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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Israel intercepta barco humanitário com ajuda à Gaza



Uma lancha israelense interceptou hoje o barco organizado por uma organização humanitária libia com ajuda destinada à Faixa de Gaza, assegurou hoje a Fundação Gaddafi para o Desenvolvimento que lidera o segundo filho do líder libio, Seif A o-Islão Gaddafi.

“Pediram ao capitão do barco que se dirija para o porto do Arish (em Egipto), insistindo que não permitirá atracar em Gaza em absoluto”, disse a fundação num comunicado em sua página site.

O capitão e o líder da equipa da fundação libia a bordo afirmaram que o único destino do barco, que partiu de Grécia no sábado pela tarde, é Gaza, aseverando que leva ajuda humanitária e que não tem outro propósito.

A lancha segue cerca do barco, acrescentou. O “Amalthia”, que navega sob bandeira moldava, leva a 15 activistas pro-palestinos, em sua maioria libios, excepto um nigeriano, um argelino e um marroquino- e 12 membros da tripulação, bem como 2.000 toneladas de ajuda humanitaria e remédios.

Espera-se-lhe na quarta-feira pela manhã na costa de Gaza. A bordo viajam também 12 tripulantes de Haiti, Índia e Síria sob o comando de um capitão de origem cubana.

(Com informação de DPA)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

EUA e Israel: rumores de um ataque ao Irã, a partir do Cáucaso

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Por Stratfor Intelligence

Seria preciso existir atividade visível o bastante nas bases aéreas do Cáucaso, contra o Irã, o que dificultaria manter esses preparativos em segredo, e um ataque desses não é provavelmente uma prioridade no topo da lista das atuais prioridades estratégicas dos EUA. Circulam rumores de que a bases aéreas nos estados do Cáucaso da Georgia e do Azerbaijão podem estar sendo usadas pelos EUA ou porIsrael para levar a cabo um ataque contra o Irã.

Até onde o Stratfor conseguiu apurar, esses rumores podem ser rastreados na fonte da Bahraini news source Akhbar al Khaleej, que disse na semana passada(citando apenas "fontes") que informes recentes de aviões de guerra israelenses operando a partir de uma base aérea na Arábia Saudita não passaram de uma mera operação de desinformação designada para distraira atenção dos EUA ou dos esforços israelenses no Cáucaso. Essa atual avalanche de informações foi originada em 18 de junho, num artigo do escritor sensacionalista estadunidense Gordon Duff.

Contudo, rumores de que Israel está usando a Georgia como uma base para um ataque ao Irã remontam ao menos a 2008. Nunca se provou que esses rumores eram acurados e Stratfor não tem evidência crível de que os rumores atuais sejam de alguma maneira diferentes. Em teoria, o Cáucaso não seria uma má localidade para usar uma base aérea para atacar o Irã. No cenário dos EUA, operações de combate aéreo a partir dessas bases suplementariam as atividades em operação em outras bases na região, bem como por meio de uma série de porta-aviões (ao menos o dobro do número atual da 5 Frota, que é de dois).

A maior parte do sistema iraniano de defesa do seu espaço aéreo está orientada para o Iraque, o Golfo Pérsico e o Golfo de Oman, visto que um ataque aéreo viria provavelmente das bases aéreas dos EUA em operação no Iraque, de bases nos estados do Golfo Árabe e de porta-aviões no mar. Além disso, bases no Cáucaso estariam muito mais próximas de alguns alvos-chave, como Teerã e seus arredores. Conseguir se aproximar do mar Cáspio faria com que as aeronaves estadunidenses gastassem muito menos tempo sobre o território iraniano e menos tempo em trânsito, permitindo mais incursões. E com as bases aéreas no Cáucaso, os Estados Unidos estariam essencialmente prontos para atacar o Irã de todos os lados, complicando ainda mais os desafios já significativos da força de defesa aérea de Teerã.

Há na Geórgia e no Azerbaijão aproximadamente uma dúzia de bases aéreas (em cada um). Algumas delas (incluindo os grandes aeroportos) parecem ser campos ativos que poderiam ser de qualidade suficiente para os aviões de combate americanos. Mas nenhuma das melhores destas bases está absolutamente isolada, com muitas das suas pistas à vista a partir ao menos de uma comunidade agrícola, senão de uma cidade inteira. Isso tornaria extremamente difícil, senão impossível esconder os preparativos de um ataque, menos ainda a chegada de esquadrões aéreos de combate. As pistas de pouso mais isoladas são geralmente as da era soviética e provavelmente requereriam melhorias consideráveis, envolvendo equipamentos pesados e montanhas de materiais de construção antes que pudessem ser usados pelas aeronaves de combate americanas.

E mesmo ativos os campos de pouso utilizáveis da era soviética, desenhados para as aeronaves russas com trens de pouso mais resistentes, são ásperos demais para os jatos de combate de alto-padrão dos americanos. Do mesmo modo, a restauração – senão a fabricação desde o começo – de instalações de filtros de combustível e de estoque seriam necessárias. E, em muitos casos, mais espaço asfaltado seria extremamente desejável para a movimentação e apoio de aeronaves de combate. O fato principal é que todo esse trabalho demandaria um considerável intervalo de tempo, e se um ataque estivesse programado para breve, o trabalho teria de ter começado meses atrás. E teria sido extremamente difícil desviar a atenção dos esforços de guerra em andamento dos habitantes locais, que teriam não apenas notado o aumento do tráfico de caminhões e de outras atividades como provavelmente teriam sentido algum impacto na economia local, dados os esforços militares massivos.

Seja como for, esquadrões de guerra e a infraestrutura e suporte que eles demandam são muito difíceis de esconder. Do mesmo modo, mover combatentes e transportar aeronaves até mesmo em aeroportos em atividade ou em bases aéreas é algo que provavelmente é noticiado ao redor de uma vasta área geográfica – tão vasta que estabelecer controles sobre a informação provar-se-ia difícil. Isso seria especialmente verdade no caso de uma base aérea isolada e fora de uso há muito tempo, já que um grande aumento no barulho, com obras e vôos seriam imediatamente óbvios até mesmo para um observador desatento.

Enquanto isso, também haveria transporte de cargas e material por via terrestre. Tudo isso seria difícil, senão impossível esconder de Moscou, visto que a FSB [a agência de inteligência] russa tem uma forte presença e um conhecimento da situação em ambos os países, e essas atividades não poderiam ser escondidas dos satélites espiões russos. Essas realidades logísticas levaram os EUA a cuidadosamente telegrafarem suas intenções anteriormente, tanto na Operação Escudo do Deserto e Tempestade no Deserto, em 1990-91, como na Operação Liberdade para o Iraque em 2003. A incapacidade de esconder um empreendimento desse porte não invalida uma grande campanha aérea, mas torna difícil ocultar os seus preparativos. E isso é mais do que apenas um desafio técnico. As razões para osEstados Unidos não atacarem o Irã – e fazer o que for necessário para dissuadir Israel disso – são evidentes.

De acordo com as estimativas da inteligência americana, o Irã não decidiu se continua buscando o desenvolvimento de um dispositivo nuclear, e se decidir ir em frente levaria ao menos dois anos ainda para chegar ao ponto de uma limitada e rude capacidade nuclear. E há os desafios de saber onde atacar, visto que a inteligência é extremamente limitada quanto à localização das instalações nucleares iranianas. Nesse ínterim, a dinâmica política e de segurança no Iraque permanecem extremamente frágeis, e a economia global está marchando lentamente – a última coisa de que precisa é uma crise no Estreito de Hormuz.

A retirada norte-americana do Iraque, a missão no Afeganistão e a recuperação da economia são simplesmente prioridades mais elevadas para a Casa Branca, e há pouca indicação de uma mudança significativa nessas prioridades. Até onde se vê, a possibilidade real de os EUA atacarem o Irã é pouco mais do que uma ferramenta de negociação.

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Diário da Liberdade

terça-feira, 29 de junho de 2010

A guerra de Obama

Cartoon de Latuff.por Atilio Boron [*]

Amitai Eztioni é um dos sociólogos mais influentes do mundo. Nascido na Alemanha e emigrado em Israel nos anos fundamentais desse estado, radicou-se depois nos Estados Unidos onde iniciou um longa carreira académica que o levou a algumas das mais prestigiosas universidades desse país: Berkeley, Columbia, Harvard, até culminar, nos últimos anos em Washington, DC, como Professor de Relações Internacionais da George Washington University. Mas as suas actividades não se limitaram aos claustros universitários: foi um consultor permanente de diversos presidentes norte-americanos, especialmente de James Carter e Bill Clinton. E desde o 11/Set, com o auge do belicismo, sua voz ressoou com força crescente no establishment norte-americano. Há poucos dias ofereceu um novo exemplo disso.

Apologista incondicional do Estado de Israel, acaba de publicar na Military Review, uma revista especializada das forças armadas dos Estados Unidos, um artigo que põe em evidência o "clima de opinião" que prevalece na direita norte-americana, o complexo militar-industrial e nos sectores mais cimeiros da administração, muito especialmente no Pentágono. O título do seu artigo diz tudo: "Um Irão com armas nucleares pode ser dissuadido?" A resposta, convém esclarecer, é negativa. Esta publicação não podia chegar num momento mais oportuno para os belicistas estado-unidenses, quando reiteradas informações – silenciada pela imprensa que se diz "livre" ou "independente" – falam do deslocamento de navios de guerra estado-unidenses e israelenses através do Canal de Suez em direcção ao Irão, o que faz temer a iminência de uma guerra. Em várias das suas últimas "Reflexões" o comandante Fidel Castro havia advertido, com a sua habitual lucidez, acerca das ominosas implicações da escalada desencadeada por Washington contra os iranianos, cuja pauta não difere senão em aspectos anedóticos da utilizada para justificar a agressão ao Iraque: assédio diplomático, denúncias perante a ONU, sanções cada vez mais rigorosas do Conselho de Segurança, "incumprimento" de Teerão e o inevitável desenlace militar.

As sombrias previsões do comandante parecem optimistas em comparação com o que coloca este tenebroso ideólogo dos falcões norte-americanos. Numa entrevista concedida quarta-feira passada a Natasha Mozgovaya, correspondente do jornal israelense Haaretz nos Estados Unidos, Etzioni ratifica o afirmado na Military Review, a saber: o Irão pretende construir um arsenal nuclear e isso é inaceitável. A única opção é um ataque militar exemplar e é preferível desencadeá-lo um mês antes e não dez dias depois de o satanizado Irão dispor da bomba atómica. No seu artigo o professor da GWU insiste em assinalar que qualquer outra alternativa deve ser descartada: a diplomacia fracassou; as sanções da ONU carecem de eficácia; bombardear as instalações nucleares não mudaria muito as coisas porque, segundo declarações do secretário da Defesa Robert Gates, a única coisa que se conseguiria seria atrasar o avanço do projecto atómico iraniano por três anos; e, finalmente, a dissuasão não funciona com "actores não racionais" como o actual governo do Irão, dominado pelo irracionalismo fundamentalista que contrasta com o comedimento e racionalidade de governantes israelenses que assassinam activistas humanitários em pleno Mediterrâneo. Em consequência, a única coisa realmente eficaz é destruir a insfraestrutura do Irão para impossibilitar a continuação do seu programa nuclear.

Esse ataque, acrescenta, "poderia ser interpretado por Teerão como uma declaração de guerra total", mas como as tentativas de diálogo ensaiadas por Obama fracassaram é urgente e imprescindível adoptar medidas drásticas se os Estados Unidos não quiserem perder o seu predomínio no Médio Oriente em favor do Irão. Pelas suas grandes reservas petrolíferas – superadas apenas pela Arábia Saudita e o Canadá [NT] , e muito superiores às do Iraque, Kuwait e dos Emirados – o Irão excita a ânsia de rapina do imperialismo norte-americano, que com 3 por cento da população mundial consome 25 por cento da produção mundial de petróleo. Além disso, não se pode esquecer que a guerra é o principal negócio do complexo militar-industrial, de modo que para sustentar os seus lucros há que utilizar e destruir aviões, foguetes, helicópteros, etc. Assim, o par diabólico formado pela "guerra preventiva" a "guerra infinita" continua seu curso inalterável, agora sob a presidência de um Prémio Nobel da Paz cujo servilismo diante deste escuros interesses juntamente com a sua falta de coragem para honrar esse prémio coloca a humanidade à beira do abismo.

26/Junho/2010
[NT] As reservas do Canadá não deveriam ser comparadas às da Arábia Saudita pois são em grande parte constituídas por xistos betuminosos. A transformação do mesmo em petróleo está no limiar do rácio EROEI (Energy Returned On Energy Inputed).

[*] Director do Programa Latino-americano de Educação a Distância em Ciências Sociais (PLED), Buenos Aires, Argentina, http://www.atilioboron.com

O original encontra-se em http://alainet.org

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Navios americanos e israelenses a caminho do Irã

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O USS Oakhill (à direita da imagem), atravessando o Canal de Suez – 18/06/2010
Doze navios de guerra americanos e israelitas, incluindo dois porta-aviões, atravessaram o Canal de Suez na sexta-feira e dirigem-se para o Mar Vermelho, o itinerário mais directo para o Golfo Pérsico à partir do mediterrâneo. O objetivo será o transporte de tropas, munições e veículos blindados no âmbito da preparação final antes de iniciar um conflito militar com o Irão.

Por enquanto ainda nenhuma mídia ocidental comunicou essa informação, no entanto, confirmada pelo jornal israelita Haaretz, que indica que vários milhares de soldados egípcios foram implantados ao longo do Canal de Suez, de modo a garantir « uma passagem segura dos navios ».

Segundo a versão inglesa do diário hebraico Yedioth Ahronoth, o tráfego no canal foi interrompido por várias horas para permitir a passagem de navios de guerra, de igual modo todas as actividades de pesca na região foram interrompidas assim como o tráfego nas pontes sobre o canal. O Yedioth acrescentou, citando o general egípcio Amin Radi, que Israel « apenas quer uma guerra com o Irão, a fim de continuar a ser a única potência nuclear na região. »

Membros da oposição egípcia criticaram o governo Mubarak pela sua cooperação com os E.U.A e as forças israelitas, e permitirem a passagem destes navios em águas territoriais egípcias.

Membros do partido político dos Irmãos Muçulmanos também indicaram que consideravam o caso como mais um acto de submissão do presidente Hosni Mubarak parente o Estado judeu e os Estados Unidos, e que a participação do Egipto nestes preparativos para a guerra eram « um escândalo internacional ». Esses deputados acrescentaram que não vão « ficar de braços cruzados », enquanto que « o país está a colaborar numa guerra contra o Irão ».

No dia 12 de junho, o Sunday Times revelou que Israel tinha a permissão da Arábia Saudita para usar o seu espaço aéreo para atacar o Irão. « Na semana que se seguiu à novas sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Teerã, Riyadh concordou em permitir que Israel utilizasse um estreito corredor do seu espaço aéreo no norte do país para encurtar a distância num bombardeamento ao Irã », disse o jornal. Informações categoricamente desmentidas dois dias depois pelo embaixador saudita ao Reino Unido, o príncipe Mohammed bin Nawaf.

Interrogado pelo Tehran Times, o ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, disse: « Os americanos disseram-nos que iriam utilizar todas as opções contra o Irão, nós anunciamos que, nós também, usaremos todas as opções para nos defender. »

Contribuições do Blog bourdoukan

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os crimes de Guerra de Israel: Do USS Liberty à Flotilha Humanitária

Este texto é dedicado aos bravos mártires turcos do Mavi Marmara, em 31 de maio de 2010, e aos 34 marinheiros americanos do USS Liberty, em 8 de junho de 1967 – todos vítimas de um impenitente estado criminoso: Israel.

Por James Petras


Crimes de Israel em alto mar

Em 8 de junho de 1967, dois esquadrões de aviões de guerra israelenses bombardearam, lançaram napalm e metralharam o navio americano de coleta de dados, o USS Liberty, em águas internacionais, matando 34 marinheiros americanos e ferindo outros 172. O ataque se deu numa tarde ensolarada, estando claramente visíveis a bandeira americana e marcas identificadoras. Os israelenses miraram a antena para evitar que a tripulação enviasse mensagens de socorro, e atiraram nos botes salva vidas para assegurar que não houvesse sobreviventes. Houve, entretanto, sobreviventes que reergueram a antena e comunicaram seu problema pelo rádio, uma chamada por ajuda que chegou a Washington, D.C. Num ato de traição sem precedentes, o presidente Johnson, em ligação próxima com os financiadores políticos da American Jewish Zionist (Sionistas Judeus Americanos), encobriu o assassinato em massa em alto mar emitindo ordens primeiro para chamar de volta aviões baseados no Mediterrâneo de modo a evitar que eles auxiliassem seus companheiros sitiados, e então ameaçando com corte marcial os sobreviventes que expusessem a natureza deliberada do ataque israelense, e finalmente repetindo a alegação israelense de que o ataque foi uma questão de identificação incorreta, uma mentira que vários líderes militares posteriormente rejeitaram.


Quase no mesmo dia, 43 anos depois, em 31 de maio, navios de guerra israelenses, comandos e helicópteros armados atacaram um comboio de navios humanitários que levavam dez toneladas em ajuda para Gaza, em águas internacionais. Anteriormente à missão humanitária turca, as autoridades haviam examinado os passageiros e o navio para assegurar que não havia armas a bordo. Os israelenses mesmo assim subiram a bordo, atirando e golpeando passageiros desarmados, matando 19 e ferindo dezenas. Apesar das alegações subseqüentes dos israelenses e dos sionistas em contrário, não foram achadas armas além de bastões usados por algumas das vítimas na tentativa de evitar o ataque assassino premeditado, planejado, dirigido e defendido pelos principais líderes israelenses e por toda a liderança das principais organizações sionistas nos EUA e outros lugares. As violentas tropas invasoras israelenses destruíram sistematicamente todas as câmaras, vídeos e gravadores que haviam documentado seu ataque selvagem, de modo a poder subseqüentemente espalhar suas desafiadoras mentiras sobre terem sido vítimas de resistência armada.


A resposta mundial

Horas após o sangrento ato de pirataria de Israel, nações, líderes políticos, organizações de direitos humanos e a imensa maioria da comunidade internacional condenou o estado israelense pela violação da lei internacional. Turquia, Espanha, Grécia, Dinamarca e Áustria convocaram os embaixadores de Israel em seus países para protestar contra o ataque mortal. The Financial Times (1/jun/2010) se referiu ao ataque israelense como um "descarado ato de pirataria... em choque com a legalidade", originado de seu "bloqueio ilegal a Gaza". O primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, denominou o ataque israelense de ato de "terrorismo de estado", que teria "sérias conseqüências". Os ataques de Israel a navios que hasteavam bandeiras da Turquia, Grécia e Irlanda em alto mar foram descritos por peritos legais como um "ato de guerra". O Conselho de Segurança das Nações Unidas, a OTAN e o secretário-geral da ONU exigiram que Israel cessasse a agressão, enquanto dezenas de milhares de manifestantes denunciaram o flagrante ato de assassinato e ferimento de pacifistas e humanitaristas de 60 países. Os especialistas da ONU exigiram que os líderes israelenses "sejam criminalmente responsabilizados". Somente o regime de Obama se recusou a condenar o ato de terror de estado israelense, tendo expressado apenas "preocupação e pesar". O estado israelense defendeu seu ataque assassino, prometendo mais para o futuro e insistindo em manter o bloqueio a Gaza, mesmo depois dos EUA terem sugerido seu relaxamento.

A defesa israelense da pirataria e do terrorismo de Estado

Enquanto notícias sobre o massacre israelense vazavam, e a comunidade internacional reagia com horror e fúria, o governo israelense "procurou inundar os canais de transmissão com sua versão do evento… ainda mais importante, as autoridades garantiram logo o predomínio de sua história, através do silenciamento de centenas de ativistas que estavam a bordo durante o ataque" ( Financial Times, 2/junho/2010, p.2). O estado judeu manteve incomunicáveis todos os prisioneiros vivos, feridos e mortos, apreendeu seus celulares e proibiu qualquer entrevista, barrando todos os jornalistas. Como a maioria dos estados terroristas, o estado judeu quis monopolizar os meios de propaganda. A máquina de propaganda israelense, através de seus jornalistas e meios de comunicação patrocinados pelo estado, empregou diversos estratagemas típicos de regimes totalitários.

1) As tropas de ataque israelenses que invadiram o navio foram transformadas em vítimas, e os pacifistas humanitários viraram agressores. "Soldados israelenses recebidos por um bem planejado linchamento" ( Jerusalem Post, 31/maio/2010); "Soldados israelenses atacados (IDF, 31/maio/2010).

2) O ato de pirataria de Israel em águas internacionais foi declarado legal por um Professor Sabel da Universidade Hebraica.

3) Os organizadores humanitários foram acusados de ligações com terroristas, segundo o vice-ministro do Exterior Avalon, apesar de não ter sido apresentada nenhuma evidência ( Ha'aretz, 30/maio/2010). Os organizadores, incluindo o grupo turco de direitos humanos acusados por Avalon, foram liberados pela agência de inteligência turca, pelos militares e pelo governo Erdogan, um membro da OTAN e por muitos anos (no passado) um colaborador do Mossad de Israel. Os outros 600 voluntários de direitos humanos incluíam pacifistas, parlamentares, ex-diplomatas, assim como membros atuais do parlamento israelense.

4) Enquanto dezenas de pessoas que defendiam os direitos humanos levaram tiros, foram assassinadas e mutiladas, os propagandistas israelenses fabricaram vídeos mostrando um dos assaltantes israelenses no deck, eliminando a seqüência precedente do ataque ( Financial Times, 2/junho/2010, p.2).

5.) Os assaltantes israelenses pelo mar e pelo ar foram descritos como vítimas de uma "Brutal emboscada no mar" ( Ynet News, 1/junho/2010).

6) Os aterrorizados militantes de direitos humanos foram acusados de ser "linchadores", atacando os comandos judeus que estavam disparando selvagemente rifles automáticos pelo deck e em vítimas encurraladas. Os poucos indivíduos corajosos que reagiram para parar o ataque assassino foram caluniados pela propaganda sionista, que em si mesma é tão monstruosa quando os crimes que eles perpetraram.

Uma vez que a propaganda israelense começou a cuspir suas mentiras de esgoto, toda a liderança da Quinta Coluna sionista entrou em ação ... primeiro e principalmente nos Estados Unidos.

A configuração do poder sionista dos EUA: Na defesa do massacre

Assim como toda a liderança das 51 principais organizações judias americanas defendeu cada crime de Israel no passado, do bombardeio do US Liberty à ocupação da Cisjordânia e o bloqueio a Gaza, os mais honoráveis apologistas repetiram verbatim as mentiras do estado israelense acerca do assalto à flotilha humanitária.

O Daily Alert (31/maio a 2/junho/2010), o órgão de propaganda pública oficial dos presidentes das principais organizações judias americanas, publicou cada obscena mentira do estado israelense, sobre os comandos israelenses terem sido "linchados", "atacados" e as vítimas dos direitos humanos tendo sido responsáveis pela morte de seus companheiros... nas mãos de comandos israelenses. Nem uma única divergência, nem uma única palavra de crítica. Nem mesmo uma única menção mesmo das críticas israelenses mais superficiais que puseram a culpa na execução, no uso de armas mortais, no ataque em águas internacionais e no fiasco de relações públicas. A vasta maioria dos judeus israelenses e dos sionistas organizados nos EUA apoiou o sangrento massacre, e tiveram oposição apenas de uma pequena minoria sem acesso aos meios de comunicação de massa. O controle sionista sobre os meios de comunicação de massa foi mais uma vez demonstrado pelas reportagens através dos "olhos de Israel" (FAIR, 1/junho/2010), Essencialmente, o New York Times, o Washington Post, a CNN, CBS e NBC apresentaram os comandos israelenses atacando os barcos humanitários como tendo sido ... "atacados e espancados" ( Washington Post, 1/junho/2010). Para os mass media dos EUA, o problema não é o terror de estado israelense, mas como manipular e desarmar a indignação da comunidade internacional, Para isso, toda a Configuração do Poder Sionista tem um aliado confiável nos sionizados Obama, Casa Branca e Congresso dos EUA.

A resposta de Obama ao terrorismo de Estado israelense

Há apenas uma razão básica pela qual Israel repetidamente comete crimes contra a humanidade, incluindo o último ataque à flotilha humanitária: porque ele sabe que a Configuração do Poder Sionista, integrada na estrutura do poder americano, assegurará suporte governamental, no presente caso a Casa Branca de Obama.

Frente à condenação mundial ao crime de Israel em alto mar, e aos pedidos da comunidade internacional para ação legal, o regime de Obama se recusou totalmente a criticar Israel. Um porta-voz da Casa Branca disse que "Os Estados Unidos lamentam profundamente a perda da vida e os ferimentos infligidos e estão atualmente trabalhando para entender as circunstâncias que cercam esta tragédia" (AFP, 31/maio/2010). Um ato de terrorismo de estado não evoca "lamentações" – normalmente provoca condenação e punição. O poder que causou "perdas de vida e ferimentos" tem um nome – Israel; as pessoas que sofreram morte e ferimentos durante o ataque israelense – têm um nome – voluntários humanitários. Não foi simplesmente uma "perda de vidas", mas um assassinato premeditado bem planejado que foi abertamente defendido pelo primeiro-ministro Netanyahu e todo o seu gabinete. As "circunstâncias" dos assassinatos são claras: Israel atacou um navio desarmado em águas internacionais, abrindo fogo ao abordá-lo. A obscena ocultação política que o regime de Obama fez de um ato criminoso deliberado em violação à lei internacional fica evidente no uso da palavra "tragédia" para descrever um assassinato em série. O terrorismo premeditado de estado não se parece em nada à trágica acção de um nobre dirigente forçado pelas circunstâncias a um ato criminosos contra seus aliados mais próximos.

Washington, pressionado a participar de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, passou 10 horas eliminando todas as referências ao ato criminosos de Israel, terminando com uma resolução que meramente pede uma investigação "imparcial", com Washington tentando impor que o comitê de investigação fosse israelense. Para o mundo em geral, incluindo o governo turco, o regime de Obama e o governo americano, recusando-se a condenar Israel, são "cúmplices de um assassinato coletivo".

Para entender porque o regime de Obama trouxe para si vergonha e infâmia aos olhos do mundo, devemos olhar a composição sionista da Casa Branca de Obama, e, igualmente importante, o poder e acesso direto que as principais organizações judaico-sionistas têm sobre o sistema político americano. Na semana anterior ao anunciado ataque de Israel à flotilha humanitária, líderes judaicos (pró-Israel) se reuniram com mais de um terço dos senadores americanos para pressioná-los a aprovar sanções mais duras ao Irã em junho. Entre os principais operadores que participaram disso estava a Jewish Federation of North América, AIPAC e o resto da Quinta Coluna israelense (Jewish Telegraph Agency, 26 de maio de 2010). No dia seguinte, um esquadrão de líderes das federações judaicas voou a Washington para reunir-se com os principais funcionários da administração Obama, de modo a assegurar que a Casa Branca e o Congresso não expressariam publicamente, de nenhuma maneira ou forma, criticas à política de colonização de Israel. Não há dúvidas de que os apologistas sionistas dos crimes de guerra israelenses estenderam sua agenda para incluir qualquer crítica pública ao ataque israelense à flotilha. Rahm Emmanuel, um dos principais assistentes da presidência americana, estava em Tel Aviv como convidado dos principais oficiais da Israel Defense Force (IDF) alguns dias antes que ela iniciasse o ataque, não havendo dúvida de que passaram os detalhe a Rahm. O assistente israelense-americano de Obama sem dúvida assegurou aos criminosos de guerra o apoio incondicional, militar e político, de Washington aos atos de agressão de Israel.

De dentro e de fora da administração Obama, a pressão agressiva das 21 principais organizações dos sionistas americanos garantiu aos criminosos de guerra israelenses imunidade perante qualquer Tribunal de Crimes de Guerra, ou mesmo qualquer séria condenação política pelo Conselho de Segurança da ONU. A tática da Casa Branca sionizada é desviar a atenção de condenações imediatas significativas ou mesmo sanções, esperando que com o tempo, com auxílio das desculpas generalizadas dos mass media nos EUA, a indignação popular e os protestos pelo mundo gradualmente se desvaneçam. Obama e seus cúmplices sionistas já estão rastejando frente a Israel. Parte da missão de Rahm em Israel era entregar a Netanyahu um convite à Casa Branca, durante a semana do massacre no mar. A única razão pela qual Netanyahu não foi a Washington foi sua pressa de retornar a Israel para dar suporte à defesa que o Escritório de Negócios Estrangeiros fez do massacre, em face da indignação mundial. Mas, numa conversa telefônica, Obama prometeu a Netanyahu formular novo convite – assegurando aos governantes judeus que a violação de leis internacionais e o massacre de dezenas de ativistas humanitários não teriam nenhuma conseqüência, especialmente se assegurassem a continuação do suporte dos financiadores sionistas a Obama.

Como Lyndon Johnson com o encobrimento do USS Liberty, a defesa de Obama dos crimes de guerra de Israel é o preço para assegurar o suporte de financiadores sionistas multi-milionários e de magnatas da imprensa, das dezenas de milhares de judeus pró-Israel e dos 51 presidentes das principais organizações judaico-americanas.

Em face da cumplicidade de Washington com os crimes de guerra israelenses, o único caminho é intensificar o boicote mundial, o desinvestimento e as campanhas de sanção aos produtos, atividades culturais e intercâmbio profissional com Israel. Com sorte, os protestos islâmicos generalizados ecoarão nas maiores comunidades judaicas e cristãs anti-sionistas – especialmente quando os apologistas israelenses do terror de estado fazem aparições públicas. Ainda mais importante, cada israelense envolvido no ataque deveria ser submetido a processos legais em qualquer lugar que visite. Somente fazendo os israelenses compreenderem que pagarão um preço alto por seus assassinatos coletivos e pelas violações da lei internacional, a razão poderá provavelmente entrar na sua narrativa política. Somente ao se mover além de protestos simbólicos, como a convocação de diplomatas, e empreendendo ações concretas, como o rompimento de relações, a comunidade internacional isolará quem perpetra terrorismo de estado. Todos os americanos deveriam proclamar alto e claro ao Presidente Obama – NUNCA MAIS. De outra forma, estando a Configuração do Poder Sionista ativa durante todas as horas de todos os dias da semana, o regime Obama, fiel à agenda sionista, mais uma vez focará a atenção no ataque ao Irã. As ações de Israel, hoje com a cumplicidade dos EUA, são um prelúdio ao tipo de força mortal que está reservado para a sabotagem do recente acordo diplomático Turquia-Brasil-Irã.

Este texto é dedicado aos bravos mártires turcos do Mavi Marmara, em 31 de maio de 2010, e aos 34 marinheiros americanos do USS Liberty, em 8 de junho de 1967 – todos vítimas de um impenitente estado criminoso – Israel.

O original em inglês encontrava-se em: http://lahaine.org/petras/articulo.php?p=1810&more=1&c=1
A versão em castelhano encontra-se em http://www.lahaine.org/index.php?p=46055 .

Tradução (do inglês) de RMP.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Políticos ocidentais: Covardes demais para ajudar a salvar vidas

Por Robert Fisk, The Independent, UK
Verdade é que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos.
Israel perdeu? A guerra de Gaza de 2008-09 (1.300 mortos) e a guerra do Líbano de 2006 (1.006 mortos) e todas as outras guerras e, agora, a matança da madrugada da 2a.-feira significam que o mundo afinal decidiu rejeitar o mando de Israel? Não esperem tanto. Mas, sim, algo aconteceu.
Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – que o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.
De fato, não, não é só mais uma estatística.
Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – atacaram Berlim. Uma população esfaimada (nossos inimigos, havia apenas três anos) estavam cercados por exército brutal, os russos, que haviam cercado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.
Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. Os senhores Attlee e Truman sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.
Hoje? Gente comum – europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto – sim, sim, santo Deus! Sobreviventes dos nazistas! –, os que decidiram viajar até Gaza, porque seus políticos e governantes os abandonaram, falharam, fracassaram.
Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da 2ª-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Sr. Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas... E Cameron? E Clegg?
Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.
Mas é fato irrecusável de que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por quê? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?
Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.
E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.
Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Cabnerra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas moradias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo, a Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?
Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.
Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos não têm o que dizer, hoje. Só os políticos estão calados.

domingo, 30 de maio de 2010

Israel recusa pacto antinuclear. Cadê as sanções?


Por Brizola Neto
"Segundo a BBC, o governo israelense divulgou hoje nota dizendo que o acordo fechado ontem entre 189 países – incluindo o Irã – para a transformação do Oriente Médio em uma zona livre de armas nucleares, proposta durante um encontro das Nações Unidas em Nova York. Israel disse que nem aceita participar das negociações, previstas para o início de 2012, por considerar o acordo “hipócrita” e “profundamente falho”.
A diplomacia americana, Madame Hillary Clinton e os jornais brasileiros, tão ácidos e céticos com o acordo de controle atômico assinado pelo Irã com Brasil e Turquia, não emitiram, até agora, uma pequena crítica que fosse. Que dirá ameaçar Israel com sanções, como fazem com os iranianos.
Enquanto isso, a “Flotilha da Liberdade”, com oito embarcações com mais de 700 ativistas de todas as partes do mundo – inclusive 15 parlamentares, de diversos países, se aproxima do litoral de Gaza, tentando levar ajuda humanitária para os palestinos que sofrem ali, há anos, o bloqueio das forças israelenses.
Espera-se que neste domingo a flotilha da liberdade chegar Gaza. A Marinha israelense havia ameaçou bloquear, mesmo com o uso da força, a frota de ajuda internacional com destino a Gaza, se insistir em se aproximar da costa do território palestino, disse neste sábado um porta-voz do Governo israelita . “Vamos tentar impedi-los de se aproximar da costa da Faixa de Gaza de forma pacífica, mas se eles insistem em passar, os bloquearemos”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Yigal Palmor. Ele diz , se os oito navios se recusarem, serão interceptados e encaminhados para o porto israelense de Ashdod, e seus tripulantes antes de colocados atrás das grades, informa o jornal ABC, da Espanha, porque aqui não saiu nada.
Aliás, eu tomei conhecimento disso pelo comentário da leitora Taciana e fui procurar informações sobre o assunto. Achei o site do movimento e, de lá, trouxe – legandado com a ajuda de dois companheiros, um vídeo impressionante sobre a ação da marinha israelense ao lago do litoral de Gaza, com ataques armados a barcos de pescadores indefesos, causando mortes, ferimentos e mutilações. Assistam. É impressionante."
( escrito por Brizola Neto e publicado em seu blog "Tijolaço" [título e imagem colocados por este blog]).

sábado, 6 de março de 2010

Genocídio estadunidense no Afeganistão




Ops, desculpa, foi engano! Por Elaine Tavares Estas notícias, todas as noites, sempre me enchem de uma absurda perplexidade. Diz o repórter, em tom monocórdio: “Mais 45 mortes em Bagdá”. E isso acontece todos os dias, 45, 34, 27, 50, os números variam por aí. Já passaram cinco anos da ocupação estadunidense no Iraque. E isso é notícia noite após noite. Banalizou. Morrer, no Iraque, é coisa normal. Ninguém sequer pestaneja, segue comendo, ou varrendo, ou fazendo o que seja, enquanto ouve a terrível notícia.
É que o Iraque está tão longe, quase ninguém tem algum parente lá, ou um conhecido. A dor dos iraquianos toca raras pessoas. Eu, por exemplo, me assombro a cada noite. Outro dia, o locutor informou com voz impassível: 27 civis foram mortos por engano no Afeganistão. Putz! E ele nem pestaneja, e logo segue outra notícia, de preferência alegre, para que as pessoas não fiquem estarrecidas diante do fato de que, num outro país distante, também ocupado desde há nove longos anos, morrem civis todos os dias, vítima da violência da ocupação. E só volta e meia algum destes ataques a civis sai na imprensa. Como esse da semana passada. É que o Afeganistão “saiu da pauta”. Há outras desgraças a perscrutar. Pois a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que é nome pomposo do braço armado estadunidense naquela região, divulgou que matou por engano os civis pensando que eram terroristas. Pois assim é a guerra “cirúrgica” promovida pelo exército mais poderoso da terra. Recrutam garotos sem oportunidades nos Estados Unidos, transformam os mesmos em máquinas de guerra, mas tiram deles a visão do horror. No geral, estão lá em cima, nos aviões, apontando para pontos escuros na terra, como se fosse um vídeo-game.
A guerra sem sangue, a “limpeza” clínica, cirúrgica, bem demarcada pelos radares. Só que os radares são observados por humanos que erram, e tampouco podem dizer se os pontinhos no chão são terroristas ou gente simples, que tenta viver a vida naquela região conflagrada e ocupada há quase uma década. Bueno, para os estadunidenses isso parece coisa irrelevante, visto que basta ser afegão ou iraquiano para ser terrorista, é como um sinônimo. Então, vez ou outra, alguns soldados de outras bandeiras, ou mesmo algum estadunidense com consciência, percebem que essa versão de “terroristas” que eles tem cravada nas retinas não é tão verdadeira assim. Então se dão conta de que aqueles pontos lá embaixo são mulheres lavando, crianças brincando, velhos tomando sol, homens trabalhando.
Então, ficam estupefatos. “São civis”! Aí uma boa alma admite o erro e pede desculpas. “Foi um engano, desculpa”. Mas essas desculpas são para quem? Aos mortos? Estes já estão em outro plano, bem melhor, nos braços de Alá. Aos vivos? E para que? Para que os desculpem por antecipação, caso o radar ou os olhos falhem outra vez?
O general McCrystal ainda tem a cara de pau de dizer que estão lá para proteger os afegãos. Proteger do quê, cara pálida? Os Estados Unidos ocuparam o Afeganistão para, segundo seu governo, levar a democracia e a liberdade. Mas, quem, além da mídia cortesã, acredita nisso ainda? Lá estão para garantir as plantações de ópio, para manter bases militares capazes de incendiar a região a qualquer momento, para garantir seu poder de polícia do mundo. Pouco importa se para isso tenha que matar o povo inocente.
A nós, aqui, cabe o assombro, a perplexidade diante do cinismo: “ops, desculpa, foi engano”. E assim segue a vida, na apatia de ver o ladrão entrando na casa do vizinho. Fecha-se a janela com vagar, para não ser visto. Até que um dia, o ladrão entra no nosso quintal... Elaine Tavares é jornalista
Fonte: Resvista CAros Amigos

sábado, 9 de janeiro de 2010

ISRAEL DISTRIBUI MÁSCARAS ANTI-GÁS


O estado do apartheid nazi-sionista principiou a distribuir máscaras anti-gás a toda a sua população, inclusive as crianças. O governo israelense não apresentou qualquer razão oficial para essa iniciativa.
Não há qualquer indicação de ataque ou ameaça contra o estado de Israel e acredita-se que nenhum país do Médio Oriente possua armamento para guerra química ou biológica. A distribuição das máscaras anti-gás levanta portanto a suspeita de que o estado nazi-sionista esteja a planear um ataque. Sectores da extrema-direita dos EUA acalentam a ideia de Israel actuar como proxy num ataque ao Irão. A notícia está em The European Union Times .

Charges Latuff

sábado, 17 de outubro de 2009

ONU aprova relatório condenando massacres israelenses em Gaza

Por Celso Lungaretti em 16/10/2009

A Folha OnLine informou que o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas aprovou o Relatório Goldstone, que imputa crimes de guerra a Israel (principalmente) e ao Hamas nos eventos de dez/08 e jan/09, que culminaram com a campanha genocida movida pelo estado judeu contra os palestinos de Gaza.
Para quem não se lembra, tal relatório é extremamente contundente quanto às responsabilidades de Israel.
Segundo o documento, a ofensiva de Israel foi direcionada contra “o povo de Gaza em conjunto”, configurando “uma política de castigo”.
Mais: “Israel não adotou as precauções requeridas pelo direito internacional para limitar o número de civis mortos ou feridos nem os danos materiais”.
Portanto, o estado judeu “cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade”.
A missão de investigação da ONU analisou 36 episódios ocorridos em Gaza, entre eles “alguns nos quais as forças armadas israelenses lançaram ataques diretos contra civis, com consequências letais”.
Pior ainda, os militares judeus incorreram exatamente nas mesmas práticas que seu povo tanto deplorava nos nazistas: “Outros incidentes que detalhamos se referem ao emprego pelas forças israelenses de escudos humanos, em violação de uma sentença anterior do Tribunal Supremo israelense que proibiu essa conduta”.
Embora recriminando secundariamente o Hamas, a missão constatou a extrema desproporção entre os ataques sofridos por Israel e a forma avassaladora como reagiu. Foi o que o juiz Goldstone explicou à imprensa, quando divulgou o relatório, no final de setembro:
“O ataque contra a única fábrica que seguia produzindo farinha, a destruição da maior parte da produção de ovos em Gaza, a destruição com escavadeiras de enormes superfícies de terra agrícola e o bombardeio de 200 fábricas, não podem ser justificados de nenhuma maneira com razões militares. Esses ataques não tiveram nada a ver com o disparo de foguetes e morteiros contra Israel”.
A missão recomendou, ainda, à Assembleia Geral da ONU que promovesse uma discussão urgente sobre o emprego do fósforo branco, usado indiscriminadamente pelos israelenses contra a população civil de Gaza. A utilização militar do fósforo branco é proibida tanto pela Convenção de Genebra quanto pela Convenção de Armas Químicas.
ATÉ ALIADOS PEDEM A ISRAEL QUE APURE MATANÇAS
O fato de um relatório tão incisivo quanto este obter a aprovação da ONU é um indício seguro de que a rejeição universal aos massacres israelenses está causando constrangimentos até mesmo aos aliados tradicionais do estado judeu: estes não só deixaram de empenhar-se seriamente em impedir a aprovação do documento, como estão pressionando Israel a investigar as matanças e punir os culpados.
Eis os principais trechos da notícia da Folha OnLine:
“O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta sexta-feira o Relatório Goldstone que condena Israel e o movimento islâmico palestino Hamas por crimes de guerra durante a ofensiva israelense iniciada no ano passado contra a faixa de Gaza.
“O relatório Goldstone (…) apontou a ocorrência de crimes de guerra por parte de Israel e do Hamas durante os 23 dias da operação que causou a morte de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, segundo informações de hospitais locais e de ONGs israelenses, palestinas e internacionais.
“Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, a operação deixou 1.434 palestinos mortos — incluindo 960 civis, 239 policiais e 235 militantes. Já as Forças de Defesa israelenses admitiram ter matado 1.370 pessoas, incluindo 309 civis inocentes, entre eles 189 crianças e jovens com menos de 15 anos”.
“O relatório (…) afirma que Israel fez uso desproporcional da força e violou o direito humanitário internacional. O texto porém pondera que o lançamento de foguetes pelos insurgentes palestinos — que motivaram a operação, segundo o governo de Israel– também configura crime de guerra.
“O relatório recomenda ainda que o Conselho de Direitos Humanos da ONU exija que os dois lados investiguem suas atuações, sob a ameaça de transferir o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
“Tanto Israel quanto Hamas rejeitam as acusações do relatório, que é mais crítico aos israelenses que aos palestinos.
“Em uma reunião especial do Conselho de Segurança da ONU nesta semana, aliados ocidentais de Israel pressionaram nesta quarta-feira o país a investigar as acusações do relatório Goldstone sobre crimes de guerra ocorridos durante a ofensiva (…) na faixa de Gaza. Israel, que esperava o apoio dos Estados Unidos contra o documento, disse que o relatório é uma perda de tempo para o conselho.


Fonte: http://www.consciencia.net/?p=955