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domingo, 10 de janeiro de 2010

PM de Serra usa violência para conter mobilização contra Kassab

Foto - http://noticias.terra.com.br/

Foto: Arquivo CUT

A manifestação na tarde desta quinta-feira (7/1), na região central de São Paulo, que reuniu cerca de 300 estudantes para protestar contra o aumento da tarifa do ônibus prometia ser pacífica. A passeata foi motivada pelo aumento superior a 17% sobre o valor da passagem. A PM utilizou cassetetes, balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral para reprimir o ato.
Ato começou pacíficoPor volta das 17h desta quinta-feira (7/1), uma passeata deixou frente do Teatro Municipal de São Paulo e percorreu as ruas do centro histórico com apitos, instrumentos de percussão, narizes de palhaço, faixas e palavras de ordem. Os manifestantes distribuíram ainda panfletos à população alertando que o aumento de R$ 2,30 para R$ 2,70 (17,4%), definido pelo prefeito Gilberto Kassab, e válido desde o dia 4 de janeiro de 2010, além de superior à inflação do período – na casa dos 15% -, coloca a passagem paulistana como a segunda mais cara do país.O clima tranquilo, porém, mudou quando o grupo se aproximou do Terminal Parque Dom Pedro, um dos mais movimentados da capital. Como já acontecera em outros atos públicos, a marcha foi recebida por policiais militares munidos de cassetetes, balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral, em mais um belo exemplo do apreço do governo José Serra pelo diálogo com os movimentos sociais.
Foto - Nelson Antoine/AE

Foto - Arquivo cut

Estudante é detida após chamar ação da PM de fascista

No início da noite, um espetáculo deprimente tomou conta das ruas próximas. Mesmo após a dispersão das pessoas presentes na manifestação, soldados da PM lançavam bombas contra a passarela de acesso ao local e em pontos de ônibus na rua 25 de Março, atingindo mesmo quem não tinha qualquer ligação com o protesto.
Da mesma forma que ocorreu no primeiro semestre de 2009, quando a polícia militar foi convocada para acabar com a mobilização de estudantes em apoio aos funcionários em greve da USP, a ordem parecia ser exterminar qualquer sinal de enfrentamento, como ficou claro quando uma mulher recebeu uma 'gravata' de um policial e foi jogada dentro de um camburão após chamar os soldados ali presentes de fascistas

A diretora da União Estadual dos Estudantes (UEE-SP) Roberta Costa exibe os ferimentos


Ferimentos

“Estávamos fazendo um protesto pacífico, queríamos apenas panfletar, levar informação às pessoas que utilizam os ônibus, mas a PM já chegou batendo quando tentamos entrar no terminal”, contou a diretora da União Estadual dos Estudantes (UEE-SP) Roberta Costa, uma das pessoas que exibia marcas roxas e feridas nos braços e pernas, após ser atingida por golpes de cassetete e balas de borracha.
Com o fim da confusão, a população que presenciou a atuação dos agentes da segurança pública aplaudiu ironicamente os policiais que caminhavam rumo à entrada do terminal.
O comando da operação não informou o número de detidos, mas estima-se que ao menos três pessoas tenham sido presas e levadas ao 1° DP, na Sé. Em breve, o clima pode esquentar mais uma vez.
O governo José Serra prevê anunciar o aumento das tarifas dos trens e metrôs da CPTM já em fevereiro ( Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=122387&id_secao=8)

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Aumento da tarifa é um roubo!



O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, começou o ano com um duro ataque aos trabalhadores e à juventude. No dia quatro de janeiro a tarifa do ônibus na cidade aumentou de R$ 2,30 para R$ 2,70 e a integração com o metrô passou de R$ 3,65 para R$ 4,00. O aumento atual, de 17,4%, está muito acima da inflação do período sem aumento nas tarifas. Sem contar os aumentos exorbitantes feitos anteriormente.O passageiro que utilizar, em média, duas integrações por dia, gastará R$ 240 em um mês, o que representa quase a metade do salário mínimo.

Estudos indicam que mais de três milhões de pessoas vão a pé para o trabalho ou para escola por não terem dinheiro para pagar a passagem. Essa situação se agrava cada vez mais, pois o transporte coletivo está nas mãos das empresas privadas que usurpam um serviço público para obterem milhões em lucros.

Esse aumento prejudica ainda mais os estudantes que, mesmo tendo direito à pagar meia passagem (e estão sujeitos às empresas como a UMES que cobram caro pelas carteirinhas), ficam ainda mais limitados para estudar ou ter algum tipo de atividade cultural ou de lazer. O aumento da tarifa foi feito no período das férias escolares para dificultar a mobilização estudantil.

Mesmo assim, já existe mobilização nas ruas da cidade de São Paulo contra os abusos de Kassab/Serra.Em um momento que começam a surgir mobilizações na cidade contra o caos causado pelas enchentes, nesta quinta-feira, dia 7, nosso partido (o PSTU) se somou a diversas organizações em uma passeata que reuniu cerca de 500 pessoas e que percorreu as ruas do centro, saindo do Teatro Municipal passando pela Praça da Sé e seguindo até o Terminal Parque Dom Pedro.

A passeata seguiu com apitos, músicas e confetes e entre gritos de “Se a tarifa aumentar a cidade vai parar”, a manifestação foi bem recebida pela população que saía às janelas dos prédios para cantar junto.Os manifestantes queriam levar o ato para dentro do Terminal, convidando a população a protestar também e fazendo um “catracaço”, deixando que os passageiros entrassem nos ônibus sem pagar, mas quando estavam se aproximando da entrada foram barrados pela polícia que em seguida lançou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

A polícia correu atrás dos manifestantes, dispersando o ato com spray de pimenta e cassetetes e não parou quando estes se refugiaram próximo às barracas do comércio e foram jogadas bombas entre os lojistas, que tiveram que abaixar as portas, e entre os consumidores, que tiveram que se esconder. Mais de dez manifestantes foram detidos e vários ficaram feridos. A despesa dos usuários de transporte público em São Paulo deverá subir ainda mais nos próximos meses, já que o Metrô, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e empresas de ônibus intermunicipais anunciaram que também reajustarão o valor de suas tarifas.Apesar da repressão de
Kassab e Serra a mobilização continuará!
Cancelamento do aumento da tarifa!
Estatização do transporte público em São Paulo!
Transporte público, barato e de qualidade para todos!