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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os bancos ocidentais ganham milhões com a cocaína colombiana

Por Ed Vulliamy

– Enquanto a produção de cocaína devasta os países da América Central, os consumidores dos EUA e da Europa ajudam as economias desenvolvidas a enriquecerem-se com os lucros dessa produção. 

 

 

Os vastos lucros do tráfico e da produção de droga vão para os países ricos e consumidores – como os da Europa ou os Estados Unidos da América – numa proporção muito superior do que ficam nos países devastados por essa produção, como a Colômbia ou o México, revela um estudo recente [1] . Os seus autores afirmam que as entidades reguladoras são relutantes em investigar o enorme processo da lavagem de dinheiro da droga, levada a cabo pelos bancos europeus e norte-americanos.
A mais recente análise da economia da droga – no caso específico da Colômbia – demonstra que apenas 2,6 % do total do valor de mercado da cocaína produzida fica nesse país, ao passo que uns espantosos 97,4% dos lucros são arrecadados pelas máfias criminosas do chamado primeiro mundo, sendo posteriormente submetidos a um processo de "lavagem de dinheiro" nos bancos desses países.
"A história acerca de quem realmente lucra com a cocaína colombiana é uma metáfora para o fardo desproporcionado colocado de todas as maneiras sobre países "produtores" como a Colômbia em consequência da proibição das drogas" afirma, Alejandro Gaviria, um dos autores do estudo, aquando do lançamento da edição inglesa do mesmo na semana passada.
"A sociedade colombiana tem sofrido imenso e não tem retirado nenhuma vantagem económica do tráfico de drogas, os verdadeiros lucros revertem a favor das redes criminosas de distribuição nos países consumidores de drogas, que os "reciclam" no sistema bancário local, sistema esse que opera com muito menos restrições do que o sistema bancário colombiano."
O seu co-autor, Daniel Mejia, acrescentou: "O sistema aplicado pelas autoridades dos países consumidores de drogas tem como objectivo a repressão do pequeno distribuidor, ele é o elo mais fraco da rede, estas nunca procuram atingir os grandes negociantes de drogas ou os sistemas financeiros que os suportam e é aí que está realmente o grosso do dinheiro".
Este trabalho, de dois economistas da Universidade de Los Andes, em Bogotá, faz parte de uma iniciativa do governo da Colômbia para reformular a política anti-droga global recentrando-a nos processos de lavagem de dinheiro levados a cabo pelos grandes bancos norte-americanos e europeus, assim como na prevenção social e num processo de descriminalização de algumas ou mesmo de todas as drogas.
Estes economistas tomaram em consideração vários factores económicos, sociais e políticos, das guerras da droga que têm devastado a Colômbia. O conflito estendeu-se, com graves consequências, ao México e receia-se que possa alastrar-se à América Central. Mas a conclusão mais chocante está relacionada com aquilo a que os autores chamam "microeconomia da produção de cocaína" na Colômbia.
Gaviria e Mejía calculam que, ao mais baixo valor que a cocaína pura produzida na Colômbia pode atingir nas ruas (cerca de 100 dólares/ 80 euros por grama) o lucro foi, no ano de 2008, de 300 mil milhões de dólares, dos quais apenas 7,8 mil milhões ficaram no país.
"É uma porção minúscula do PNB", disse Mejía, "o que pode ter um efeito desastroso na vida política e social da Colômbia, mas não na economia. A economia da cocaína colombiana está fora da Colômbia".
Mejía disse ainda a The Observer: "Na minha perspectiva a proibição das drogas é um processo de transferência de custos do problema das drogas, dos países consumidores para os países produtores".
"Se países como a Colômbia lucrassem economicamente com o tráfico de droga, ainda faria um pouco de sentido" afirmou Gaviria". Em vez disso, a Colômbia e o México pagam o maior preço para que outros tenham lucro".
"Eu gostava de ilustrar a situação para os cidadãos norte-americanos: imaginem que o consumo de cocaína nos Estados Unidos desaparecia e se deslocava para o Canadá. Será que os americanos gostariam de ver a taxa de homicídio de Seattle disparar para que se evitasse que a cocaína e o dinheiro fossem para o Canadá? Desta maneira talvez percebessem os custos desta situação para países como o México e a Colômbia"
Os mecanismos de lavagem de dinheiro foram tratados pelo The Observer no ano passado, depois de um raríssimo acordo judicial em Miami entre o governo federal dos Estados Unidos e o Wanchovia Bank, tendo este último admitido que fazia entrar 110 milhões de dólares de dinheiro da droga nos Estados Unidos. No entanto as autoridades não conseguiram monitorizar os 376 mil milhões de dólares que, ao longo de quatro anos, entraram nas contas desse banco através de casas de câmbio no México. O Wachovia Bank foi, já depois deste acordo, adquirido pelo Wells Fargo que cooperava com a investigação.
No entanto ninguém foi preso, e o banco está hoje fora de qualquer complicação judicial. "O sentimento geral é o de uma grande relutância em ir atrás dos lucros reais da droga" disse Mejía. "Eles não se ocupam daquela parte do sistema onde está a maior soma. Na Europa e nos EUA o dinheiro está disperso – quando chega a estes países o dinheiro entra no sistema, em todas as cidades, em todos os estados. Eles preferem ir atrás da pequena economia, dos pequenos intermediários e das plantações de coca na Colômbia, mesmo sabendo que essa economia é minúscula".
O Dr. Mejía acrescentou: "Na Colômbia eles colocam aos bancos questões que nunca colocariam aos bancos nos Estados Unidos. Se o fizessem seria contra as leis do sigilo bancário. Nos Estados Unidos existem leis muito fortes que protegem o segredo bancário, na Colômbia tais leis não existem – ainda que a lavagem de dinheiro se faça mais nos Estados Unidos. É um sistema um pouco hipócrita, não?"
"É uma extensão da forma como operam no seu próprio país. Vão atrás das classes baixas, dos elos mais fracos da cadeia, do pobre tipo – para mais facilmente mostrar resultados. Mais uma vez: é a vontade de transferir o custo da guerra da droga para os mais pobres, deixando o sistema financeiro e os grandes negociantes intocados, que motiva todo este sistema"
Tendo o Reino Unido suplantado os EUA e a Espanha como o maior consumidor mundial de cocaína per capita , a investigação ao Wachovia mostrou também que muito do dinheiro da droga era lavado através da City de Londres, onde o principal denunciante do caso, Martin Woods, estava sediado, no departamento anti-lavagem de dinheiro do banco. Martin Woods foi posteriormente demitido depois de ter denunciado a situação.
Gaviria disse ainda: "Nós sabemos que as autoridades nos Estados Unidos e no Reino Unido sabem mais do que aquilo que as suas acções fazem transparecer. As autoridades apercebem-se de inúmeros casos de pessoas que tentam movimentar dinheiro para o tráfico de droga – mas a DEA (Departamento Anti-droga dos EUA) age apenas num número mínimo de casos"
"É um verdadeiro tabu perseguir os grandes bancos" acrescentou Mejía, "seria suicidário neste clima económico devido às elevadas quantias de dinheiro reciclado"
02/Junho/2012
[1] Alejandro Gaviria Uribe e Daniel Mejía Londoño, Políticas antidroga en Colombia: éxitos, fracasos y extravíos , Ediciones Uniandes, Bogotá, 2012, 458 pgs., ISBN/ISSN: 978-958-695-602-4
O original encontra-se em www.guardian.co.uk/world/2012/jun/02/western-banks-colombian-cocaine-trade Tradução de MQ. Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

FARC - EP: Estamos às portas de outro quatriênio de ofensiva oligárquica contra o povo

por FARC-EP

Com o triunfo ilegítimo do continuísmo, repudiado pela abstenção da cidadania, o país entrou em um processo de radicalização da luta política no qual o povo será protagonista de primeira grandeza.

O descanso da combatente.Toda a maquinaria do Estado, todos os recursos mafiosos do governo, suas manhas delitivas de fraude e corrupção, de chantagem e intimidação, foram postos a serviço da vitória do continuísmo, procurando desesperadamente por essa via um escudo que proteja Uribe da iminente acusação do povo e da justiça, diante de uma gestão criminosa e de lesa-pátria.

O regime de Uribe foi a mais séria tentativa de impor violentamente um projeto político da extrema-direita neoliberal baseado no paramilitarismo. Seu governo passará à história como o mais vergonhoso das últimas décadas, o mais assassino de sua população civil, o mais submisso à política dos EUA e, devido a esta circunstância, o mais compulsivo provocador de instabilidade nas relações com os países vizinhos.

Durante estes oito anos governou a mentira e a falsidade, a manipulação e o engano. Uribe e o continuísmo fizeram acreditar que sua política de segurança era de todos, quando na realidade somente assegurava, através da repressão, os lucros de privilegiados setores investidores, que aumentaram o desemprego e a pobreza. Fizeram acreditar que defender a soberania era entregar a pátria ao governo de Washington e transformar a Colômbia em um país ocupado militarmente por uma potência estrangeira. Arranjaram tudo para pousar de paladinos da luta contra o narcotráfico. Dizem ao país que não existem guerra nem conflito armado, mas não explicam porque há "Plano Patriota" e invasão ianque...

"Segurança democrática" são os falsos positivos e a impunidade. É poder eleger como Presidente o ministro da defesa que mais estimulou estes crimes de lesa-humanidade. É repartir terras à agro-indústria paramilitar porque essa tem sim fortaleza financeira e os pobres trabalhadores rurais não. E é subsidiar ou presentear de maneira segura verbas públicas aos empresários do agronegócio que financiaram as campanhas eleitorais. "Segurança Democrática" são as fossas comuns com mais de 2.000 cadáveres, como a que existe em um canto da base militar de La Macarena, e são mais de quatro milhões de camponeses refugiados pela violência do Estado. É mentir sobre o fim da guerrilha bolivariana das FARC-EP e preocupar-se com a vitalidade de uma organização que combate firmemente pela Nova Colômbia como confirmam suas atividades militares do mês de maio. "Segurança Democrática" é mudar a Constituição para adequá-la a um interesse particular quando for necessário e é ter uma espúria maioria no Congresso e socavar a autoridade do judiciário com o aplauso dos apoios incondicionais. Também é repartir cargos burocráticos, vantagens e contratos, e aproveitar o governo para enriquecer-se sem nenhum questionamento moral...

A abjeta defesa do militarismo oficializada por Uribe e seu chamamento a criar novas leis de impunidade castrense, anunciam o que virá durante o período presidencial de Juan Manuel Santos. Sua cínica queixa e seu lamento farisaico ao superproteger um torturador-assassino, como o coronel Plazas Vegas, os altos comandantes militares e o ex-presidente Belisario Betancourt, responsáveis pelo holocausto do Palácio da Justiça (bombardeado por tanques em 1985 quando a guerrilha do M-19 o invadiu), são patética evidência de seu esforço para oferecer desde já, prevenindo-se contra futuras acusações contra si. E, naturalmente, como forma de engrenar o narcoparamilitarismo na direção do Estado, com garantias legais para fazer desaparecer, torturar e assassinar opositores. O "foro militar" que Uribe reclama é patente de impunidade criminosa como demonstra a história recente da Colômbia.

A veemente defesa presidencial do ex-diretor da DIAN (impostos e aduana) e da "UIAF" (Unidade Administrativa Especial de Informação e Análise Financeira), senhor Mario Aranguren, que delinquiu a favor de Uribe e certamente por ordem sua, evidencia a índole de quem aspira transcender ocultando, não só seu passado criminoso, mas as vergonhosas baixezas de sua prática como governante.

Estamos às portas de outro quatriênio de ofensiva oligárquica contra o povo em todos os sentidos, manchado com suaves e enganosas promessas oficiais em torno de uma vitória militar como têm repetido sem cessar durante 46 anos, sem se preocupar, nem muito menos se comprometera superar, as causas que geram o conflito.

A profunda crise estrutural de que padece a Colômbia não tem solução no continuísmo. A extrema-direita neoliberal, acreditando que ainda pode resolver de cima para baixo, convocou a uma união nacional sem povo, na qual somente reinam as ambições dos mesmos que lucram com o investimento seguro: os grupos financeiros, o setor empresarial, os pecuaristas e latifundiários, os paramilitares, os partidos que, como piranhas, disputam os favores do poder, os grandes meios de comunicação que aplaudem os êxitos em litros de sangue da política guerreirista... Nessa "união" não se vê povo em parte alguma porque a prosperidade daqueles se sustenta na miséria e exploração dos de baixo, dos excluídos.

Este bicentenário do grito de independência deve abrir passagem para a luta do povo por seus direitos, pela pátria, pela soberania, justiça social e paz. A mudança das injustas estruturas é possível com a mobilização e a luta de todo o povo por sua dignidade. Nada se pode esperar dos criminosos montados no poder do Estado. Somente a luta unificada pode nos conduzir a uma Colômbia Nova. Como temos reiterado desde Marquetalia, em 1964: estamos dispostos a encontrar saídas políticas para o conflito, reiterando ao mesmo tempo que nossa decisão de entregar tudo pelas mudanças e pelos interesses populares é irredutível, sem importar as circunstâncias, obstáculos e dificuldades que nos imponham. A justiça social espera vencer na mobilização do povo.
Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, junho de 2010

O original encontra-se em ANNCOL . A versão em português encontra-se em pcb.org.br

Veja também a mensagem em vídeo:
Parte 1
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Parte 2
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Parte 3
X+


Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Guerra avisada

Para que não digam que não os avisei: há anos escrevo que todo país com hidrocarbonetos tem uma guerra no seu futuro e que o plano mestre dos Estados Unidos é atiçar um conflito entre a Colômbia e a Venezuela para ficar com as ruínas de ambas. Mas um prognóstico não é uma fatalidade. Já examinámos as debilidades que podem vitimar-nos. Estudemos as forças que podem salvar-nos.
Um conflito contra a Venezuela é um conflito contra a região. Disse Bolívar que para nós a Pátria e a América. A intrusão de forças estrangeiras invade-nos a todos. São objectos das bases militares dos Estados Unidos os hidrocarbonetos, a água doce e a biodiversidade do Equador , Brasil e Venezuela e então os da Bolívia, Paraguai, Argentina e o resto da América do Sul. O Brasil é, conforme o ano, a sexta ou a sétima economia do mundo, o oitavo produtor de armamentos e entre os seus 176 milhões de habitantes poderia erguer-se um exército que a partir da sua força actual de 361.928 soldados superará amplamente os 459.687 efectivos que registava o orçamento da Colômbia em 2007. O Grande Exército de Napoleão afundou-se nas vastidões da Rússia; os 8.547.000 km2 do Brasil poderiam ser o túmulo de muito paramilitar. Qualquer agressão nuclearia em torno do Brasil quase toda a região; a União Europeia, a Rússia e a China pressionariam contra o desequilíbrio de poder na zona. Por outro lado, do nosso lado estaria Cuba, que derrotou os Estados Unidos em Playa Girón e o apartheid na África do Sul. É demasiado para uma figurinha que alega não poder controlar o seu próprio território.
Pois o pretexto ou o álibi para abrir as portas ao exército do Estados Unidos seria a incapacidade das forças colombianas para dominar uns quantos cartéis de delinquentes comuns e uma insurgência política de pouco mais de dez mil homens. Em lugar de aplicar a lei aos irregulares, o poder instituído ilegalizou-se transmutando-se em paramilitar, parajudicial, parapolítico, narcopolítico. Mal pode pretender controlar o bairro quem não governa a própria casa. Não cabem dois galos no mesmo galinheiro e se dois exércitos compartilham o mesmo território é porque um está a fazer o papel de galinha. Antes de abrir as portas a um ocupante estrangeiro, um governo que perdeu o controle da situação deveria renunciar por incompetência, deixar a passagem ao seu próprio povo soberano, o sector que mais sofreu numa contenda civil que se prolonga há sessenta anos. Um patriota renuncia ao governo, mas não à soberania.
E, com efeito, na República vizinha ocorreu uma abdicação completa da soberania. Se por esta entendemos a inalienável potestade de se dar leis próprias, executá-las e julgar as controvérsias sobre a sua aplicação, os três atributos deixaram de existir para o governo – não para o povo – do país irmão. Expirou a potestade de legislar, pois foi entregue em acordos secretos que o presidente não se atreve a tornar públicos. Faleceu a faculdade de executá-las, pois soldados estrangeiros sob comando estrangeiros atribuem-se o controle da insurgência e do narcotráfico, que é competência dos poderes públicos locais. Morreu o direito de julgar controvérsias, pois os soldados estrangeiros gozam de imunidade frente às leis da República Irmã e não podem ser processados por seus tribunais.
Sobre o circo, não discuto com o palhaço e sim com o dono. O proprietário das bases estado-unidenses é os Estados Unidos. Planeia envolver-se agora mesmo em outra guerra? Já está atolado em dois conflitos maiores. Ambos começaram com falsos pretextos. Os dois arrancam com a promessa de uma vitória em poucas semanas. Os dois arrastam-se há mais de seis anos. Em ambos as suas forças estão desmoralizadas, drogam-se, suicidam-se, desertam. Em nenhum o final está à vista. Apenas se abre a câmara de horrores e o mundo se espanta perante as torturas, os assassinatos de civis, as deportações em massa. Os Estados Unidos debatem-se entre a crise financeira, o desemprego e a perspectiva de uma insurreição social. Votaram nas eleições por uma mudança: não é provável que aceitem o mesmo remédio.
Se o dono do circo não responde, divirtamo-nos com os palhaços. As bravatas belicosas, os anelos marciais e o escudar-se por trás das botas do polícia do mundo podem parecer projectos napoleónicos, mas na arena todo gesto bombástico dissimula misérias. A ameaça grandiloquente é o malabarismo para fazer pelo aro um Tratado de Livre Comércio e a reeleição de um equilibrista. Cada um é do tamanho dos seus estratagemas.
Perante intenções tão mesquinhas, evitemos grandes frases, pronunciamentos bombásticos. E, melhor, poupemo-nos a frases e pronunciamentos. A oligarquia vizinha só entende a linguagem dos factos. Bastou uma defesa enérgica das águas territoriais para que retirassem a fragata Caldas [1] .
Sobrou um controle do contrabando de extracção para que apresentassem desculpas pelo sequestro de Granda [2] . Será suficiente um moderado filtro aduaneiro para que a oligarquia que se nutre da nossa gasolina e de alimentos subsidiados e exporta anualmente bens no valor de seis mil milhões de dólares para a Venezuela puxe as orelhas ao seu porta-voz brigão e o mande desculpar-se qual ovelha mansa.
Entre ambos os países há um acúmulo de interesses, negócios e postos de trabalho que não podem ser sacrificados a uma estratégia reeleicionista de um político. Vigiemos as bases militares de além fronteiras: destruamos as bases paramilitares que nos ocuparam sem disparar um tiro. Não concedamos imunidade judicial a soldados estrangeiros, nem imunidade judicial e tributária a capitais estrangeiros. Guerra avisada mata quem não se prepara.
Uma áspera corda se ata no pescoço de quem serve de instrumentos dos Estados Unidos. Os talibans e Sadam Hussein foram armados pelo Império, para a seguir serem por ele bombardeados e linchados. Assim paga o diabo a quem o serve.
Enquanto isso, façamo-nos fortes.
[1] Refere-se a um incidente em 1987 quando esta fragata colombiana invadiu águas territoriais da Venezuela.
O original encontra-se em:
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .