Mostrando postagens com marcador Relógio de Sol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relógio de Sol. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de agosto de 2018

Relógio de Sol no Mundo

Stretching gracefully across the Sacramento River in Redding, CA is this glass bottomed bridge opened in 2004. It is suspended by cables from the white tower structure. The tower is on the north shore of the river and is the gnomon of a sundial. The river is important for salmon spawning and by law is not to be disturbed by the structure. This work of art is by Spanish architect and engineer Santiago Calatrava. Read more about the designer and the bridge at this link. Visit this Google Maps view showing the north-south orientation of the structure.
A simple and traditional design of a sundial involves a horizontal plate with a gnomon pointing toward the north star. In this version, the gnomon is a triangular shape. That makes no difference. It just needs to cast a shadow.
School children have made sundials for generations. The lessons use a wide variety of materials and styles. They all work. With a little care, tape, staples, scissors, paper, and glue, a functional sundial can be made such as this one. Here are directions if you want to try making one similar to this yourself.
I did some Googling around and collected some other interesting and unique examples of sundials around the world. I learned some local history along the way which I have added to the pictures. Join me below for the tour. It won’t take much of your time.

By the way, does anyone know what time it is?

 This 13 foot sundial is at the Adler Planetarium on the Chicago lakefront. It is by Henry Moore and was erected in 1980. It is called Man Enters the Cosmos. I like the Chicago skyline in the background. It is one of my favorite places in the city.
☼ Farther north in Canada we find this sundial. A person must be standing in place to provide the gnomon for the it to function. It is part of the Keppel Croft Gardens in Grey County, Ontario. There are some additional pictures and notes by the builder Steve Irvine at this link.
☼ Next, we travel to the Forbidden City in China. For scale, notice the people standing nearby. Here is a link to a larger image with a more comprehensive view of the sundial and its mount.
This sundial dates from the Ming Dynasty (1368-1644). It is located in front of the Hall of Supreme Harmony as a symbol that the Emperor was the source of the standards of time. Timekeeping is an important government function in any culture.
☼ San Francisco is the home to this sundial at Ingleside Terraces on Entrada Court. The gnomon is over 28 feet long. It was dedicated October 10, 1913. The Panama Canal ‘meeting of the waters‘ was also on that date. That is when a detonation allowed the Pacific and Atlantic waters to meet. The first official transit of the canal was on August 15, 1914.
☼ Sundials are not always large outdoor objects. This is a pocket sundial and compass from 1673. It resides in the Morristown National Historic Park. Made in France, the back is inscribed with ‘Roch blondeaux Paris 1673.’ Dimensions are 5.1 x 4.1 cm, about half the size of this image. It is made of silver and glass.
☼ Now for a sundial with a goal of precision and accuracy of 30 seconds. Made by Hoffmann Albin, Belgium. This link gives you all the details if you are interested in having one custom made. It is stainless steel, 30 cm in diameter, and delivered in 6 weeks. Price is just over $2000.
☼ This sundial is wall mounted on the side of the church at Eyam – the Derbyshire Plague Village. Follow the link for more about the plague and its effect on the village in 1665-1666. Eyam lost 260 lives out of a population of around 800 in fourteen months after deciding to quarantine the village to spare others. There is also a 10 min video of their story. The inscription on a plate below reads 1775.
☼ Last is this interesting sundial using water refraction as the gnomon. It needs to be adjusted as the sun progresses north and south through the seasons. Plus, it won’t work well in freezing climates without a healthy dose of anti-freeze.

Fonte: https://jarphys.wordpress.com

terça-feira, 21 de agosto de 2018

RELÓGIO SOLAR

Um dos primeiros tipos de relógios criados pelo homem, o relógio do sol é um dos mais simples de ser fabricado em casa, usando materiais que todos temos a disposição. Veja só a lista de materiais:
  •       2 folhas de papelão grosso um pouco maiores que uma folha A4.
  •       1 palito de dentes ou uma vareta semelhante.
  •       1 estilete ou tesoura.
  •       cola.
  •       1 régua.
  •       1 lápis.
  •       1 transferidor.
  •       papel A4.
     É interessante conhecer, inicialmente, um pouco do fundamento teórico desta invenção, que envolve princípios astronômicos básicos.
     Baseado no movimento de rotação do planeta Terra, que dura vinte quatro horas, podemos escrever todas as horas do dia em um círculo.


     Um círculo possui 360°. Então, se as horas estão marcadas à mesma distância uma da outra, cada espaço de uma hora vale 360°/24, que é igual a 15°.  Uma hora = 15°.
     Imagine agora um palito de dentes ou  vareta bem no meio deste círculo, em uma posição perfeitamente perpendicular. 

     Vamos colocar agora nosso círculo das 24 horas no melhor lugar do globo terrestre para o funcionamento perfeito do nosso relógio: exatamente no pólo sul, durante o verão.
Nesta situação ideal, com a base nivelada, o palito ou vareta vai estar alinhado com o eixo de rotação da Terra e o círculo paralelo ao Equador. 


     No verão do pólo sul o sol permanece as 24 horas do dia visível, pecorrendo a linha do horizonte
a uma certa altura. A sombra projetada pelo palito marcaria, então, exatamente as 24 horas do dia, com perfeição.
     Mas você não mora exatamente no pólo sul e quer ter seu próprio relógio solar? Pode. Mas ele não vai ser tão preciso e teremos que fazer uns ajustes para adaptá-lo às diferentes latitudes, conforme nos afastamos do pólo.
     Longe dos pólos, o sol nasce em certo lugar do horizonte ( ao leste) e põe-se noutro ponto a oeste, traçando a forma de um arco no céu.
     Para equiparar esta situação à que ele estava no pólo sul, temos que inclinar o círculo um pouco para o Norte e posicioná-lo com o palito sobre a "mediatriz" que é a linha Norte-Sul geográfica, para que o palito fique alinhado com o eixo de rotação da Terra. Não se assuste porque não é nada complicado.
     Esta é a parte teórica desta invenção. Vamos agora para a prática:

     PARTE PRÁTICA:
  •      Como o Sol só é visível cerca de 12 horas nas regiões intertropicais, vamos produzir, usando o papel A4 e o transferidor, um semi-círculo das 6 até às 18 horas, com cada linha horária separada por 15°. Faça outro semi-círculo com as horas marcadas das 18 às 6 horas . Fica melhor e mais fácil se você desenhar no computador e imprimir. Faça um semi-círculo por folha, no maior tamanho possível.

  •      Cole cada semi-círculo em cada lado de uma das folhas de papelão, bem próximo à uma das beiradas,cuidando para que coincidam exatamente em posição. Atravesse o papelão com o palito, furando na origem dos raios das horas. Se você colou os semicírculos no lugar certo, o palito vai sair no mesmo lugar do outro lado. O palito deve ficar metade para um lado, metade para outro.
                            
  •       Na outra folha de papelão recorte um retângulo de 6cm por 25 cm para fazer a base que vai deixar nossos semi-círculos em pé. Procure saber a latitude em que você vai usar o relógio e faça, com o auxílio do transferidor, um recorte inclinado em uma das extremidades, usando a latitude como ângulo de inclinação. 


  • Faça um recorte no papelão que contém os semi-círculos no lado oposto ao que está o palito e encaixe no retângulo que será a base, deixando o que está graduado das 6 às 18 horas para cima.

                                                   
               Pronto ! Você já construiu um relógio solar !



              Agora chegou a parte mais delicada, da qual vai depender a fidelidade do nosso artefato: sua perfeita orientação em relação aos pontos cardeais e à mediatriz.
              Para encontrar a mediatriz local, que é a linha norte sul que passa exatamente na metade do espaço percorrido pelo Sol no céu, onde ele atinge sua altura máxima em relação ao horizonte, crave uma vareta qualquer no chão, pela manhã e meça o tamanho de sua sombra. Faça um risco no chão exatamente onde está a sombra e trace um arco usando o tamanho da sombra como raio e o ponto em que a vareta está cravada como eixo, no sentido em que a sombra irá mover-se pelo movimento do sol.

              À tarde, observe quando a sombra ficar do mesmo tamanho que pela manhã. Faça um risco no local onde a sombra está. Meça o ângulo que separa as duas linhas que você marcou no lugar onde estavam as sombras e divida por dois. Marque este ângulo no chão, entre as duas linhas das sombras e faça um risco mais forte passando por esse ponto e pelo ponto onde a vereta está cravada. Este risco é a bissetriz do ângulo formado pelas duas sombras (divide o ângulo no meio) e é a mediatriz local, que você vai usar para orientar seu relógio.

               Para posicionar corretamente o aparelho, o palito deve estar alinhado com a mediatriz local e o papelão com os semicírculos deve estar inclinado para o Norte (hemisfério sul) ou para o Sul ( hemisfério norte). Assim, o ponteiro do seu relógio estará alinhado com o eixo de rotação da Terra e sua sombra projetará sobre um dos semicírculos horários, a hora solarverdadeira, que pode ser diferente da oficial em até uma hora. Observe que quando for meio dia no seu relógio, o Sol estará em seu ponto mais alto.
      

    Fonte: http://lacehook.blogspot.com

    DOIS RELÓGIOS SOLARES

    DOIS RELÓGIOS SOLARES
    I - RELÓGIO SOLAR CONVENCIONAL
    II - RELÓGIO SOLAR ANALEMÁTICO
    III - UMA APLICAÇÃO INVERSA DO RELÓGIO SOLAR ANALEMÁTICO

    I - RELÓGIO SOLAR CONVENCIONAL

    Enfim um relógio solar que você pode montar, do começo ao fim, sem mistérios, usando apenas uma régua, um esquadro e um transferidor. As instruções estão todas aqui, nesta pequena página.


    A TABELA HORÁRIA


    Comece digitando abaixo a Latitude (sempre com números positivos), a Longitude e o Fuso Horário de sua cidade (entre com Longitude e Fuso Horário negativos, se estiver a Leste de Greenwich):
    Latitude
    frações
    decimais
    Longitude
    frações
    decimais
    Fuso Horário
    Greenwich=0
    Brasília=3
    C12
    C11
    C10
    C9
    C8
    C7
    C6
    C13
    C14
    C15
    C16
    C17
    C18


    A CONSTRUÇÃO DO RELÓGIO

    Desenhe e recorte um retângulo, do tamanho que quiser, com uma linha vertical no meio (linha-base), e um triângulo (gnômon) com as dimensões ao lado e o ângulo menor igual à Latitude de sua cidade, a ser colado mais tarde sobre a linha-base, como ilustrado:
    Se você estiver usando cartolina fina para fazer o relógio, é melhor fazer o gnômon duplo, recortar a linha-base, passá-lo por esse corte e colá-lo, como ilustrado:
    Trace as linhas das horas com os ângulos da tabela acima (as frações estão em decimais), sempre a partir do ponto C da linha-base, como ilustrado (observe que a hora 12 estará exatamente sobre a linha-base, se a Longitude for Ø, 15 ou múltiplo de 15, e estará à esquerda da linha-base, se C12 for negativo):
    A ilustração se refere à cidade de Brasília (DF), Latitude=15,8S e Longitude=47,9W (Fuso Horário=3)
    Cole o gnômon sobre a linha-base.


    O DIRECIONAMENTO

    Agora é só largar o relógio sobre uma superfície nivelada, direcionando a linha-base para o Sul verdadeiro. Como encontrar o Sul verdadeiro? É simples: Digite abaixo a Longitude de sua cidade e veja o horário do "Trânsito" do Sol, no local e data da experiência. Exatamente nesse horário, a sombra de um poste aprumado indica a direção Norte-Sul (se você estiver na zona tropical e a sombra do poste, no "trânsito", for praticamente nula, use o artifício de marcar dois momentos de sombra, um, por exemplo, três horas antes do "trânsito" e outro três horas depois do "trânsito". A bissetriz do ângulo formado indicará a direção Norte/Sul). Aponte a linha-base para o Sul e gire o artefato até que a sombra do gnômon desapareça sobre ele mesmo. Pronto! Marque essa direção. Ela é imutável e não precisa ser calculada novamente, a menos que você queira testar o relógio em outro lugar.
    Introduza a Longitude de sua cidade (Graus com sinal "-" se você estiver a Leste de Greenwich), ou selecione na lista prévia. Se for o caso, altere o Fuso Horário (sinal "-" se você estiver a Leste de Greenwich) e mude a data. Atenção: Se a sua cidade não estiver na lista é imprescindível selecionar "A sua cidade →" e sobreescrever os dados que porventura tiverem sido registrados antes:
    Cidade
    Graus
    Minutos
    Segundos
    Fuso H.
    H. Verão
    Mês
    Dia
    Ano
    "Trânsito" do Sol
    (Script adaptado de uma publicação da U.S.NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration)



    A PRECISÃO

    A precisão dos relógios de sol é relativa. Eles são mais precisos em torno dos dias 21 de março e 21 de setembro, quando o Sol corre em cima da linha do equador (equinócios), e têm maior erro em 21 de junho e 21 de dezembro, quando o Sol está mais afastado do equador (solstícios).


    RELÓGIO SOLAR PARA O HEMISFÉRIO NORTE

    Todas as instruções anteriores prevalecem para o hemisfério Norte, EXCETO que:
    • a ordem das horas será invertida, como na ilustração a seguir
    • o relógio deve ser apontado para o Norte verdadeiro
    • a hora 12 estará à esquerda da linha-base se C12 for positivo
    A ilustração se refere à cidade de Lisboa (PORTUGAL), Latitude=38,8N e Longitude=9,2W (Fuso Horário=Ø)



    II - RELÓGIO SOLAR ANALEMÁTICO
    Discorremos até aqui sobre um relógio solar convencional, com o gnômon paralelo ao eixo da Terra. Todavia, o melhor relógio solar a ser instalado na intempérie não é esse, porque o gnômon ficaria exposto a vandalismo ou acidentes. Além disso, como dissemos acima, o relógio solar convencional tem precisão prejudicada, à medida que nos afastamos dos meses nos quais o Sol corre em cima da linha do equador (equinócios).
    relógio analemático, tem o seu gnômon (ponteiro) perpendicular ao plano da Terra. O gnômon será o próprio observador, a pessoa que está conferindo a hora. O observador pisará sobre a marca do mês atual, corrigindo assim o problema da imprecisão inerente ao relógio solar convencional. Como dissemos acima, os equinócios e solstícios ocorrem sempre em torno do dia 21 do mês respectivo. Assim sendo, a leitura é mais precisa no dia 21 de cada mês. Se estivermos, por exemplo, em um dia 6 de março, teremos uma leitura mais correta se pisarmos em um ponto intermediário às marcas FEV e MAR!

    Para ocasiões especiais ou festivas, o relógio poderá ter um ponteiro aprumado, que posicionado sobre a marca do mês atual apontará a hora com melhor definição.

    Nota: Nos países predominantemente tropicais, a exemplo do Brasil, podemos restringir as horas do desenho aos limites de 6 da manhã a 6 da tarde, pois não temos Sol fora destes horários. O acréscimo previsto nas figuras, como 4 e 5 horas da manhã e 7 e 8 horas da tarde, somente será considerado em territórios extratropicais, a exemplo da Inglaterra, da Rússia e do Canadá.
    A CONSTRUÇÃO DO RELÓGIO
    a) Desenha-se no chão um círculo de cerca de 2m de raio (4m no total), marcando-se o diâmetro horizontal (Este-Oeste) e o diâmetro vertical (Sul-Norte). O eixo Sul-Norte deve apontar para o Sul verdadeiro, que o desenhista pode determinar utilizando os recursos já mencionados no direcionamento do relógio solar convencional.
    b) Partindo de E, traça-se o ângulo O-E-B com a medida em graus igual à Latitude da região e se rebate a linha E-B perpendicularmente, em direção ao centro do círculo (O).
    c) A medida B-O será sobreposta à linha O-S e determinará o tamanho do semi-eixo menor da elipse que iremos desenhar.
    d) O tamanho do semi-eixo maior da elipse será o próprio raio do círculo.
    e) Com centro em C e raio E-O traça-se o arco F-F (em vermelho) que corta a linha E-W em dois pontos e define os pontos focais da elipse.
    Um pouco de teoria: observa-se, para efeito didático, que a Distância Focal de uma elipse (F-F) é sempre igual a duas vezes o cateto (F-O) de um triângulo-retângulo que tem como hipotenusa (F-C) o comprimento do semi-eixo maior da elipse (E-O) e como segundo cateto (C-O) o comprimento do semi-eixo menor – Teorema de Pitágoras: FO=(FC²-CO²)1/2.
    f) Traça-se então a elipse, usando-se o método de jardineiro (ver ilustração seguinte).
    g) Divide-se o círculo em 24 partes de 15° e baixam-se linhas verticais, até encontrar a elipse, para marcar as horas 4 da manhã a 8 da noite.
    Usamos como exemplo a Latitude no Eixo Monumental, em Brasília (DF), que corresponde a 15,78° (15°47').
    Marcam-se então na linha vertical S-N as posições dos pés da pessoa que vai consultar o relógio. Isso é feito traçando-se linhas do foco (F) em direção à linha S-N, com ângulos de 11,47° (11°28'12"), 20,12° (20°07'12") e 23,46° (23°27'30"), acima e abaixo da linha E-W. Nessas posições a pessoa se colocará, conforme o mês presente. Sua sombra apontará para a hora corrente, conforme a primeira ilustração deste capítulo.

    Um pouco de teoria: Por que 23,46°, 20,12° e 11,47°? Porque o gráfico que dá a declinação do Sol ("analema"), mês a mês, partindo da Latitude 23°27'30" (23,46°) para os solstícios de verão e de inverno, conduz aos valores 20,12° (20°07'12") e 11,47° (11°28'12"), conforme o desenho abaixo.
    a) Traça-se primeiramente o eixo horizontal do círculo (a linha do equador).
    b) Acima da linha do equador, traça-se o raio O-a com ângulo de 23,46° (a linha da eclíptica - maior declinação do Sol, no auge do Inverno ou do Verão).
    c) Traça-se o raio O-b com 53,46° (23,46°+30°) e o raio O-c com 83,46° (53,46°+30°).
    d) Traça-se o raio O-d com -6,54°, para perfazer 30° do arco a-d.
    e) Traça-se o raio O-e com -36,54° (-6,54°-30°).
    f) Traça-se uma linha ligando b-d e outra ligando c-e.
    g) Traça-se a linha horizontal f-g. O raio O-g terá o ângulo de 20,12°, como queríamos demonstrar.
    h) Traça-se a linha horizontal h-i. O raio O-i terá o ângulo de 11,47°, como queríamos demonstrar.
    [Gráfico extraído da Enciclopédia Globo - 13ª Edição - 1974 - verbete "analema"]

    RELÓGIO SOLAR EM BROTAS (SP)
    Em julho de 2014 a Fundação C.E.U. - Centro de Estudos do Universo - em Brotas (SP) inaugurou em seu pátio um relógio solar analemático, baseado nestas instruções. Veja-o na fotografia abaixo e na imagem menor, vista de satélite artificial, nas coordenadas geográficas 22 16 07 S 48 07 08 W:



    RELÓGIO SOLAR EM ILHABELA (SP)
    Em 2015 também orientei a direção de uma escola em Ilhabela (SP) a instalar o relógio no pátio da agremiação, na Fazenda Barreiros, nas coordenadas geográficas 23 45 40 S e 45 21 00 W.

    RELÓGIO ANALEMÁTICO PARA O HEMISFÉRIO NORTE
    Todas as instruções anteriores prevalecem para o hemisfério Norte, EXCETO que:
    • o relógio deve ser apontado para o Norte verdadeiro
    • a ordem das horas e dos meses será invertida

    III - UMA APLICAÇÃO INVERSA DO RELÓGIO ANALEMÁTICO
    Partiremos de um caso concreto: temos um imóvel em vista na Rua Figueiredo de Magalhães, em Copacabana (Rio de Janeiro). Já vimos, por intermédio do Google Earth que ele se situa na Latitude 22,97°. A primeira coisa a fazer é desenhar o "relógio solar analemático" para essa Latitude (22,97°S), seguindo as instruções acima. O desenho ficará igual à figura a seguir:
    O segundo passo será colocar no papel (ou na tela do computador) o desenho do imóvel – observada a sua orientação em relação ao Norte – ao lado do desenho do relógio. Para conhecer o ângulo de incidência dos raios solares no prédio, ao longo do ano, por exemplo na altura das 9 e das 15 horas, bastará traçar as 4 linhas indicadas, passando pelos pontos dos solstícios e das horas escolhidas. Transportar então essas linhas para as fachadas do imóvel. Teremos o "cone do Sol", ao longo do ano, e saberemos precisamente em que limites baterá o Sol em qualquer das paredes do imóvel, no meio da manhã e no meio da tarde:
    Observe algumas amostras das linhas-limite do "cone do Sol", entre os solstícios, da linha do equador ao extremo Sul do Brasil, para esse horário do meio da manhã e do meio da tarde. A escolha de outros horários e outras estações pode ser feita à vontade, conforme a necessidade do usuário:
    Veja mais dois estudos em cima de prédios situados respectivamente na Rua Júlio de Castilhos, em Copacabana (Rio de Janeiro) e na Rua Álvaro Ramos, em Botafogo (Rio de Janeiro). Foi usado o mesmo "relógio" do exemplo acima, porque a diferença de Latitude entre os três é irrelevante (apenas 1/100 de grau):
    Veja, também, o estudo sobre um prédio situado nas imediações do Eixo Monumental, em Brasília (DF):
    Veja outros dois estudos, sobre prédios situados respectivamente na Latitude 0° (Linha do Equador) e 45°S:
    E observe o estudo sobre um prédio situado em 90°S (Polo Sul). Considere, todavia, que o comportamento do Sol nas calotas polares foge do padrão observado nas regiões tropicais, onde dias e noites são bem definidos. O Sol não é visto no Polo Sul de abril a agosto, como no Polo Norte de outubro a fevereiro. Da mesma forma que ele não se põe de outubro a fevereiro no Polo Sul e de abril a agosto no Polo Norte:

    Fonte: http://ghiorzi.org/relogio.htm

    Faça Geografia explorando as horas.


    O Sol é um importante referencial para a medição do tempo, pois seu movimento aparente diário é fácil de ser observado. Para medir a hora solar aparente, deve-se observar o ângulo entre o Sol e o meridiano local. As horas se passarão conforme o movimento aparente solar de leste para oeste.

    A hora solar foi abandonada, como forma de se aferir o tempo, quando o sistema de fusos horários foi adotado em um congresso internacional realizado em 1884 na cidade de Washington (EUA). Nesse mesmo congresso, definiu-se como referência para o sistema de fusos, o meridiano que passa sobre o observatório de Greenwich localizado em Londres (Inglaterra).


    A Terra foi então dividida em 24 fusos limitados por meridianos, correspondentes às 24 horas do dia (utilizando como referência o movimento de rotação da Terra e o fato desta ser uma esfera, uma circunferência). Em virtude de a Terra levar aproximadamente 24 horas para dar uma volta de 360 graus, em uma hora ela terá percorrido aproximadamente 15 graus (pois 360 ÷ 24 = 15) ou um fuso horário. Por convenção, todas as localidades abrangidas pelo mesmo fuso têm a mesma hora oficial (hora civil ou legal), diferentemente da hora solar (que varia conforme o posicionamento do sol em relação à localização longitudinal de cada ponto).


    Entre as várias vantagens dos fusos horários, podemos citar:

    - Facilitar as comunicações e o comércio entre as diversas partes do Planeta.
    - Possibilitar a integração de empresas aéreas, transnacionais e mercados de valores.
    - Facilitar a programação de viagens nacionais e internacionais.
    - Melhorar o planejamento de atividades internacionais.

    Alterações nos fusos

    Para evitar os transtornos provocados pela diferença de horário em regiões muito povoadas ou integradas economicamente, vários países optaram pelos fusos práticos, alterações que fazem com que os limites dos fusos se desloquem de seus respectivos meridianos e coincidam com os limites administrativos ou passem por regiões pouco povoadas.

    Em um determinado período do ano também é adotado o chamado Horário de verão (uma alteração do horário de uma região adiantando-se em geral uma hora no fuso horário oficial local). O objetivo é reduzir o consumo de energia, mas a medida só funciona nas regiões distantes da linha do Equador, porque no Verão os dias se tornam mais longos e as noites mais curtas. Porém nas regiões próximas ao equador, como a maior parte do Brasil, a diferença de tempo entre a duração dos dias e das noites varia pouco ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco proveito.

    Perceba que esse assunto integra um grupo de objetos de aprendizagem (Além dos fusos horários), que também aborda Movimentos da Terra, Coordenadas geográfica, Estações do ano, Geopolítica e Regionalização do espaço. Como sugestão para explorar os mesmos, deixo as seguintes dicas:

    (A) Se quiser trabalhar o conceito de fuso horário, o link abaixo encaminha você para um mapa dinâmico dos Fusos Horários mundiais.

    (B) Caso queira trabalhar o conceito de horário solar aparente, este pode ser medido de forma simples e bem criativa: por meio de um relógio solar!

    Há vários modelos de relógios solares, utilizando os mais diversos tipos de materiais. O modelo indicado a seguir foi proposto pela Comissão Organizadora da Olimpíada Brasileira de Astronomia – OBA.

    Materiais necessários

    - Estilete
    - Folha impressa do quadrante de transferidor (fig. 02)
    - Fita adesiva
    - Cola
    - Papelão
    - Folhas impressas dos mostradores das horas (face norte e face sul)
    - Palito de dente
    - Clipe

    Procedimento

    1) Recorte as figuras que contêm os mostradores da face Sul e Norte, respectivamente, e cole, primeiro, o mostrador da face norte (se mora no hemisfério Sul) (se mora no hemisfério Norte, cole, primeiro, a face do hemisfério Sul) sobre uma folha de papelão, que tenha exatamente as mesmas dimensões dos mostradores.


    2) Se o papelão for grosso (mais que 3 mm), faça um “sulco” sobre a linha tracejada, mas do lado oposto do papelão. Se usar papelão de caixas de sapato o “sulco” é praticamente desnecessário. Se usar papelão ondulado, cuide para que as “ondulações” do papelão fiquem paralelas à linha tracejada. Isso facilita em muito a dobra do mesmo.

    3) Dobre, temporariamente, na linha tracejada, num ângulo reto (90 graus), entre a base e o mostrador do relógio de Sol.

    4) Abra um clipe grande de papel de um ângulo igual a 90 graus menos a latitude de sua cidade. Exemplo: a cidade do Rio de Janeiro tem latitude de, aproximadamente, 23 graus, então vamos abrir o clipe de 90 – 23 = 67 graus. Use o quadrante da Figura 2 e veja a Figura 3. Para saber a LATITUDE da sua cidade, consulte a professora de geografia, ou acesse, por exemplo: http://www.apolo11.com/latlon.php ouhttp://www.aondefica.com/lat_3_.asp.


    5) Fixe, com fita adesiva, o clipe já aberto entre a face Norte e a base se sua cidade está no hemisfério Sul. Veja detalhe na Figura 4.

    6) Fixe, com fita adesiva, o clipe já aberto entre a face Sul e a base se sua cidade está no hemisfério Norte.

    7) Atravesse PERPENDICULARMENTE o centro do mostrador com um palito de dente (ou algo similar e até maior).

    8)  Fure o centro do outro mostrador. Corte na linha tracejada do mostrador ainda não colado. Cole apenas o mostrador no verso do papelão, mas de forma que os centros de ambos mostradores coincidam. Atravesse-os com o palito de dente e deixe metade deste de cada lado dos mostradores. Este palito projetará a sua sombra sobre o “mostrador das horas” onde você poderá ler as horas.


    OBS: o relógio de Sol tem que ficar com o seu ponteiro (o palito de dente) ao longo da linha NORTE-SUL!
    Fonte: http://profalexandregangorra.blogspot.com