Mostrando postagens com marcador Redação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Redação. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de março de 2020

Exemplo de uma boa redação - ENEM

Redação: Desafios na saúde pública – como lidar com epidemias no Brasil?

Durante a história, a irresponsabilidade humana fomentou inúmeros surtos epidêmicos. No século XIV, devido à falta de higiene nas ruas europeias, a Peste Bubônica causou a morte de milhares de pessoas. Hoje, apesar do desenvolvimento da medicina, o desmatamento, a poluição e outras negligências do homem ainda fomentam a incidência de mortes por doenças infecciosas. [1][2]
O desmatamento é responsável por destruir habitats de espécies transmissoras de doenças e forçá-las a migrarem para os centros urbanos, como o mosquito “Aedes aegypti”, o qual é vetor da dengue, febre amarela e também é associado à Síndrome de Guillain-Barré e microcefalia, segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde. Dentre as doenças citadas, todas apresentaram grande incidência no Brasil nos últimos meses e na maior parte dos casos pode levar à morte. Segundo o ativista Martin Luther King, “toda hora é hora de fazer o que é certo”, portanto, a profilaxia dessas doenças faz-se premente na sociedade desde já. [3]
Existem, ainda, alguns empecilhos para a amenização desse problema. A poluição, a qual acresce o aquecimento global e propicia a proliferação desse inseto, ainda apresenta altos índices e a fiscalização das leis ambientais contêm falhas por insuficiência de vigilância. Ademais, a população não segue de maneira correta as instruções do Ministério da Saúde com relação a medidas de prevenção, como evitar água parada, por exemplo. Somado a isso, a saúde pública no Brasil é lenta em relação à demanda e muitas pessoas morrem sem nem mesmo serem atendidas. [3]
Nesse sentido, a OMS, em parceria com os meios midiáticos, deve promover campanhas de conscientização sobre a importância do papel da sociedade em combater esse vetor, a fim de obter a adesão popular na profilaxia dessas doenças. Além disso, cabe à polícia ambiental o aumento do corpo de funcionários em locais de maior negligência, a fim de punir crimes e, como consequência, reduzi-los. Por fim, o Ministério da Saúde, juntos às universidades públicas, deve aumentar o número de vagas em hospitais para a prática de estudantes de medicina, de modo que eles possam cumprir a grade curricular do curso e também para que o número de atendimentos aumente. Desse modo, surtos epidêmicos se restringirão ao passado. [4][7]
Nota: 960
Como o corretor avaliou a redação? 

Competência I – Demonstrar domínio da norma culta:

[4] Apresenta um ótimo domínio da modalidade escrita formal da língua ao longo de todo o texto!

Competência II – Compreender a Proposta:

[1] Boa apresentação de tese.
[2] Boa introdução!

Competência III – Selecionar e relacionar argumentos:

[3] Boa discussão do tema!

Competência IV – Conhecer os mecanismos linguísticos para a construção da argumentação:

[7] Bom uso dos recursos coesivos ao longo do texto.

Competência V – Elaborar a proposta de solução para o problema:

[5] Elaborou bem a proposta de intervenção, de forma detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
[6] Pode ser mais objetiva, atentar-se ao número de linhas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Proposta de Redação: “Importância do investimento em educação, ciência e tecnologia para combater doenças no Brasil”



Proposta de Redação:
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Importância do investimento em educação, ciência e tecnologia para combater doenças no Brasil” apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 Obs: Vocês poderão argumentar sobre a importância dos investimentos governamentais em  escolas, universidades (pesquisa) e  no sistema único de saúde (SUS)  para combater doenças no Brasil.

Textos de apoio:

Texto 1: “Apesar das fragilidades, SUS está preparado para coronavírus", diz sanitarista

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará por um dos maiores desafios desde sua criação: combater a pandemia do novo coronavírus, que já tem mais de 234 casos e outros 2.064 casos suspeitos em todo o Brasil  Um dos pilares contra o avanço do vírus é a Estratégia de Saúde da Família, programa que, desde 1993, por meio do trabalho comunitário na atenção básica já erradicou doenças como o Sarampo e a Poliomelite.  Para a médica sanitarista e supervisora no Programa Mais Médicos na Grande São Paulo, Maria Célia Medina, apesar do sucateamento e da sobrecarga, o SUS está preparado e é a principal alternativa para milhões de brasileiros que terão que enfrentar o Covid-19.  "A gente acredita que agora essa pandemia pode ter o benefício dessa estrutura, apesar de que hoje a gente tem um SUS um pouco mais enfraquecido, com um número de profissionais reduzidos, a gente perdeu mais de 18 mil médicos do programa mais médicos”, explica Célia, que endossa o coro do Conselho Nacional de Saúde (CNS) pela revogação do teto dos gastos. De acordo com estudo do CNS, a emenda já tirou R$ 20 bilhões do SUS, desde sua implantação em 2016 no governo de Michel Temer.

Texto 2: Reinaldo Guimarães ressalta importância atuação do SUS na epidemia da Covid-19

IHU On-Line – Como avalia as ações do governo brasileiro para tentar conter o avanço da Covid-19? Quais as potencialidades e as fragilidades das medidas que vêm sendo adotadas pelas autoridades na contenção e no tratamento da doença?
Reinaldo Guimarães – As nossas vantagens dizem respeito a estarmos sendo atingidos após as experiências da China, da Itália, dos Estados Unidos etc. Estamos aproveitando as lições aprendidas nesses países. De modo geral, as equipes profissionais de servidores no Ministério da Saúde e em várias Secretarias nos estados têm tido protagonismo na proposição de medidas, e seus chefes têm, de modo geral, acatado suas sugestões.
Nossa desvantagem é a política de arrocho financeiro-orçamentário instituída pelo governo federal, cuja mais perniciosa expressão é a Emenda Constitucional 95, que provoca a diminuição real dos gastos públicos. Na saúde, isso significou uma frustração financeira de cerca de R$ 20 bilhões desde o início da vigência dessa emenda.
IHU On-Line – Qual a centralidade do Sistema Único de Saúde – SUS nessas ações?
Reinaldo Guimarães – O SUS é o elemento central no enfrentamento da pandemia entre nós. O fato de os primeiros casos terem sido diagnosticados em hospitais privados decorre de os primeiros pacientes terem sido pessoas de posses que são clientes desses hospitais e que vieram de países europeus. Conforme a onda epidêmica vai se tornando comunitária, com a circulação do vírus de pessoa a pessoa dentro do país, o papel do SUS vai se tornando evidente e central.
IHU On-Line – Em que medida esse episódio pode/deve servir para reiterar e evidenciar a importância do SUS e a emergência de robustos investimentos em saúde pública?
Reinaldo Guimarães – Se não houver um aporte suplementar urgente de recursos financeiros para o SUS nos estados e municípios, pode ser reforçada a falsa visão de que o SUS é ineficiente. Caso haja uma correta irrigação de recursos e as equipes técnicas continuarem a dar as cartas, a imagem do SUS pode sair fortalecida desse episódio. Espero que isso aconteça.