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segunda-feira, 28 de junho de 2010

500 prisões nos protestos contra o G20




Milhares de manifestantes dos movimentos sociais foram violentamente reprimidos pela polícia a poucos quarteirões do lugar onde se reunia a cimeira do G20 – os vinte países mais ricos do planeta – no centro da cidade de Toronto, Canadá.

Manifestação em Toronto. Foto de iwasaround, FlickR

A polícia afirma que só agiu em resposta aos ataques violentos de manifestantes do chamado Black Block, mas Bill Blair, o chefe da polícia, reconheceu que as forças policiais tiveram de controlar os quase dez mil manifestantes. Um vídeo mostra que a polícia usou bastões e sprays de pimenta para afastar manifestantes que estavam sentados no chão.

Entre os detidos estava um jornalista colaborador do diário britânico Guardian, Jesse Rosenfeld.

Os protestos foram organizados por sindicatos e movimentos sociais em protesto contra as medidas adoptadas na cimeira, que “só favorecem os ricos”.

Apesar das promessas de redução dos défices e de austeridade por parte dos governos, não faltou dinheiro para montar o dispositivo de segurança em tono da cimeira. O Canadá gastou mil milhões de dólares canadianos e mobilizou 19 mil polícias para a segurança do evento.

Merkel: redução de défice para metade

Ainda antes da conclusão da cimeira, a chanceler Angela Merkel disse que os países do G20 vão cortar o défice pela metade até 2013. "Isto constará do documento final", afirmou à imprensa a chefe do governo alemão.

Os Estados Unidos e os chamados países emergentes defenderam a manutenção de certas medidas de estímulo, enquanto a Europa considerava que é momento da austeridade fiscal. As declarações de Merkel apontam para uma possível fórmula intermediária.

Criado em 1999, o G20 integra os sete países mais industrializados do mundo (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão, Alemanha), as economias emergentes (Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia) e a União Europeia.


Veja a violência policial contra os manifestantes nesses vídeos







Fonte: Mecanópolis e Blog do Capacete

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Rede Contra o Aumento realiza ato em São Paulo


A manifestação da tarde de 7 de janeiro foi marcada por uma grande festa, com vários faixas, cartazes, apitos e fogos – um verdadeiro Carnaval de Rua. A repressão da Polícia Militar também se fez presente. Nessa quinta-feira, dia 07 de janeiro, cerca de 800 manifestantes da Rede de Luta Contra o Aumento realizam uma manifestação pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
O ato tinha como objetivo protestar contra o reajuste das passagens de ônibus – que ocorreu no último dia 04. Nessa ocasião, o prefeito Gilberto Kassab autorizou o aumento de R$ 2,30 para R$ 2,70  – o que representa uma variação de 17,39%. A manifestação dessa tarde foi marcada por uma grande festa, com vários faixas, cartazes, apitos e fogos – um verdadeiro Carnaval de Rua contra o aumento das passagens e por um transporte público de verdade.
A repressão da Polícia Militar também se fez presente. Policiais utilizaram bombas, balas de borracha e spray de pimenta para atacar a população que protestava nas imediações do Terminal Parque Dom Pedro. Grupos de pessoas que já deixavam o protesto e aguardavam em pontos de ônibus também foram atacados. Pessoas que nem participavam diretamente da manifestação – como os comerciantes locais e pedestres – foram reprimidas e espancadas. Moradores de rua foram presos e levados pelos carros da polícia – mas não foram encontrados nas delegacias para onde manifestantes estão nesse instante.
A Rede de Luta Contra o Aumento continuará com suas mobilizações.
Na próxima semana, quinta-feira (14/01) às 17 horas ocorrerá uma nova manifestação de rua – em frente ao Teatro Municipal. 
No próximo domingo (10/01), a Rede de Luta Contra o Aumento promove uma reunião às 15h, no Ay Carmela (r. das Carmelitas, 140 – Sé).
Aumento é maior do que a inflação O último aumento na passagem de ônibus na capital paulista ocorreu em novembro de 2006. O valor reajustado pelo prefeito é superior à inflação do período, que, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 15,36% entre novembro de 2006 e dezembro de 2009. Com o aumento da tarifa de ônibus, o valor da integração ônibus-metrô subiu em São Paulo de R$ 3,65 para R$ 4.
O morador da capital que utilizar, em média, duas integrações por dia, gastará R$ 240 em um mês, o que representa quase a metade do salário mínimo, que é de R$ 510 desde 1º de janeiro deste ano. A despesa dos usuários de transporte público em São Paulo deverá subir ainda mais nos próximos meses, já que o Metrô, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e empresas de ônibus intermunicipais anunciaram que também reajustarão o valor de suas tarifas.
Fotos: R7