Mostrando postagens com marcador Nordeste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nordeste. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MST faz ação de solidariedade em cidades atingidas pelas chuvas


Formada por médicos, enfermeiros, educadores e militantes de trabalho de base, brigadas do MST trabalham no atendimento médico de urgência, no apoio à população e na reorganização dos municípios, montando acampamentos provisórios para abrigar os desabrigados; contribuindo na reconstrução de escolas e na limpeza das ruas, entre outras tarefas. As cidades de Palmares, Água Preta e Barreiros foram praticamente destruídas, sobrando apenas amontoados de destroços e restos de casas.

Mais de 100 trabalhadores rurais do MST de Pernambuco estão trabalhando no apoio às populações das cidades e povoados mais afetados pelas enchentes que atingiram o Estado nas últimas semanas.
Foram organizadas duas brigadas de solidariedade, que trabalham em diferentes frentes. A primeira, localizada no município de Barreiros, na Zona da Mata Sul, trabalha no apoio à distribuição de donativos que chegam à cidade, principalmente por meio do Exército.
A segunda, batizada de brigada Che Guevara, tem a sua base no município de Água Preta, também na Mata Sul e um dos mais atingidos pelas enchentes.
Formada por médicos, enfermeiros, educadores e militantes de trabalho de base, essa brigada trabalha no atendimento médico de urgência, no apoio à população e na reorganização do município, montando acampamentos provisórios para abrigar os desabrigados; contribuindo na reconstrução de escolas e na limpeza das ruas, entre outras tarefas.
Outra questão importante é começar a pensar em ações preventivas para evitar futuras doenças e epidemias que podem afetar a população por causa das condições em que estão expostas essas pessoas.

Destruição pela chuva
No dia 27 de junho, o conjunto da direção do MST em Pernambuco foi ver de perto a situação da Mata Sul do Estado, uma semana depois da primeira cheia e um dia antes da segunda enchente que devastou toda a região.
Grande parte das cidades, povoados, vilas, arruados e assentamentos da região da Mata Sul e Agreste Meridional de Pernambuco, principalmente as que ficam a margem do rio Una, sofreram as consequências das cheias. Em cidades do agreste como Altinho e Agrestina, as águas cobriram casas e desalojaram famílias.
Na Zona da Mata, a força das águas do Rio Una destruiu cidades e povoados inteiros, como os distritos de Batateira, no município de Belém de Maria; Laje Grande, em Catende; e arruados próximos dos rios. Municípios como Catende, Maraial e Jaqueira tiveram parte das cidades totalmente alagadas e milhares de famílias desalojadas.
As cidades de Palmares, Água Preta e Barreiros foram praticamente destruídas, sobrando apenas amontoados de destroços e restos de casas.
A infra-estrutura desses municípios foi praticamente toda destruída: pontes, estradas, abastecimento de água, energia elétrica, rede de esgotos, escolas, postos de saúde e hospitais, tudo tomado por água e
lama.

Assentamentos atingidos
Da mesma forma que as cidades, todos os assentamentos localizados nessa região foram direta ou indiretamente atingidos.
No assentamento Serra dos Quilombos, localizado no Município de Bonito, por exemplo, quase todas as casas das 68 famílias foram cobertas pelas águas do Rio Una.
Onze casas foram totalmente destruídas e todas as outras estão inabitáveis. As famílias estão acampadas em barracas de lonas doadas pela prefeitura e pela defesa civil do governo do estado.
O Assentamento Camurim Grande, com 140 famílias, está isolado, 14 casas foram destruídas, e as famílias tem recebido alimentação por helicóptero. No Assentamento Antonio Conselheiro, no município de Gameleira, as 90 famílias tiveram suas casas destruídas e danificadas.
Além das casas, os assentamentos da região tiveram toda a infra-estrutura social - escolas, pontes, casas comunitárias, postos de saúde - danificadas. No campo da produção, praticamente tudo foi destruído.

Fonte: Agencia Carta Maior

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Enchente em Alagoas mata 22 e deixa mais de mil desaparecidos, diz governador


Por Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Mais de mil pessoas estão desaparecidas e 22 morreram em consequência das enchentes que atingiram Alagoas nos últimos dias, informou há pouco o governador Teotônio Vilela Filho. Neste momento, ele conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a liberação de recursos para o estado. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, participa da audiência, já que a chuva também castiga o seu estado.

“Até o início da tarde, eram 22 mortes e mais de mil desaparecidos. Estamos rezando para que eles estejam com vida. Mas estamos preocupados porque os corpos já começam a aparecer nas praias e nos rios”, disse Vilela, após a cerimônia de lançamento da Semana Nacional sobre Drogas.

O governador disse ainda que a chuva destruiu cerca de 40 mil casas, além de pontes, estradas e ferrovias em 22 municípios. “Os rios de Pernambuco vão todos para Alagoas. Com a enxurrada, eles devastaram as cidades”, disse o governador alagoano.

Ele preferiu não adiantar quanto será necessário para a reconstrução dos municípios. “Isso precisa ser quantificado com responsabilidade e critério. Em alguns casos, as águas não baixaram ainda. É impossível ter, neste momento, os prejuízos com precisão”, assinalou o governador de Alagoas. O senador alagoano Fernando Collor de Mello também participa da audiência com Lula.

Vilela fez ainda um apelo para que os veículos de comunicação façam campanha de doação de mantimentos para as vítimas da chuva no estado. “Quero aproveitar e fazer um apelo às emissoras de rádio e televisão para que façam uma campanha nacional, a exemplo do que foi feito para o Rio de Janeiro e para Santa Catarina, porque estamos precisando muito de solidariedade e apoio.”

Segundo ele, o emergencial agora é água, comida, colchões e abrigos. “O inventário do que é necessário reconstruir, como as estradas, casa e pontes, estará em um levantamento que chegará a Brasília na próxima semana”, disse Vilela
Fonte:
www.jornaldiadia.com.br/