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sábado, 10 de dezembro de 2011

Sem teto, sem terra e trabalhadores fazem ato em São Paulo

Cerca de 3 mil pessoas, militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros sem-terra de Campinas e trabalhadores da Flaskô – fábrica ocupada há mais de 8 anos – realizaram um ato nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista em São Paulo. O objetivo da ação era conseguir uma reunião com representantes do governo federal para pedir uma política nacional de desapropriações que facilite as reformas agrária e urbana.

Cerca de 3 mil pessoas, militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros sem-terra de Campinas e trabalhadores da Flaskô – fábrica ocupada há mais de 8 anos – realizaram um ato nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista em São Paulo. A avenida, que completa 120 anos hoje, foi tomada completamente do MASP até o escritório da Presidência da República em São Paulo.

Na chegada ao prédio da Presidência, os manifestantes ocuparam os três andares do edifício até serem recebidos pela chefia de gabinete. O objetivo da ação era conseguir uma reunião com representantes do governo federal para pedir uma política nacional de desapropriações que facilite as reformas agrária e urbana.

Os representantes dos movimentos saíram com a promessa de uma reunião com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no próximo dia 19, em São Paulo. Guilherme Boulos, do MTST, afirmou que hoje os programas habitacionais ficam reféns da especulação imobiliária e “se o governo federal tivesse uma política nacional de desapropriação de terra, o programa Minha Casa Minha Vida poderia ser mais efetivo para atender a população de baixa renda”.


Além das desapropriações, os movimentos pedem o fim das remoções que estão sendo realizadas amplamente, algumas delas para construção das obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas. No próximo final de semana, por exemplo, está marcado um despejo de cerca de duas mil famílias na ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos.

Criminalização

Um dos pedidos para a reunião do dia 19 é a presença da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, pois existem alguns relatos de tentativas de assassinatos de militantes sem teto em Minas Gerais, Distrito Federal e Amazonas. O movimento formulou um relatório com o relato dos casos e entregou ao Senado em audiência pública recente.

Na sequência da visita ao escritório na avenida Paulista, os militantes sem teto, apoiados por alguns estudantes e professores em greve da USP, seguiram para a Assembleia Legislativa de SP para lançamento estadual da campanha “Sem teto, com vida”, para denunciar a criminalização dos movimentos sociais.
Fonte: http://www.cartamaior.com.br

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AÇÃO TERRORISTA DA PM DO RJ CONTRA OS SEM-TETO



Passada a farsa eleitoral, as autoridades revelam as suas reais preocupações com as necessidades da população mais carente: mandam a PM agredir manifestantes que apenas defendiam os direitos de cidadania dos sem-teto. A agressão injustificada torna-se mais hedionda ao se comprovar que não havia nenhuma legalidade na ação policial.

Ontem, dia 13/12/2010, manifestantes que tentavam impedir a ação de remoção de 50 famílias de sem-teto que ocupavam um prédio do INSS, na Av. Mem de Sá, foram agredidos com spray de primenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha, numa atitude que revela a não existência de qualquer diferença para os pobres entre a ação policial da ditadura civil-militar e a da atual plutocracia. A ação desastrosa da PM, comandada pelo inepto e descontrolado Ten. Ortega, do 13º BPM, como observou a defensora pública do estado Adriana Britto, foi desproporcional à natureza pacífica do protesto. A PM, inclusive, agrediu a defensora com spray de pimenta, numa demonstração de completo descontrole.

Resultado da ação dos vândalos policiais: um estudante ferido e sete pessoas sequestradas, já que não se pode falar em prisão quando uma ação é claramente ilegal.

Para André Ordagy, representante da Defensoria Pública da União, era necessária uma ordem judicial que autorizasse o despejo das famílias. A ausência de tal documento confere à ação policial o caráter de ato terrorista, ação criminosa praticada à margem da lei.

O INSS é um dos principais proprietários urbanos de prédios no Rio. A maior parte deles encontra-se desocupado há muito tempo, sem cumprir qualquer função social. Na Paaça Mauá, situa-se a Ocupação Zumbi dos Palmares, onde desde 2005 vivem mais de 120 famílias num prédio do INSS que estava abandonado há mais de 20 anos. Os moradores da Zumbi receberam, semana passada, notificação de despejo, decorrente de ação de reintegração movida pelo INSS, e estão ameaçadas de ser postas na rua à força no dia 09/01/2011.

Convocamos todas e todos a solidarizarem-se com a ocupação da Mem de Sá, e a se juntarem na luta por moradia digna, contra os latifúndios urbanos como o INSS, e para que todos os prédios públicos desocupados sejam transformados em projetos de habitação popular nas cidades do Brasil.

Zantonc


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