domingo, 18 de novembro de 2018
É verdade que o Brasil comprou o Acre por um cavalo?
Não. A versão mais aceita é a de que o Brasil propôs um negócio um pouco menos absurdo para a Bolívia: cedeu terras, prometeu construir uma estrada e pagou uma grana em troca do Acre. Para enfeitar a história, há o detalhe este pacotão de “presentes” incluiria dois cavalos. Mas nem todo mundo concorda que houve algum equino envolvido na troca.
A história do cavalo, mencionada pelo presidente boliviano Evo Morales durante a recente crise do petróleo na Bolívia, não tem muito fundamento histórico. Segundo o Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903, o Brasil recebeu a posse definitiva do território do Acre, cedido pela Bolívia, em troca de áreas no Mato Grosso, mais o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e o compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré.
“Apesar de alguns historiadores fazerem referência à doação, por parte do Brasil, de dois cavalos brancos como símbolo da amizade entre os dois povos, não consta do Tratado de Petrópolis qualquer referência ao fato levantado por Evo Morales”, afirma o historiador Oscar Medeiros Filho, da Universidade de São Paulo.
O Acre, aliás, sempre foi na prática um território mais brasileiro que boliviano. Desde meados do século 19, migrantes brasileiros, vindos principalmente dos estados do Nordeste, ocupavam a área, oficialmente sob controle boliviano, trabalhando na extração da borracha. No final daquele século, a Bolívia tentou implantar um sistema que lhe permitisse a manutenção daquele território, mas eram muitas as suas dificuldades, pois o Estado boliviano não tinha presença efetiva na região.
Os bolivianos decidiram, então, arrendar a área a uma companhia de capital estrangeiro, a Bolivian Syndicate, um conglomerado anglo-americano. Mas a medida não foi aceita pelos seringueiros brasileiros. O acirramento das tensões levou a revoltas e combates, culminando com a tentativa dos brasileiros de tornar o Acre um estado independente. O conflito terminou com a assinatura diplomática do Tratado de Petrópolis entre os governos do Brasil e da Bolívia.
Breve Histórico de formação do Território Brasileiro:
Fonte: https://www.slideshare.net/ivanilsonlima/formao-territorial-do-brasil-68423686?from_action=save
O mapa-múndi que você conhece distorce (e muito) o tamanho real dos países
http://2oqz471sa19h3vbwa53m33yj.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2018/10/mercator-vs-truesize.png
Groenlândia maior que o Brasil? Isso é tão século 16...
Você provavelmente já deve ter se deparado com um mapa do tipo, seja na internet, seja em um livro da escola. Ele é baseado na chamada Projeção de Mercator, criada em 1559 pelo geógrafo Gerhard Kremer (mais conhecido como Gerhard Mercator). Seu trabalho foi revolucionário, já que o modelo que leva seu nome é considerado a primeira representação do mundo com todos os continentes após a expansão marítima europeia.
Só que tem um problema: as áreas de alguns dos países estão distorcidas (e muito!). Nações como a Rússia e o Canadá, por exemplo, estão bem maiores do que realmente são. Duvida?
Por que isso acontece?
Como a Terra é uma esfera, não dá representá-la um mapa plano sem que nenhuma distorção aconteça. No caso de Mercator, a projeção cartográfica é do tipo cilíndrica. É como se o mapa formasse um cilindro envolvendo o globo terrestre.
Esse tipo de projeção conserva os ângulos de cada território e, por isso, é usado até hoje para a navegação marítima, por exemplo. No entanto, na hora de planificar a Terra, as áreas sofrem distorções – especialmente longe da linha do Equador. Nesses mapas, a Groenlândia, região autônoma da Dinamarca, aparenta ter duas vezes o tamanho do Brasil, o que está longe de ser verdade: a ilha possui uma área de 2.1 milhões de km², enquanto o nosso país tem 8.5 milhões de km².
Mas há outras formas de representar nosso planeta. Ainda sobre as projeções cilíndricas, outros geógrafos, como o americano Arthur H. Robinson e o alemão Arno Peters, adaptaram o trabalho de Mercator e criaram suas próprias versões.
No começo do século 20, Peters tentou dar prioridade aos países emergentes, dando mais destaque a eles. Ele acreditava que os mapas são, de um jeito ou de outro, manifestações simbólicas de poder, e que mostrar os países mais ricos com áreas maiores do que a realidade era um problema. Já Robinson suavizou as distorções nos extremos do planeta. Sua versão de mapa, criada nos anos 60, é a mais usada nos atlas atuais.
Mas há outras projeções cônicas, que resultam em um mapa com formato de leque, e a polar (ou azimutal), que dá a visão do planeta “visto de cima”, pelo Polo Norte. Vale dizer que não existe um tipo melhor ou pior que o outro – cada projeção pode ser usada para um objetivo diferente.
Fonte: https://super.abril.com.br
Veja também esse mapa interativo para compreender as proporções dos continentes numa projeção de Mercator.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Evolução Humana - Pré-História
Tabela: Períodos da pre-história
Período Paleolítico
Características do período Paleolítico
Mapa Paleolítico
Paisagens do Paleolítico
Mapa Paleolítico
Período Neolítico
Características do período Neolítico
Paisagens do Neolítico
Mapas - Neolítico
Características Idade dos Metais
Paisagens da Idade dos Metais
Mapa - As Primeiras Cidades
Paisagens Primeiras Cidades
Assinar:
Postagens (Atom)








































