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domingo, 11 de outubro de 2009

Os 12 de “O Globo” contra a força da UNE


Ao deparar na internet – aqui na Argentina, onde estou estes dias - com a primeira página de O Globo de quarta-feira, 7, enfeitada pela foto a cores de uma dúzia de graciosos alunos de escolas particulares da Zona Sul do Rio, “apartidários” e “apolíticos”, a lançar “novíssimo movimento estudantil” pela reforma do ensino, não resisti à tentação de questionar outra vez esse jornalismo. (Leia AQUI a versão saída no Globo Online)
Os leitores, eu e a torcida do Flamengo temos visto muitas fraudes da mídia no passado recente. Sabemos que às vezes elas nascem assim. Por que uma dúzia de moças e rapazes bonitos e bem vestidos, do Leblon, Ipanema, Gávea e adjacências, tornam-se notícia dessa forma em O Globo – quase sempre amplificada depois por outros veículos audiovisuais do mesmo império Globo de mídia
Pergunto, em primeiro lugar, se jornalisticamente aquela reuniãozinha de adolescentes bem nascidos merece tal espaço na mídia nacional (veja-os na foto do alto e observe ao lado, na reprodução da página, o destaque que ganharam). Que diabo, como filhos do privilégio representam muito menos do que, por exemplo, um grupo de adolescentes sofridos do Nordeste, tão afetados como eles pelo adiamento da prova do Enem – o pretexto invocado em O Globo.
A aristocracia da elite branca
A diferença entre alunos do Nordeste e os de escolas particulares da Zona do Sul do Rio começa nos sobrenomes. Se prevalecem lá os Silva, como a família do atual presidente, os reunidos em O Globo são De Lamare, Di Célio, Bevilacqua, Lontra, Bustamante, Bekken, Glatt e outros de igual linhagem – famílias talvez afinadas com a ideologia dos irmãos Marinho.
A foto posada (com grande angular) da primeira página, feita em condomínio da Gávea, permite a suposição de que o tal “novíssimo movimento estudantil” anunciado pela sigla Nove (de “Nova Organização Voluntária Estudantil”) pode ter nascido na própria redação de O Globo e tem entre suas causas até o repúdio à ação afirmativa. São todos brancos, se não de sangue azul.
Para o jornalista Ali Kamel (foto ao lado), guardião zeloso da doutrina da fé empenhado em uniformizar o discurso ideológico nos veículos do império Globo, “não somos racistas” no Brasil. A partir dessa tese nossa elite rejeita em nome da igualdade racial quotas destinadas a favorecer o ingresso na universidade de não brancos – talvez para perpetuar os privilégios atuais até o final dos tempos.
Nas páginas internas da mesma edição impressa de O Globo, conforme tive o cuidado de conferir na versão digital que a reproduziu, a reportagem foi estrategicamente colocada ao lado da coluna de Merval Pereira – a que abraça com fidelidade canina as ordens da cúpula do império de mídia mais arrogante do país e ostensivamente dedicado desde 2005 à derrubada do presidente.
A tradição coerente do golpismo
Os 12 (ou Nove) de O Globo parecem representar exatamente a tradição desse jornal (e dos Marinho), que ao longo dos anos, em matéria de educação, foi sempre retrógrado e antidemocrático – em especial quando a UNE e as entidades estaduais filiadas a ela lutavam contra o golpismo militar e na subseqüente ditadura que torturou, matou, censurou a imprensa e perseguiu o movimento estudantil.
Não por acaso o império Globo floresceu à sombra da ditadura por aplaudir os generais. Orgulha-se hoje – ao lado do El Mercurio, pinochetista do Chile, e do Clarín (veja-o à direita, clamando na manchete contra a lei em debate e que poderá criar punição para a irresponsabilidade e abusos da mídia), submisso aos generais do banho de sangue na Argentina – de estar entre as maiores corporações de mídia do continente, todas premiadas pelos algozes da democracia e pelos interesses externos porque sempre ficaram contra as causas nacionais dos respectivos países. Ditadores sanguinários como Videla e Pinochet (foto abaixo, à esquerda), foram heróis do Clarín e El Mercurio, como Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo eram os de O Globo (saiba mais AQUI sobre semelhanças entre El Mercurio e O Globo e como o jornal chileno foi salvo da falência após implorar e receber dinheiro da CIA, a quem serviu na campanha de desestabilização que preparou o golpe pinochetista).
A matéria impressa original tinha atacado a UNE sem dar a esta a oportunidade de responder às sandices. Mas em texto posterior, publicado na quinta-feira, 8, e certamente motivado pela reação do presidente da União Nacional dos Estudantes, Augusto Chagas, o jornal condescendeu em incluir sua palavra, ainda que “os 12″ (ou Nove) continuassem como herois, mesmo insignificantes aos olhos de qualquer pessoa com um mínimode bom senso (Leia o texto da versão online AQUI). Mas além de ter tido o cuidado de minimizá-lo e situá-lo ao pé de outra página, ainda aduziu ridículo minieditorial com o veredicto final, que acusa a UNE de “peleguização”.
Contra os interesses nacionais
Fica claro que “pelegos”, na visão dos irmãos Marinho, são os líderes da UNE, criada corajosamente na década de 1940 para defender os interesses do país contra o avanço do Eixo nazifascista – e que lutou nas ruas contra a ditadura militar de 1964 que tinha O Globo como seu porta-voz oficioso. De nada importa ao jornal a explicação de que os fóruns da entidade não são gatos pingados da elite; reúnem mais de 1.500 centros acadêmicos do país, nos quais atuam centenas ou milhares de estudantes.
Como Chagas, também o presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso, tentou informar ao império Globo de mídia (jornalões, TVs, rádios, revistas & penduricalhos) que as entidades realmente representativas dos estudantes há muito debatem a questão do Enem e até fizeram críticas à pressa das autoridades na implantação da nova prova – pressa que pode ter contribuído para o vazamento.
A motivação dos 12 de O Globo é outra. Se não foram escolhidos por ninguém, representam quem – ou o que? Têm só de se submeter à ideologia golpista do jornal, na contramão da história e do aperfeiçoamento democrático. É o que basta para sairem na primeira página. Restará agora guiarem-se pelos editoriais. Por exemplo, aplaudindo a Colômbia submissa, sob ocupação militar dos EUA, e a Honduras do golpe, repudiada pelo mundo inteiro.

sábado, 3 de outubro de 2009

Fraude no ENEM

Foi-se tudo ao brejo.
Interessante a vazadura do ENEM. Mais interessante ainda, foi o recado dado pelo Ministro da Educação Fernando Haddad pela manhã em entrevista, dizendo que a façanha teria sido por uma gráfica em Alphaville. Planetas tremeram.Ora, a maior empresa do ramo, em Alphaville/Barueri, é justamente a Plural Indústria Gráfica, que pertence ao Grupo Folha, e que por acaso tem muitos negócios com a SEE-SP, por exemplo. Isto explica, em parte, porque os vendilhões neófitos, assarapolhados e cavilosos procuraram o Estadão e o R7?
No edital Processo Nº 23036.003964/2008-63, Concorrência Nº 04/2009 – DAEB/INEP para a realização do ENEM 2009, há a cláusula 8: "Requisitos de Segurança e Sigilo", páginas 54-56.
Os tópicos são muitos, um tanto mais abrangentes do que as alegações apresentadas - só agora - à noite no site da Plural, que sustenta inocência (caso não consiga ler a carta no site da gráfica responsável pelas provas deste ano, tente pelo UOL).
O Ministro Haddad marcou reunião noturna de emergência com o Consórcio Connase formado pela Consultec (Consultoria em Projetos Educacionais e Concursos Ltda - BA), Funrio (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência - RJ) e Instituto Cetro (Instituto Nacional de Educação Cetro - SP), que contrataram a gráfica para o serviço.
Obviamente o Senado se mobiliza para apurar os fatos com rigor. Assim, o senador Flávio Arns (PSDB) manda chamar o Ministro Haddad para que explique exatamente o que ocorreu.
O encontro deve ser na semana próxima. Se eu fosse o senador, e todo mundo, ouviria com esmero redobrado Cetro e Plural.+ Informações- Alunos, não vos desanimeis!
Confira seus conhecimentos respondendo às provas vazadas, gratuita e gentilmente cedidas à humanidade pelo Ministro Haddad:
1 - Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias ;
2 - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias ;
3 - Gabaritos ;
4- Caso não consiga ver as provas pelo site do MEC, tente pelo UOL.
Na mesma ordem:
1 - prova 1;
2- prova 2 ,
3- respostas.
Saiba quanto custou, sobretudo, o tópico 3 da Planilha de custos Concorrência Nº 04/2009– DAEB/INEP Enem-09 (fonte).
Fonte: http://namarianews.blogspot.com/2009/10/e-o-enem-ja-era.html

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Novo Enem: a nova política do governo para o acesso ao ensino superior

Na quinta-feira, 2 de outubro, estudantes de todo o país foram surpreendidos com o cancelamento do Enem, porque a prova tinha vazado; episódio traz à tona a necessidade de debater este projeto excludente
Por Renan Morais, do Rio de Janeiro (RJ)
Na última quinta-feira, milhões de estudantes brasileiros souberam que o novo Enem seria adiado. É natural que o fato tenha causado uma insatisfação em parte dos alunos, pois haviam se preparado durante meses para a prova.
No mesmo dia, o Ministério da Educação teve de explicar os motivos do cancelamento do exame, que aconteceria nos dias 3 e 4 de outubro. O ministro Fernando Hadadd informou que, através de uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo, o governo ficou ciente do vazamento da prova e, por isso, era necessário seu adiamento.
No entanto, o governo não informou o verdadeiro caráter de sua política de acesso ao ensino superior, fazendo coro com os reitores de que o novo Enem é o fim do vestibular no Brasil.
Não se engane, não é o fm do vestibular
A proposta do governo é que todas as universidades federais aceitem o exame como forma de acesso ao ensino superior, por ser multidisciplinar e permitir nacionalizar a avaliação. Por isso, neste vestibular, as principais instituições do país vão utilizá-lo como prova única ou na primeira fase como pontuação extra.No entanto, o formato excludente não desaparece. O novo exame procura avaliar o desenvolvimento do estudante durante toda sua formação em apenas uma prova. Esse critério sempre foi muito criticado por educadores, pois não realiza um acompanhamento permanente do aluno e das escolas, desconsiderando as diferenças e desigualdades regionais existentes em nosso país.
Em outras palavras, a lógica do mercado presente no vestibular permanece na política atual do governo, pois os alunos que conseguirem pagar por um ensino melhor ou um curso preparatório continuarão em condições mais favoráveis para ingressar na universidade.
A farsa da mobilidade acadêmica
O governo também afirma que a nova prova permite a mobilidade acadêmica do aluno, sendo uma grande revolução no ensino superior brasileiro. Essa mobilidade estaria no fato de o estudante ter de escolher cinco cursos ou universidades na hora de realizar a inscrição para o novo Enem.
Assim, o acesso estaria relacionado ao número de pontos obtidos no exame e a quantidade de vagas que o curso de sua preferência possui. Ou seja, não muito diferente do que é atualmente. Porém, pelo caráter nacional da prova, a concorrência é ainda mais agressiva e desigual. Os melhores alunos de todos os estados irão para as melhores universidades do país, restando para os demais cursos distantes de casa, fora de sua preferência ou nem irão para a universidade. Além disso, cria centros de excelência, onde os mais ricos estarão nas melhores instituições do país em termos de ensino e pesquisa.
Na prática, o estudante que fizer um curso preparatório poderá escolher para onde ir. Mas aquele que não conseguir a vaga na sua cidade, terá de optar por estudar a quilômetros de distância de casa.Para piorar o cenário, o governo não garantirá para esse estudante bolsa de estudo, alojamento, bandejão ou qualquer forma de assistência estudantil. O mais provável é que a grande maioria dos 4 milhões de inscritos no exame não consiga entrar no ensino superior.
Por uma educação gratuita e de qualidade e para todos
Uma política eficaz deveria garantir 10% do PIB para a educação, investindo em todos os níveis do ensino brasileiro, na escola e na universidade. Ao mesmo tempo, é necessário estatizar as instituições privadas garantindo a todos o acesso ao ensino público, acabado de vez com o vestibular.

Haddad e o vazamento do ENEM


Por Luiz Carlos Azenha

Entrevista do ministro Fernando Haddad, conforme reproduzida pelo Estadão:
Seguramente eram quase 10 horas da noite. Na verdade, às 9h30 da noite. O que ela relatou? Ela me disse: ministro eu gostaria de passar um e-mail pra o senhor, dando algumas informações porque nós fomos procurados por duas pessoas por meio de um celular oferecendo ao jornal um exemplar impresso da prova do Enem.
Evidentemente o jornal rejeitou a oferta, é óbvio. Mas a jornalista teve a habilidade de manusear o material antes de devolvê-lo a quem pretendia vendê-lo. Ao manusear o material, ela fixou alguns componentes da prova, sobretudo gráficos, que são as partes fáceis de serem memorizadas. No e-mail que ela nos passou, ela fazia referência a esses aspectos: a figura da Mafalda, a bandeira do Brasil com o verde desmatado, como se fosse Amazônia desmatada, dentre outros elementos. Não lembro quantos, mas seguramente, três ou quatro elementos que poderiam nos dar segurança de que aquele material era autêntico. Porque evidentemente alguém poderia forjar uma prova alegando autenticidade com finalidade específica de angariar recursos. Vender uma prova falsa. E a jornalista, com muita responsabilidade procurou o Ministério da Educação para que nós pudéssemos checar a autenticidade do material.
Foi preciso ser feito uma mobilização, porque no Inep não existe prova impressa. O que existe é prova digitalizada em cofre e envelope lacrado; e para entrar no cofre no Inep ninguém consegue fazer isso sozinho. Tem um procedimento de segurança, câmaras filmando na sala de segurança do Inep quem entra e o que sai. E ninguém conseguia a prova impressa. O arquivo vai para a gráfica com segurança para ser impresso lá, com segurança para evitar o que acabou ocorrendo. Por volta de uma da manhã, a equipe designada pelo presidente do Inep confirmou que os componentes descritos pela jornalista estavam presentes na prova. Como nem nós nem a jornalista tínhamos a prova escrita, precisávamos fazer um cotejamento da descrição do que ela viu nas mãos da pessoa que furtou a prova e os itens escolhidos do banco de itens para compor a prova.Diante dessa constatação, o presidente do Inep, Reinaldo Fernando, ligou para a jornalista dizendo que as evidências eram muito grandes, que o material era autêntico e que não cabia outra medida a não ser anular a prova impedindo sua realização com o material que pode ter sido violado. Não sabíamos quantos quites tinham sido furtados, se eles tinham sido fotocopiados, digitalizados. Não havia a menor segurança para garantir que a prova poderia estar sendo disseminada por qualquer meio, eletrônico ou material. Em virtude de colocar em risco a credibilidade e a segurança do exame, os indícios eram fortes para legitimar a decisão de cancelar o exame. Evidentemente que os itens dessa prova estão eliminados do banco e não serão usados.
Não sabemos se a pessoa tinha uma ou duas provas, de sábado ou domingo. Na prova de linguagem, o que a jornalista conseguiu detectar visualmente correspondia ao que de fato a prova continha. Mesmo sem saber o que dispunha aquele que tentou vender o material, decidimos pelo adiamento. Em parte agradecemos ao jornal Estado de S. Paulo, que impediu que a prova se realizasse. Se nós anulássemos a prova, ao invés de adiá-la, os prejuízos e transtornos seriam muito maiores. Todo mundo teria feito a prova e os resultados não poderiam ser utilizados.
Quero registrar aqui um agradecimento ao jornal que teve uma postura de enorme responsabilidade com assunto de interesse público, que afeta milhões de pessoas, e que soube fazer chegar ao Ministério da Educação informações que permitiram uma decisão que não podia ser outra. Evitando que as pessoas se desloquem par aos locais de prova, eventualmente façam a prova, com todo o gasto de energia, emocional e intelectual e não venham a utilizar o resultado pela prova ter sido cancelada.
O que ocorre em muitos casos de concursos públicos, de ter que ser cancelado depois da sua realização. Nós devemos isso á postura que a direção do jornal teve, que foi muito correta, de interagir conosco em prol do interesse público. Agora fizemos no MEC uma divisão do trabalho. O Inep tem que cuidar do Enem e vai passar em revista todos os procedimentos junto ao consórcio vencedor da licitação para garantir a realização de uma nova prova com novos índices e o gabinete vai interagir tanto com o jornal quanto com a polícia federal para apurar as responsabilidades.O inquérito na PF já está aberto a nosso pedido e vai ser capitaneado pele superintendência de São Paulo, onde ocorreu o encontro da jornalista com os vendedores da prova e a partir daí as investigações vão ocorrer.
Fizemos um apelo para que todas as pessoas que tiveram contato com os fraudadores possam trazer informações relevantes para que a polícia possa fazer investigação mais rápida possível e responsabilizarmos os Que cometeram o delito de tornar essa prova pública antes de sua realização. Então é esse o procedimento: O Inep tem que cuidar da realização da prova. Evidentemente, se colocando à disposição das autoridades, mas nós pessoalmente vamos, junto ao superintendente da PF acompanhar as investigações. Até porque eu entendo que o modus operandi dessas pessoas é bastante anômalo, eles estão se expondo anômalos, de uma maneira que eu entendo que possamos chegar aos autores do delito com alguma rapidez.
E evidentemente essas pessoas, se puderem ser localizadas com o apoio da sociedade, daqueles que mantiveram contato com eles, evidentemente nós poderemos saber em que momento, em que etapa do processo houve a corrupção dos dados, que eram sigilosos até sábado, dia da aplicação da prova. Então, são essas as providências.
O consórcio foi chamado à Brasília. É um consórcio que foi o único participante da licitação. Nenhuma outra empresa participou da licitação".

Quem vazou a prova do ENEM?


A Plural Editora e Gráfica Ltda, empresa responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que imprimiu a prova do é do grupo Folha de São Paulo e a empresa americana QuadGraphics.
A Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, foi contratada para imprimir, grampear e intercalar as diferentes versões das provas em lotes, que depois seriam embaladas em caixas divididas por Estado.
Tem alguém jogando pesado contra o governo Lula. Tentaram criar um escândalo envolvendo o ministro da Educação, Fernando Haddad; Estranho é não ter notícia de ninguém vendendo provas do Enem nos cursinhos ou diretamente para alunos. Foram vender para jornal de oposição ao governo Lula.
Funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento. Na conversa com o reporter do R7, o homem afirmou que o documento poderia "derrrubar o Enem e o Ministério da Educação". E ainda disse: Sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar da Promotoria do Estado (de S.Paulo).
Segundo conta a jornalista, na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem. O tal homem, também procurou o site R7,do grupo TV Record.(ouça a gravação da conversa)
O homem fala que um delegado da Polícia Federal de Brasília, injuriado por não ter sido indicado para um cargo resolveu se vingar. Por que o homem não procurou a Folha? O jornal "O Estado de S. Paulo" teve acesso a uma prova impressa, fato que levou o ministro Fernando Haddad a afirmar que acredita que o vazamento tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão.Justamente a gráfica do grupo Folha
Vazamento político da prova do Enem. O alvo é o ministro Fernando Haddad, candidatíssimo ao governo de S.Paulo

Vazamento do ENEM e oportunismo


por Luiz Carlos Azenha
O oportunismo político não tem limites.
Do grão-tucano Gilberto Dimenstein, por exemplo.
O caso nem começou a ser investigado e ele já decidiu:

Gilberto Dimenstein: "MEC não estava preparado para realizar o Enem"
da Folha Online
"O vazamento da prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) mostrou que o MEC (Ministério da Educação) não estava devidamente preparado para a aplicação do teste, marcado para o próximo fim de semana", diz Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha e colunista da Folha Online.

O jornalista ressalta neste podcast que adiamento da prova anunciado nesta quinta-feira é um caso atípico. Ele lembra que há tempos universidades como Unicamp (Universidade de Campinas), USP (Universidade de São Paulo), entre outras, têm conseguido de forma segura evitar o vazamento.
O que o Dimenstein sugere é que José Serra é competente para proteger os exames da USP e da Unicamp. O Ministério da Educação, não.
Mas antes, será que ele não deveria perguntar à Folha de S. Paulo, da qual é empregado, se não foi ela que vazou o conteúdo do ENEM?
Sim, parece uma pergunta fora de propósito, esdrúxula, absurda.
Porém, considerando que a Folha é sócia da gráfica que imprimiu os exames e que...
1. O jornal bombou uma epidemia inexistente de febre amarela, ajudando a levar milhares de pessoas a buscar vacinação sem necessidade, o que levou à morte pelo menos uma pessoa (a Conceição Lemes me corrige: pelo menos duas mortes);
2. O jornal, através de um colunista, acusou o presidente da República de ser homicida dos passageiros do avião da TAM que caiu em Congonhas;
3. O jornal publicou na primeira página uma ficha falsa da ministra Dilma Rousseff, que circula como spam pela internet;
4. O jornal bombou o noticiário sobre uma hecatombe econômica, que no Brasil vai ser bem menor do que se previa;
5. O jornal bombou uma epidemia de gripe suína, que registraria no Brasil, segundo a Folha, ao menos 35 milhões de casos;
6. O jornal inventou a "ditabranda" e depois a "ditabranda internacional", em Honduras, com o objetivo de desgastar a diplomacia brasileira.

Considerando tudo isso, seria absurdo supor que o vazamento aconteceu na gráfica parcialmente controlada pela Folha e que teve motivação política?
Será que o Ministério da Educação vai mandar imprimir o novo exame do ENEM na mesma gráfica?
Ou vai colocar a empresa sob suspeição?
Depois de Honduras, a mídia já sentiu o cheiro do novo "caos" federal.
É o caos na Educação:

Grupo que vazou Enem também procurou o R7


Reportagem disse que não compraria o material, que seria vendido a R$ 500 mil
..A reportagem do R7 também foi procurada na quarta-feira (30) por um homem que mostrou um caderno com as questões do Enem que supostamente seriam cobradas no domingo - uma delas trazia no enunciado a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, e outra abordava a música "É Proibido Proibir", de Caetano Veloso. O tema da redação era o Estatuto do Idoso. Escute, abaixo, a conversa entre o repórter do R7 e os negociantes.



O caderno trazia selos do Enem, do MEC e do Inep (órgão do ministério que realiza o Enem). Ele foi vazado na última segunda-feira (28) à noite, segundo o grupo que procurou a reportagem. Eles pediram R$ 500 mil para vender os cadernos de prova junto com um dossiê informando como foi feito o vazamento. O R7, no entanto, disse que não compraria o material.
Dois homens do grupo procuraram a reportagem com os documentos - um deles disse se chamar Fábio. Eles afirmaram querer "levantar dinheiro" e que o documento é legítimo. O Enem foi vazado por um agente da Polícia Federal, segundo um dos homens.
- Isso vazou para mim através de um colega que é da PF, de Brasília. Ele tinha cargo dentro do Congresso e perdeu por conta de uma indicação política. É uma forma de se vingar e de levantar dinheiro.
O grupo afirmou que o documento poderia "derrrubar o Enem e o Ministério da Educação". A prova que o grupo mostrou à reportagem tinha 45 questões de matemática, 45 de linguagens e uma redação, exatamente como o modelo de exame que seria aplicado no domingo.
- Sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar da Promotoria do Estado. Somos todos trabalhadores, mas isso caiu no nosso colo. Queremos vender para ganhar dinheiro com isso, mas nunca fizemos isso, não temos experiência. Tenho medo da nossa integridade física, porque isso vai derrubar a prova que vale para todas as universidades federais.
O grupo disse ter "amparo legal" de um advogado e cópias do documento registradas em cartório para o caso de serem processados.