Por que o CORONAVÍRUS pode parar a sua vida?
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sábado, 21 de março de 2020
sábado, 1 de fevereiro de 2020
Por que temos que tomar banho?
Saiba que a responsável por essa exigência é a sua pele.Chegou a hora de saber por que você, que faz de tudo para se manter limpinho, é obrigado a tomar todos os dias aquela boa chuveirada. A responsável por essa exigência, anote, não é a sua mãe, é a sua pele, a barreira natural à entrada de microrganismo no corpo.
Há na pele as células que formam a epiderme (a camada mais externa da pele, essa que tocamos), que é como um tecido mesmo, como o de nossas roupas. Sobre as células da epiderme há uma camada de queratina, uma proteína que não deixa passar água para o lado de dentro. Além disto, ainda temos os poros – os pequeninos orifícios por onde sai o suor – e as glândulas sebáceas, que acompanham os pêlos que recobrem toda a superfície do corpo, exceto a palma da mão e a sola dos pés.
Todos os dias nossa pele é renovada, mandando embora algumas células mortas misturadas com queratina e formando um tecido novinho em folha.
Uma coisa que nem todo mundo sabe é que sobre a nossa pele e mucosas – mucosa é a pele fininha e úmida, como a da boca e a do interior do nariz – existem bactérias chamadas comensais, isto é, bactérias que convivem conosco sem necessariamente causarem doença. Elas têm uma função importante: não permitir que outros microorganismos mais perigosos à saúde se estabeleçam na pele e mucosas. Se as comensais não estiverem presentes em número adequado, o equilíbrio entre a proteção e agressão é rompido e podemos adoecer.
Se deixarmos que os resíduos naturais da pele se acumulem (suor, sebo, células mortas), as bactérias comensais podem se multiplicar de forma descontrolada e danificar a pele, além de abrir espaço para outras bactérias mais nocivas. Desta forma, abrem-se feridas na nossa pele, permitindo a entrada de microorganismos indesejados em nosso corpo.
Logo, tomar banho não é só para ficar cheiroso. Mas se você estiver cheirando mal significa que muitas bactérias e restos de pele se acumularam. A saída é procurar o chuveiro mais próximo.
Quando tomamos banho, removemos os resíduos naturais acumulados e o equilíbrio entre as comensais e a pele é mantido. Mas, cuidado! O banho em excesso pode matar as bactérias comensais, e isso não é nada bom. Lembre-se que as comensais são importantes na defesa contra outros microorganismos, mas elas mesmas podem causar doenças quando em número excessivo. Basta um pouco de sabonete comum e água para limparmos a pele e mantermos as bactérias que nos protegem no número certo. E aí, está precisando de uma chuveirada?!
Mãos à água!
Elas entram em contato com muitas coisas e podem levar microorganismos nocivos para a boca, os olhos e outras partes do corpo. Por isso, as mãos pedem atenção especial. Devem ser lavadas antes das refeições, depois de ir ao banheiro e sempre que tiverem contato com sujeira. A pele da palma das mãos é diferente do restante do corpo, e pode ser lavada mais vezes.
Fonte: Revista Ciencia Hoje das Crianças 176 – janeiro/fevereiro 2007 - Disponível em http://http://cienciahoje.uol.com.br/66585 (acesso
12/10/2009)
Pangolim, mamífero em extinção, pode ser possível hospedeiro intermediário do coronavírus, dizem cientistas chineses
Pangolim,
mamífero em extinção, pode ser possível hospedeiro intermediário do
coronavírus, dizem cientistas chineses - Afirmação é de pesquisadores da Universidade de
Agricultura do Sul da China.
O pangolim, um pequeno mamífero conhecido por suas
escamas e ameaçado de extinção, pode ter tido um papel intermediário na
transmissão ao homem do novo coronavírus, que já matou mais de 600 pessoas na
China, de acordo com as agências de notícias Reuters e France
Presse.
A afirmação é de pesquisadores da Universidade de
Agricultura do Sul da China. Eles identificaram o pangolim como um possível
"hospedeiro intermediário" que facilitou a transmissão do vírus,
informou a universidade em um comunicado, sem dar mais detalhes.
"Esta última descoberta será de grande
importância para a prevenção e o controle da origem [do vírus]", informou
a Universidade Agrícola do Sul da China, que liderou a pesquisa, em comunicado
em seu site.
Dirk Pfeiffer, professor de veterinária da
Universidade da Cidade de Hong Kong, alertou que o estudo ainda está longe de
provar que os pangolins transmitiram o vírus, segundo relato à Reuters.
"Você só pode tirar conclusões mais
definitivas se comparar a prevalência [do coronavírus] entre espécies
diferentes com base em amostras representativas, o que essas quase certamente
não são", afirmou Dirk Pfeiffer.
Mesmo assim, Pfeiffer afirma que ainda é necessário
estabelecer um vínculo com os seres humanos através dos mercados de alimentos
de Wuhan, considerado o ponto inicial da transmissão do vírus.
Embora protegido pelas leis internacionais, o
pangolim é um dos mamíferos mais traficados da Ásia. Sua carne é considerada
uma iguaria em países como a China e o Vietnã e suas escamas são usadas na
medicina tradicional, de acordo com a organização não-governamental World
Wildlife Fund (WWF).
Em 2016, a Convenção Internacional sobre o Comércio
de Espécies Selvagens Ameaçadas de Extinção introduziu o pangolim em uma lista
que proíbe sua comercialização. De acordo com as ONGs, porém, apesar desta medida,
o tráfico ilegal dessa espécie continua aumentando.
Do morcego ao pangolim
Pesquisas anteriores já traçaram que os genomas do 2019-nCOV e os
que circulam no morcego são 96% idênticos.
O vírus do morcego não é, porém, capaz de se fixar em humanos
receptores e, sem dúvida, precisa passar por outra espécie para se adaptar ao
homem, o que é chamado de "hospedeiro intermediário".
Uma das
possibilidades investigadas pelos cientistas é a de que os morcegos são o
reservatório do vírus, que se espalhou de morcegos para humanos através do
tráfego ilegal de pangolins.
Pesquisa
Os cientistas estudaram 1 mil amostras de animais
selvagens. Com isso, determinaram que os genomas das sequências de vírus
estudadas no pangolim eram 99% idênticos aos dos pacientes infectados pelo
coronavírus em Wuhan.
Dada a natureza
do novo coronavírus, os especialistas suspeitam de que havia um mamífero que
agia como um "hospedeiro intermediário". Por algum tempo, pensaram
na cobra, mas essa hipótese foi descartada.
Na epidemia de
Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), entre 2002 e 2003 na China, também
causada por um coronavírus, o hospedeiro era o civet, um pequeno mamífero de
carne muito apreciada na China.
Para conter a
epidemia, o governo chinês anunciou, no final de janeiro, uma proibição
temporária do comércio de animais silvestres. Criação, transporte e venda de
todas as espécies selvagens também estão proibidos por tempo indeterminado.
Todos os anos,
100.000 pangolins são comercializados ilegalmente na Ásia e na África, sendo
uma espécie mais cobiçada por traficantes de animais selvagens do que elefante,
ou rinoceronte, segundo a ONG WildAid.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
Peixe pode ter sido hospedeiro do novo coronavírus, diz pesquisa
Estudo indiano encontrou vestígios da espécie 'Myripristis murdjan' em
seu DNA, o que indica que ele pode ter sido o hospedeiro da doença
“DNA do peixe Myripristis murdjan está presente no código
genético do novo coronavírus Foto: Reprodução”
RIO — Um estudo indiano encontrou vestígios de DNA do peixe
da espécie Myripristis murdjan no código genético do novo coronavírus. Isso significa
que ele pode ter sido o hospedeiro anterior à contaminação humana.
O trabalho
lembra que esse novo vírus está associado a um surto de doença
respiratória febril na cidade de Wuhan,
província de Hubei, na China, com uma associação epidemiológica ao
mercado atacadista de frutos do mar de Huanan, que
vende animais silvestres vivos.
Coronavírus: O
que se sabe até agora?
A Organização Mundial
da Saúde (OMS) decretou nesta quinta-feira emergência de
saúde pública de interesse internacional por conta da epidemia do coronavírus,
que já deixou 213 mortos na China e
mais de 9 mil infectados. É a sexta vez que a entidade aciona o
dispositivo desde a criação do mecanismo, em 2005.
O estudo é conduzido por Arunachalam
Ramaiah, da Universidade da Califórnia e do instituto indiano Tata for Genetics
and Society, e por Vaithilingaraja Arumugaswami, também da Universidade da
Califórnia.
O objetivo do estudo é,
segundo os autores, encontrar "determinantes imunológicos de seu
proteoma", o que seria "crucial para a contenção de surtos e os
esforços preventivos".
"A
identificação das espécies animais de origem para esse surto facilitaria as
autoridades globais de saúde pública a inspecionar a rota comercial e o
movimento de animais selvagens e domésticos em Wuhan e tomar medidas de controle
para limitar a propagação desta doença", afirma o documento, publicado no
portal Biorxiv.
A pesquisa afirma que
os coronavírus são comumente encontrados em espécies de animais como morcegos,
camelos e seres humanos.
Ocasionalmente, os
vírus em animais podem adquirir mutações genéticas por erros durante a
replicação do genoma ou mecanismo de recombinação, o que pode expandir ainda
mais seu contágio em seres humanos.
Os primeiros
coronavírus em humanos, segundo o estudo indiano, foram descobertos em meados
da década de 1960. Um total de seis tipos de CoV humanos foi identificado como
responsável por causar doenças respiratórias humanas.
"Normalmente,
esses CoVs causam infecção assintomática ou doença respiratória aguda grave,
incluindo febre, tosse e falta de ar. No entanto, outros sintomas, como
gastroenterite e doenças neurológicas de gravidade variável, também foram
relatados".
Morcego
Outro estudo, publicado
na terça-feira na revista "Science China Life Sciences", patrocinado
pela Academia Chinesa de Ciências de Pequim, analisou a
relação entre a nova cepa e outros vírus.
A pesquisa aponta que o
coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan está estreitamente relacionado a uma
cepa existente em morcegos.
Essa teoria levanta a
possibilidade de o vírus ter se originado em morcegos e ter sido transmitido
aos humanos por cobras.
"Os resultados
derivados de nossa análise de sequência sugerem pela primeira vez que a cobra é
o reservatório de animais silvestres mais provável", escreveram os
cientistas.
O estudo sugere ainda
que o 2019-nCoV pode ter sido resultado de uma combinação de vírus de
morcegos e cobras, o que acontece quando animais vivos são mantidos juntos
em locais fechados.
Coronavirus e 'sopa de morcego"? Teoria de conspiração e fake news se espalham com avanço de surto
Coronavirus e 'sopa de morcego"? Teoria de conspiração e fake news
se espalham com avanço de surto
“Passageiro
mostra ilustração do coronavírus em seu celular no aeroporto de Guangzhou, na
província chinesa de Guangdong”
O número de casos
confirmados subiu para 7.711 e lugares como Hong Kong anunciaram planos de
proibir viagens para a China continental na tentativa de conter o avanço do
vírus.
Mas não é só a
doença que se espalha pela China e por outros países — a desinformação também
cresce em ritmo alarmante e teorias de conspiração se espalham pelas redes.
Você deve ter visto, por exemplo, os já famosos vídeos virais sobre sopas de
morcego.
Desde a divulgação
dos primeiros casos, a origem do coronavírus é alvo de debate na internet. Isso
ganhou força com uma série de vídeos que supostamente mostrariam chineses
comendo morcegos em meio a eclosão do vírus na cidade de Wuhan.
Um dos vídeos
mostra uma mulher chinesa sorridente mostrando um morcego cozido para a câmara
e dizendo que ele "tem gosto de frango". O vídeo causou revolta e
alguns internautas começaram a culpar os hábitos alimentares dos chineses pela
expansão da doença.
Mas o vídeo não foi
filmado em Wuhan, nem na China. Originalmente filmado em 2016, ele mostra a
blogueira e apresentadora Mengyum Wang durante uma viagem a Palau, um
arquipélago no oceano Pacífico.
Morcegos
O vídeo voltou à
tona nas redes sociais depois que casos de coronavírus emergiram em Wuhan no
fim do ano passado.
Em meio à reação
negativa nas redes, Wang pediu desculpas, dizendo que ela estava "apenas
tentando apresentar a vida das pessoas locais" a sua audiência e não sabia
que morcegos poderiam ser vetores de vírus.
O vídeo dela foi
tirado do ar desde a controvérsia.
“Wang
pediu desculpas, dizendo que ela estava "apenas tentando apresentar a vida
das pessoas locais" a sua audiência”
Acredita-se que o
novo coronavírus tenha surgido a partir do comércio ilegal de animais selvagens
em um mercado de frutos do mar em Wuhan.
Apesar de os
morcegos terem sido citados em pesquisa chinesa recente como possível origem do
vídeo, a sopa de morcego não é particularmente comum no país e as investigações
sobre a origem real da doença continuam.
'Epidemia
planejada'
Com o anúncio do
primeiro caso de coronavírus nos EUA, na semana passada, começaram a circular
pelo Twitter e pelo Facebook documentos de registros e patentes que à primeira
vista sugeririam que especialistas sabiam da existência do vírus há anos.
Um dos primeiros a
ecoarem essas suspeitas foi o youtuber Jordan Sather, um conhecido adepto de
teorias de conspiração.
Em em uma longa
sequência de tuítes compartilhada milhares de vezes, ele compartilhou um link
para um registro de 2015 feito pelo Instituto Pirbright, em Surrey, na
Inglaterra, que fala sobre o desenvolvimento de uma versão enfraquecida do
coronavírus para uso potencial em vacinas para prevenir ou tratar doenças
respiratórias.
O mesmo link também
circulou amplamente em grupos antivacinas no Facebook.
Sather usou o fato
de que a Fundação Bill & Melinda Gates é doadora tanto do Instituto
Pirbright quanto de órgãos ligados ao desenvolvimento de vacinas para sugerir
que a eclosão atual do vírus estaria teria sido deliberadamente fabricada para
atrair recursos para a criação de uma vacina.
"Quanto
dinheiro a Fundação Gates deu para programas de vacinação ao longo dos anos? O
surto da doença foi planejado? A imprensa está sendo usada para espalhar medo
sobre isso?", tuitou Sather.
Mas a patente do
Pilbright não é para o novo coronavírus. O documento é um registro sobre a
bronquite infecciosa das galinhas (BIG), uma linhagem que faz parte da grande
família do coronavírus e que afeta aves.
Sobre a especulação
em torno da Fundação Bill & Melinda, a porta-voz da Pirbright, Teresa
Maughan, disse ao site Buzzfeed News que o estudo do instituto sobre o vírus da
bronquite infecciosa não foi financiado pela fundação.
Conspirações de
'armas biológicas'
“Artigos
falsos sobre origem da doença foram compartilhados por centenas de perfis,
atingindo milhões de pessoas”.
Outra afirmação sem
embasamento que viralizou sugere que o vírus seria parte de um "programa
secreto de armas biológicas" da China e teria sido espalhado pelo
Instituto de Virologia de Wuhan.
Muitos perfis citam
dois artigos amplamente compartilhados do jornal Washington Times que citam uma
frase de um ex-oficial da inteligência israelense sobre o tema.
No entanto, nenhum
dos dois artigos apresenta provas para a alegação e a fonte israelense diz nos
textos que "até o momento, não há evidência ou indicação" que sugira
que o instituto tenha espalhado o vírus.
Os dois artigos
foram compartilhados por centenas de perfis, atingindo milhões de pessoas. A
BBC News pediu comentários ao Washington Times, mas não obteve resposta.
O jornal britânico
Daily Star publicou uma notícia similar na semana passada, afirmando que o
vírus pode ter surgido em um laboratório secreto.
No entanto, a
reportagem foi alterada e o jornal adicionou que não havia provas para a
sugestão.
Pesquisas oficiais
indicam que o vírus teria emergido do comércio ilegal de animais selvagens no
mercado Huanan, que vende frutos do mar em Wuhan.
'Equipe de
espionagem'
Outra teoria
associou incorretamente o vírus à suspensão de uma pesquisadora do Laboratório
Nacional de Microbiologia do Canadá.
A virologista
Xiangguo Qiu, seu marido e alguns de seus estudantes chineses teriam sido
afastados do laboratório no ano passado após desobedecerem regras, de acordo a
TV pública canadense CBC. Na época, a polícia informou à rede que "não
houve ameaças à saúde pública".
Outra teoria aponta
que a virologista Qiu visitou duas vezes por ano, durante dois anos, o
Laboratório Nacional de Biosegurança de Wuhan, da Academia Chinesa de Ciências.
Um texto com mais
de 12 mil retuítes e 13 mil curtidas — dizia, sem provas, que Giu e seu marido
seriam uma "equipe de espiões" que teria enviado "agentes
patogênicos" para Wuhan, e que o marido seria "especialista em
coronavírus".
Nenhuma das três
afirmações do tuíte pode ser encontrada nas reportagens transmitidas pela CBC.
Os termos coronavírus e espiões nem aparecem nas matérias.
A CBC informou que
as alegações não têm fundamento.
Vídeo da 'enfermeira de Wuhan'
Versões distintas
do vídeo de uma "denunciante", supostamente registrado por um
"médico ou enfermeira" na província de Ubei, acumularam milhões de
visualizações em várias redes sociais e apareceram em diversos blogs.
A versão mais
popular foi divulgada no YouTube por um usuário coreano e trazia legendas em
inglês e coreano — o vídeo já foi tirado do ar.
De acordo com as
legendas em inglês, a mulher seria uma enfermeira no hospital de Wuhan. No
entanto, ela não diz em nenhum momento ser enfermeira ou médica no vídeo. Isso
parece ser apenas um chute feito pelos que compartilharam as imagens.
A mulher, que não
se identifica, está vestindo roupa de proteção em um local desconhecido. No
entanto, seu traje e a máscara não são os mesmos usados pela equipe médica em
Hubei.
Devido a um
bloqueio imposto pelas autoridades, é difícil verificar vídeos da província.
Mas a mulher faz uma série de afirmações infundadas sobre o vírus, o que torna
improvável que ela seja enfermeira ou paramédica.
Ela diz, por
exemplo, que o número real de pessoas infectadas na China é de 90 mil. Mas,
segundo dados oficiais, houve pouco mais de 7.700 infecções confirmadas até a
publicação desta reportagem.
Ela também afirma
que o vírus tem uma "segunda mutação", que poderia infectar até 14
pessoas. A Organização Mundial da Saúde tinha estimado, preliminarmente, que o
número de infecções que um indivíduo portador do vírus poderia causar é de 1,4
a 2,5. Mas autoridades chinesas relataram nesta quinta o caso de um paciente
"supercontagiante" que teria infectado ao menos 14 pessoas.
Seja como for,
segundo Muyi Xiao, nativo de Wuhan e editor de imagens da revista online
ChinaFile, a "enfermeira de Wuhan" não parece "alguém com
formação profissional médica".
Embora a
localização exata do vídeo seja desconhecida, é provável que a mulher seja um
residente de Hubei compartilhando sua opinião pessoal sobre o surto.
"Acho que há
[uma] possibilidade de que ela ache que está dizendo a verdade. Porque ninguém
sabe a verdade", disse à BBC Badiucao, um ativista político chinês
atualmente baseado na Austrália.
"A falta de
transparência deixou as pessoas à mercê de palpites e pânico", disse.
*Com reportagem da
BBC Monitoring e da BBC UGC Newsgathering
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51311226
Com medo de coronavírus, população escancara xenofobia e racismo
O surto de coronavírus já matou cerca de 100 pessoas e já atingiu mais de 15 países. No
entanto, a ameaça não está comprovada no Brasil.
Mesmo assim, uma
combinação de falta de informação com preconceitos enraizados em nossa
sociedade faz com que parte da população veja a comunidade chinesa presente no
País como uma ameaça.
Segundo especialistas ouvidos pelo
Yahoo, esse medo não faz o menor sentido e só mostra que o problema das fake
news e do racismo precisam ser controlados com mais entusiasmo do
que a própria doença.
De acordo com o professor Cláudio
Falcão, diretor do Sistema de Ensino PH, “o verdadeiro vírus é o
preconceito”. “Talvez seja mais fácil de combater a doença do que o
racismo. Para esse problema, não existe uma vacina ou um remédio que ajude
a curar isso a curto prazo. A humanidade luta contra o preconceito racial há
muitos anos”, afirma.
Falcão afirma que, depois da segunda
guerra mundial, as pessoas passaram a prestar mais atenção em questões que
diziam respeito aos direitos humanos. Porém, ele constata que, em situações em
que o medo aparece de forma latente, a humanidade passa a utilizar argumentos
racistas para segregar pessoas.
Um exemplo histórico desse tipo de
comportamento foi quando, nos anos 80, as pessoas diziam que o vírus da Aids
estava diretamente ligado às pessoas homossexuais. Com o tempo, foi comprovado que a
doença atingia as pessoas heterossexuais também. No entanto, algumas
pessoas continuam usando isso como argumento para atitudes homofóbicas até
hoje.
De acordo com o professor Sebastian
Fuentes, do Anglo Vestibulares, o problema vai muito além de uma doença
específica. “A questão é que as pessoas já tinham preconceitos contra os
homossexuais, mas isso não se justificava por absolutamente nada”, diz.
“Então, algumas pessoas enxergaram
nisso uma maneira de justificar o preconceito dizendo que a Aids poderia ser
contagiosa e que, por isso, não se podia nem encostar em um gay. Mas sabemos
que isso é irreal”, afirma.
Falcão concorda com Fuentes e
acrescenta que a homofobia, o machismo e o racismo sempre vão enxergar o outro
como uma ameaça. Portanto, de acordo com o raciocínio dessas pessoas, o mal só
pode vir de alguém que é diferente. “Se eu já não tolero o outro, a doença
vem como uma desculpa para o meu preconceito”, explica.
Fuentes também lembra da crise de
ebola como um outro episódio que gerou pânico entre a população e fez com que
casos de racismo fossem escancarados. “Assim que ele chegou no Brasil, as
pessoas viam nas notícias que ele era trazido pelos africanos. O problema de
você colocar uma localização na origem dessa doença é que você atrai uma
xenofobia”, explica.
“Muitas pessoas pensam que africano é
a mesma coisa que negro e que qualquer negro pode estar contaminado com ebola.
Muitas pessoas pensam que o branco não pode pegar a doença. Eu me lembro de
ouvir falar que ebola era uma coisa de negro, de ex-escravo… eram coisas bem
pesadas, mas que estavam no dia a dia”, afirma.
Agora, com o coronavírus, algumas
pessoas estão usando a doença como uma desculpa para jogar todo tipo de
preconceito contra asiáticos, em especial, contra a comunidade chinesa.
“Eu vi uma reportagem que dizia ‘veja
quais são as doenças originárias da China’. Uma pessoa vê uma reportagem como
essa e ela começa a achar que a China é um lugar que tem muitas doenças. É um
problema de comunicação. Aliado a isso, temos as fake news que
são passadas pelo WhatsApp. Isso gera pânico nas pessoas”, diz.
“Também vi um jornal francês que
publicou uma reportagem chamando o coronavírus de ‘perigo amarelo’, o que é
completamente xenofóbico. Também falaram que o vírus estava em uma sopa de
morcego, o que já foi provado que estava errado. E, com essas matérias, apareciam
fotos de chineses comendo essa sopa”, afirma.
Isso, segundo ele, traz uma impressão
de que essas pessoas são “selvagens”. No entanto, o professor lembra que
no Brasil, por exemplo, comemos coração de galinha e tripa, o que também pode
ser visto por outros países como algo fora do comum.
Segundo Falcão, é preciso que a
população se preocupe mais com as causas desse tipo de doença como o
desmatamento, o consumo de carne e a urbanização desenfreada de áreas que
pertenciam aos animais. “A globalização favorece o contato com esse vírus.
Porém, por outro lado, ela faz com que exista uma maior estratégia de combate e
controle a ele”, diz.
Fonte: Por Giorgia
Cavicchioli - https://br.noticias.yahoo.com/coronavirus-xenofobia-racismo-201706957.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004&fbclid=IwAR2Ni1xoMdU14BHBBohNghldWIHy6E-YKbhx-CtD-nFsHwj7ZOlimreZDxU
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