
A ocupação
Em setembro de 2009, cerca de 250 famílias ocuparam uma fazenda pertencente à Cutrale, para denunciar a grilagem de terras pela empresa. De acordo com o MST, a área ocupada pertence à União e a Cutrale estaria se apropriando ilegalmente da terra. A ocupação durou doze dias, entre 28 de setembro e nove de outubro, e terminou por ordem judicial.
O episódio teve intensa repercussão na mídia, sobretudo por conta da derrubada de pés de laranja da fazenda pelos manifestantes, como forma de protesto.
por Juliana Sada
Em janeiro deste ano, a Justiça decidiu pela libertação dos trabalhadores sem-terra acusados de praticar crimes durante a ocupação de uma fazenda pertencente à empresa Cutrale, produtora de suco de laranja. Além disso, o processo foi arquivado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.De acordo com o desembargador Luis Pantaleão, em seu relatório, não havia indícios que ligassem os acusados aos crimes alegados. Além disso, o desembargador citou problemas no processo. A prisão preventiva foi decretada antes do recebimento da denúncia e ainda com a investigação em curso, para o desembargador não havia indícios de que os acusados trariam algum empecilho ao processo. O encarceramento foi baseado também na suposta “imoralidade” dos trabalhadores, acusação que não sustenta a prisão preventiva.
Já o processo foi trancado por inépcia da denúncia, ou seja, por não possuir os requisitos legais para instauração de um processo.
A ocupação
Em setembro de 2009, cerca de 250 famílias ocuparam uma fazenda pertencente à Cutrale, para denunciar a grilagem de terras pela empresa. De acordo com o MST, a área ocupada pertence à União e a Cutrale estaria se apropriando ilegalmente da terra. A ocupação durou doze dias, entre 28 de setembro e nove de outubro, e terminou por ordem judicial.O episódio teve intensa repercussão na mídia, sobretudo por conta da derrubada de pés de laranja da fazenda pelos manifestantes, como forma de protesto.
Fonte: http://www.rodrigovianna.com.br
terça-feira, 4 de maio de 2010
"Farinha do Mesmo Saco"
Serra e Dilma juntos, contra invasões - Em feira de ruralistas em Minas, pré-candidatos rechaçam ocupações ilegais.
Por Jailton de Carvalho
Aabertura da 76ª ExpoZebu no fim da manhã de ontem, com a presença dos pré-candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), transformou-se num ato contra as invasões de terra patrocinadas pelo Movimento dos sem terra. Na disputa pelos votos do poderoso agronegócio do país, os dois principais presidenciáveis criticaram duramente ocupações de terras e, mesmo sem citar explicitamente o MST, defenderam a legalidade no campo. A estabilidade no meio rural é um dos principais itens da lista de reivindicações que a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), organizadora da exposição, entregou a Serra e Dilma, ontem.
O vice-presidente José Alencar, um dos convidados da festa e que representou o presidente Lula, também criticou as invasões. A ExpoZebu é hoje uma das principais vitrines de candidatos interessados no apoio dos produtores rurais. O coro anti-invasão começou logo pela manhã. Em entrevista ainda no aeroporto de Uberaba, na chegada, a ex-ministra Dilma Rousseff disse que o diálogo com movimentos sociais não implica tolerância com o enfraquecimento da propriedade privada no campo.
- Acredito que, com os movimentos sociais, a gente tem de ter diálogo. No entanto, não concordo com nenhuma atividade de movimento social que implique desrespeito à lei. A lei serve para todos nós, e todos estamos submetidos a ela. Nesse sentido, sou contra qualquer ilegalidade - disse Dilma, perguntada sobre as invasões.
A jornalistas, logo após a solenidade de abertura da mostra, Serra também repudiou as invasões. Para Serra, a agricultura tem dado importante contribuição às exportações e ao desenvolvimento econômico do país; por isso, não pode ficar exposta a movimentos de natureza política. Segundo ele, os produtores precisam de expansão do crédito e do seguro agrícola, não de instabilidade. No fim da tarde, Serra assinou documento em que ruralistas pedem o fim das invasões:
- A agricultura precisa de segurança para seus investimentos. Isso é essencial. Precisa de esquema de seguro de crédito para todo o Brasil, para que possa, do ponto de vista econômico, criar mais segurança para o setor. É preciso terminar também com essa insegurança jurídica e política no campo.
Alencar defende continuidade
Criador de gado e um dos 18 mil associados da ABCZ, José Alencar fez duro discurso pela legalidade no campo. Na abertura da exposição, Alencar disse que também endossou o abaixo assinado contra invasões, embora tivesse sido alertado por um assessor sobre o conteúdo do documento.
- Eu sabia mesmo o que estava no documento. E, lembrando Rui Barbosa: "Fora da lei não há salvação" - disse Alencar, arrancando aplausos de produtores e políticos na solenidade.
O vice e os dois pré-candidatos fizeram declarações afinadas com as preocupações dos produtores verbalizadas no discurso do presidente da ABCZ, José Olavo Borges Mendes. O líder ruralista não quis manifestar preferência por nenhum dos dois candidatos, mas reafirmou a insatisfação do setor com a desenvoltura do MST e com aspectos do Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo governo federal no ano passado:
- Nós nos preocupamos tanto ao ver esse sistema produtivo ameaçado por ações criminosas de invasores; ameaçados por um Código Florestal caduco; ameaçado por excessos e arbitrariedades na política indigenista.
Após a abertura da ExpoZebu, Serra e Dilma continuaram disputando o apoio dos ruralistas. Os dois participaram de uma feijoada na fazenda de Jonas Barcelos, vice-presidente da ABCZ. Os dois chegaram no mesmo momento à casa de Barcelos, acompanhados de seus principais auxiliares de campanha, e puxaram conversa com todos os produtores, empresários e políticos que encontraram pela frente.
Os dois deixaram a reunião praticamente ao mesmo tempo. Segundo maior colégio eleitoral, Minas é considerada por analistas como decisiva nas eleições. Serra, aliás, voltará ao estado ainda esta semana.
- Estava até engraçado. Os dois (Serra e Dilma) chegaram juntos com seus escudeiros. Estavam disputando palmo a palmo o espaço - disse o ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho, da campanha de Serra.
Mas, segundo Ronaldo Cezar, a busca de voto dos produtores se deu em alto nível. Serra classificou o encontro com Dilma de "normal". Dilma disse que foi um "encontro civilizado". Eles se cumprimentaram protocolarmente, e, na abertura da exposição, sentaram próximos um do outro, separados apenas pelo ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes.
Ainda em seu discurso, o vice José Alencar defendeu a continuidade do governo Lula:
- Se houvesse uma pergunta ao povo sobre qual seu desejo, a resposta seria continuidade deste governo sério, democrático, desenvolvimentista.
Perguntada se sua candidatura significava a continuidade pregada por Alencar, Dilma respondeu:
- Candidata da continuidade e com avanço - emendou ela.
Do lado de fora do evento, militantes tucanos gritavam, vez por outra, o nome de Aécio Neves, que, de férias, não compareceu. E um outro grupo, de professores estaduais, fez manifestação por melhores salários.
Fonte: Jornal O Globo, (04.05.2010
Por Gustavo Porto
Ao participarem ontem, em Uberaba, da Expozebu, a mais importante feira pecuária do País, os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) garantiram aos criadores de gado que são contrários às ações de ocupação de propriedades rurais por movimentos de sem-terra.
O vice-presidente José Alencar (PRB-MG), que participou do evento, chegou a assinar um documento que circulou na feira contra as invasões. "Fora da lei não há salvação", disse Alencar.
Tanto Serra quanto Dilma estiveram em Uberaba a convite da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), que organiza a feira. Os dois ganharam elogios do presidente da entidade, José Olavo Borges Mendes, que os chamou de "gestores públicos de altas virtudes".
Em seguida vieram as reivindicações, relacionadas à segurança no campo, alterações no Código Florestal e terras indígenas. Segundo Mendes, os ruralistas temem "excessos e arbitrariedades na política indigenista".
Não faltaram momentos de saia justa no evento. O primeiro foi quando Serra e Dilma ficaram juntos numa sala reservada, à espera da cerimônia de abertura. À saída, o pré-candidato tucano disse: "Foi um encontro gentil". Dilma comentou que isso faz parte "convívio democrático e civilizado".
Na abertura, o vice Alencar elogiou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e pregou a sua continuidade, mas sem fazer referência à pré-candidata petista, ao lado dele. Na entrevista coletiva que concedeu em seguida, Dilma enfatizou que é "a candidata da continuidade, com avanço".
Na sua entrevista coletiva, Serra cobrou segurança jurídica no campo e elogiou o setor agropecuário: "Galinha de ovos de ouro do desenvolvimento do País." Mas não quis falar sobre o processo de escolha do nome do vice na chapa que ele vai encabeçar. "Qualquer coisinha gera fofoca e especulação", disse.
A senadora Kátia abreu (DEM-TO), cujo nome tem sido cotado para vice do tucano, também compareceu ao evento. Em nome da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que preside, ela entregou aos pré-candidatos uma série de propostas.
A abertura da feira também teve uma manifestação de protesto de professores da rede estadual, que estão em greve. Eles enfrentaram a polícia e vaiaram o governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição.
Focos diferentes
Após a abertura, Serra se encontrou com pecuaristas e agricultores. Já Dilma teve reunião no espaço da Associação das Mulheres Rurais de Uberaba, com a primeira-dama Marisa Letícia.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
MST ocupa fazenda de ex-algoz

Um grupo de aproximadamente 200 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)ocupou na madrugada deste sábado (6) uma fazenda na região do Botuquara, no município de Ponta Grossa. Seguranças armados teriam reagido à entrada dos sem-terra, inclusive com tiros, no entanto, a Polícia Militar em ponta Grossa, que já se deslocou para a fazenda, não confirma se houve enfrentamento.A área - que teria origem pública - é do tenente-coronel reformado da Polícia Militar do Paraná Valdir Copetti Neves.Durante muitos anos no governo Jaime Lerner, Neves foi comandante do Grupo Águia, tropa de elite da PM criada, a princípio, para combater quadrilhas especializadas em assaltos a ônibus de turismo. Mais tarde o grupo passou a realizar despejos violentos contra o MST. O tenente-coronel desenvolveu a estratégia de realizar os despejos na madrugada onde crianças eram separadas dos pais, realizava prisões arbitrárias e praticava torturas contra militantes do
A reportagem é de Maria Gizele da Silva, Rogério Galindo e Patrícia Fernanda e está publicada na Gazeta doPovo, 07-02-2010.
A ocupação aconteceu por volta de cinco horas da manhã, num terreno ao lado de outro acampamento do MST, o Emiliano Zapata. As primeiras informações dão conta de que a propriedade seria do tenente-coronel reformado da Polícia Militar ValdirCopetti Neves, que já tem condenação judicial por liderar milícias armadas no interior do Paraná. Até o momento, não há informações sobre feridos ou mortos.
Esta não é a primeira vez que sem-terra ocupam uma área pertencente a Copetti Neves. Em 2005, o MST já havia comandado uma ocupação a um sítio de 60 alqueires do tenente-coronel.
Copetti Neves foi condenado em dezembro passado pela Justiça Federal no estado a cumprir pena em regime fechado por 18 anos e 8 meses. A sentença foi da juíza Sílvia Regina Salau Brollo, da 1.ª Vara Federal em Ponta Grossa. Copetti foi acusado pelo Ministério Público de montar uma milícia armada para proteger fazendas em Ponta Grossa e por ser mentor de uma série de ações contra o acampamento de sem-terra no sítio São Francisco II, de sua propriedade. Todos os réus poderão recorrer em liberdade.Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas, sendo 10 condenadas. “Ele (o tenente-coronel reformado Copetti Neves) teria contratado uma espécie de milícia para agir contra o MST, inclusive com três PMs aposentados, para fazer ‘ronda’ na região. A justificativa seria prevenir roubos”, relatou na época o procurador da República Oswaldo Sowek Júnior.
Conforme denúncia do procurador Alessandro José Fernandes de Oliveira, o grupo para-militar foi formado em outubro de 2004, quando houve a extinção do programa de patrulhas rurais no estado. O serviço contemplava patrulhamento armado e era remunerado, realizado com armamento sem registro e de origem estrangeira, conforme o MP.


