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domingo, 11 de setembro de 2011

Dois 11 de setembro

No dia 11 de setembro de 1973 um golpe militar derrubou no Chile o governo do socialista Salvador Allende. A partir desse momento, com o apoio dos EUA, caiu sobre a América Latina a noite das ditaduras. O 11 de setembro de 2001, o ataque às Torres Gêmeas em Nova York serviu como pretexto para que o governo de George W. Bush fizesse da guerra contra o terrorismo o instrumento principal para instaurar um novo poder global. Ironias da história, dois 11 de setembro depois, o legado de Salvador Allende na região está mais vivo do que nunca.

No dia 11 de setembro de 1973 um golpe militar derrubou no Chile o governo do socialista Salvador Allende. A partir desse momento, com o apoio dos falcões de Washington, caiu sobre a maioria dos países da América Latina a noite sombria das ditaduras militares, a repressão e o desmantelamento das conquistas sociais. O Chile se converteu no grande laboratório neoliberal de onde seriam exportadas suas políticas para todo o mundo. Sacrificando Allende se quis frear as lutas de libertação no continente.
O 11 de setembro de 2001, o ataque às Torres Gêmeas em Nova York serviu como pretexto para que o governo de George W. Bush fizesse da guerra contra o terrorismo o instrumento principal para instaurar um novo poder constituinte. No calor da tragédia, os EUA fixaram uma nova doutrina de segurança nacional na qual advertiram que não tolerariam desafios ao seu poder, defendem a ação militar solitária em defesa da unidade nacional, sustentam o direito de efetuar ataques preventivos em qualquer parte do mundo e advertem que a dissuasão contra inimigos que “odeiam os EUA e tudo o que representam” é inútil.
Os dois 11 de setembro são datas que marcam o início de ofensivas do Império para reforçar seus interesses e abrir no continente americano e no Oriente Médio um novo ciclo de dominação e de acumulação de capital. No primeiro caso, o golpe de Estado serviu para frear o avanço da esquerda e das forças nacional-populares no Cone Sul, aprofundar a penetração do capital estadunidense e ampliar a presença militar. No segundo, permitiu à Casa Branca, com o pretexto do combate ao fundamentalismo religioso, avançar no controle dos recursos petroleiros no Oriente Médio e fazer da guerra parte do ciclo de expansão e consolidação da globalização neoliberal. Seu objetivo foi impor uma nova ordem internacional unilateral; estabelecer, pela lógica do fato consumado, um governo autoritário da globalização.
Os dois 11 de setembro reafirmaram o “excepcionalismo” estadunidense. Em 1787, James Madison, conhecido como o “pai da Constituição” dos Estados Unidos, assinalou que o objetivo principal do governo devia ser “proteger a minoria opulenta da maioria”. Em plena Convenção Constitucional, expressou que temia que o número cada vez maior de habitantes que sofriam as desigualdades da sociedade “suspirasse secretamente por uma distribuição mais equitativa dos bens”. A democracia, sentenciou, devia ser reduzida.
Nessa época, outro dos “pais fundadores” desse país, Thomas Jefferson, afirmou: “Estou persuadido que nunca houve nenhuma constituição tão bem calculada como a nossa para a expansão imperial e o autogoverno”.
Quase dois séculos depois, primeiro Richard Nixon e depois George W. Bush se empenharam em tornar realidade em escala planetária a missão que Madison atribuía ao governo e que Jefferson atribuía à Constituição de seu país.
A 38 anos do primeiro 11 de setembro e dez do segundo, na América Latina os povos resistem. Derrubaram as ditaduras militares da década dos setenta e meados dos oitenta e abriram a porta para que candidatos de centro-esquerda ganhassem as eleições. Antes do triunfo eleitoral, já tinha se produzido uma vitória cultural. O que o Império quis evitar com o Golpe de Estado no Chile renasceu por outras vias. As aventuras imperiais de Washington no Oriente Médio debilitaram o controle sobre a área que era considerada o quintal dos Estados Unidos.
Os governos progressistas na América Latina impulsionaram um processo de reconstrução da arquitetura do poder e da geopolítica na região. Há no continente uma redefinição profunda das relações e da inserção com os Estados Unidos, que se expressa tanto no rechaço das políticas da Casa Branca como no surgimento de um novo tecido institucional para favorecer a integração regional. A Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) foi torpedeada e, no Equador, não se renovou o contrato para que os EUA utilizassem a base militar de Manta. Também na contramão de Washington, a solidariedade com Cuba e as relações diplomáticas ativas com o Irã tem sido uma constante. O investimento chinês cresceu vertiginosamente. Com dificuldades, uma proposta pós-neoliberal abre caminho na região.
Ironias da história, dois 11 de setembro depois, o legado de Salvador Allende na região está mais vivo do que nunca.
Fonte: Agencia Carta Maior

domingo, 12 de setembro de 2010

O bélico mundo de Bush pós 11 de setembro

O mundo ficou extremamente perigoso a partir do dia 11 de setembro de 2001, a xenofobia explodiu nos EUA e na Europa, qualquer cidadão árabe ou qualquer pessoa com sobrenome árabe passou a ser olhado com desconfiança. O ataque terrorista aos EUA, culminando com a queda das torres gêmeas e os sérios danos causados ao Pentágono, iniciou um período violento de combate ao terror por parte do governo de George W. Bush mundo afora.
Cerca de 3000 vidas inocentes pereceram naquele dia, em Nova Iorque e Washington, levarando o terror ao coração do Estado americano, pasmaram o mundo, pessoas sem saber o que havia de fato ocorrido.
Lembro-me estar na rua nesse dia e ouvir os comentários desencontrados das pessoas. Um senhor de uma banca de jornal me respondeu dizendo que os EUA haviam sido atacados. Não era crível, fui para casa acompanhar o desenrolar pela TV, a História acontecendo aos olhos do mundo inteiro, ao vivo.

O fato é que o terror atingiu em cheio o orgulho da nação mais poderosa do mundo.
George W. Bush, eleito cerca de um ano antes em eleições suspeitas de fraudes, um político visto com desconfiança pelos americanos e pelo mundo, soube usar o fato estapafúrdio para se consolidar como liderança política nacional. O discurso do medo e da necessidade do uso da força, com "ataques preventivos cirúrgicos" contra nações suspeitas de abrigarem o terrorismo, tomaram conta da agenda política e social daquele país, logo exportada para a Europa, via Tony Blair, maior aliado de Bush no velho continente.
Com o mote da segurança nacional, o governo americano soube catalizar (e estimular) o desejo de vingança da maioria de seu povo. Bush conseguiu aprovar, sustentado pela opinião pública, todas as ações belicistas que propôs sob o pretexto de caçar Bin Laden e a AL Qaeda. Invadiu o Afeganistão em 2001, sem o aval da ONU, derrubando o governo daquele país, invadiu o Iraque, sob o falso pretexto de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, aprovou no congresso bilionários orçamentos de guerra, construiu sólida maioria parlamentar, se reelegeu em 2004. Conseguiu todas essas vitórias explorando o fato tenebroso de 11 de setembro, amedrontando o povo de seu país, para justificar a necessidade de pôr em prática todas as políticas de combate ao terror que propôs, levando a reboque muitas outras questões bélicas, como o bizarro projeto da construção de um escudo antimísseis na "porta" da Rússia, que depois acabou não prosperando.

O discurso do medo sustentou seus dois governos, mas nunca lhe deu popularidade maciça, exceto em um próximo período no pós 11 de setembro. O seu segundo mandato aprofundou os gastos militares, destruiu a economia americana e seu governo foi diluído pela maior crise econômica desde 1929, devido a inépcia de sua equipe e a incapacidade em lidar com questões reais da economia e sociedade americanas.

O 11 de setembro vai muito além da queda das torres gêmeas do World Trade Center, o enfrentamento proposto pelos Republicanos de Bush visavam o controle do mundo livre, via ações bélicas, justificadas como necessárias para manter o mundo em paz: nunca a indústria da guerra faturou tanto em tão curto espaço de tempo.

O cheque em branco e o saldo final
O "cheque em branco" que o povo americano deu ao presidente Bush, permitiu-lhe enfrentar a opinião pública mundial e provocar ações sangrentas no Afeganistão e Iraque.

Estima-se que que nestes países centenas de milhares de civis tenham sido vítimas fatais, além de cerca de 1 milhão de pessoas vivem hoje o drama da fome no Afeganistão devido ao esfacelamento do Estado e de sua economia provocados pela guerra de ocupação e pelas insurgências não controladas pelas tropas de paz. No Iraque o cenário não é diferente e os dramas se repetem. O custo de toda a política de "segurança nacional" e de relações exteriores dos EUA foram demasiadamente altos para os resultados hoje alcançados.

O 11 de setembro é um marco da história recente da humanidade, mas visto apenas pela imagem da queda dos prédios do WTC, não representa, em sua plenitude, o que representou para o mundo e suas instituições, além da dor de um povo que viu pessoas inocentes serem mortas pelos insanos ataques terroristas, também presenciou, por alguns momentos, Bush vislumbrar-se liderança maior de um planeta de uma única superpotência, os riscos foram grandes.
Fonte: http://marciabrasileira.blogspot.com via Blog Palavras Diversas

sábado, 12 de setembro de 2009

11 de setembro: Teoria da conspiração?

Passados 8 anos, alguém já encontrou o boeing?
Assista o vídeo



Fonte: http://blogmolotov.blogspot.com/2009/09/passados-8-anos-alguem-ja-encontrou-o.html

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11/09: Professor encara PIG americano e denuncia mídia manipuladora e golpista

Você sabe que depois do 11 de setembro a mídia americana ficou absurdamente governista e patriótica. O espetacular desmoronamento das Torres Gêmeas é uma imagem difícil de apagar da memória.
Mas aí alguns malucos, desses caras que gostam de remar contra a maré, começaram a perceber que a história toda tinha um lado B que estava escondido e – pior – que não devia ser mostrado e – pior ainda – que as pessoas não estavam querendo ver nem saber.
Entre esses malucos, o professor Barret, da Universidade de Winsconsin. O professor simplesmente tentava fazer com que seus alunos pensassem, refletissem, investigassem. Isso nos EUA de Bush. Achava que assim chegariam à mesma conclusão que ele: o 11 de setembro foi um autogolpe.
Aí a Fox – a mais bushista das emissoras – convidou o professor Barret para uma entrevista, pensando em estraçalhá-lo ao vivo e em cores.
Repare no vídeo, de aproximadamente três minutos, e veja o que aconteceu.


O trecho foi retirado do filme Loose Change que está postado no Youtube. (em 13 partes)

Parte 1


Fonte:http://blogdomello.blogspot.com/2009/09/1109-professor-encara-pig-americano-e.html

O "11 de Setembro"



Em 11 de setembro de 1973, a 36 anos, um golpe de Estado realizado pelas classes dominantes chilenas derrubou o governo da Unidade Popular, presidido por Salvador Allende. A ponta de lança do golpe foram as Forças Armadas sob a direção do general Pinochet, que teve o apoio do imperialismo, do governo dos EUA, e foi articulado e financiado pela CIA e pelas transnacionais norte-americanas. E contou também com o apoio dos governos ditatoriais latino-americanos, inclusive o Brasil, associados com o imperialismo norte-americano na "Operação Condor". O aparelho militar-policial do Estado chileno realizou um dos maiores banhos de sangue contra um povo nas últimas décadas na América Latina. Durante o governo da Unidade Popular, eleito em 1970, intensifica-se a luta de classes no Chile, a luta antiimperialista e a mobilização popular pela reforma agrária e a nacionalização de empresas estrangeiras, como as minas de cobre. Houve uma significativa melhoria nas condições de vida dos trabalhadores, e os interesses econômicos da grande burguesia do país e das empresas imperialistas foram atingidos. Apoiados e incentivados pelo imperialismo norte-americano, as classes dominantes chilenas e as forças políticas reacionárias desencadeiam sabotagens, boicotes (como a conhecida greve dos caminhoneiros financiada pela CIA e transnacionais, como a ITT), gerando desabastecimento de gêneros de primeira necessidade, com intento de amedrontar e colocar a população, principalmente as camadas médias, contra o governo de Allende, com o objetivo de desestabilizá-lo, preparando as condições para o golpe.

Audiovisual: "A Batalha do Chile"

A trilogia “A Batalha do Chile”, do cineasta Patricio Guzmán, é um documento histórico com imagens de época que resgata, por um lado, a experiência do governo de Salvador Allende, a crescente organização e mobilização popular, a participação destacada do proletariado e, por outro, toda a orquestração do golpe de Estado, com a cínica manipulação das camadas médias pelas forças mais conservadoras do Chile e pelo imperialismo. O documentário se constitui de uma apaixonada defesa da Unidade Popular, pois segundo Guzmán “O cineasta não é um observador neutro e desapaixonado da realidade. É um participante ativo.” e “No Chile, demoliu-se tão sistematicamente a imagem do governo Allende nos últimos 30 anos que tenho a impressão de que o filme é a única prova de que aquilo existiu”.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Vídeo polêmico da WWF sobre o 11 de Setembro


Uma das grandes vencedoras do festival de Cannes desse ano, a DM9 enfrenta um sério problema de imagem. Uma peça de campanha recusada por um cliente caiu na rede e está provocando uma enorme polêmica nos Estados Unidos, a ponto de ser destaque do boletim online do jornalAdvertising Age de hoje (veja aqui). Trata-se de um cartaz produzido para a respeitadíssima organização não-governamental WWF que mostra a ilha de Manhattan ainda com as duas torres do World Trade Center sofrendo uma espécie de raid de jatos de passageiros. No alto, junto à imagem do simpático panda da ONG os dizeres:
"O tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 11 de setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite-o. Preserve-o".
Enfurecidos, os representantes do WWF emitiram uma nota desqualificando a peça dizendo que ela havia sido recusada e devolvida à agência. A DM9 por sua vez pediu desculpas e argumentou que não tinha nada a ver com a divulgação da peça e as pessoas que produziram o anúncio em dezembro do ano passado não trabalham mais na agência. (Atualização 3/9 - Ontem à tarde, a DM9 e WWF reconheceram que o anúncio foi aprovado e publicado em um jornal de São Paulo. Diz o comunicado à imprensa: Este anúncio não expressa o pensamento nem do cliente nem da sua agência de propaganda. Ele foi criado e aprovado no final de 2008, equivocadamente. Fruto somente da inexperiência de alguns profissionais envolvidos em ambas as partes. E não de má fé ou desrespeito ao sofrimento americano.).
Sejam quais forem as justificativas de cada um, esse episódio levanta uma questão séria em campanhas engajadas, voltadas principalmente para jovens. Ações radicais e mistificadoras como as da Peta e do Greenpeace acabam difundido a idéia de que para se falar do futuro do planeta ou defender os animais é preciso ser agressivo, chocar as pessoas. Ontem, o blog Huffington Post colocou no ar um vídeo produzido por uma entidade que defende os animais (e o vegetarianismo radical) que mostra pintinhos recusados em um processo de seleção sendo jogados em um triturador em uma granja (quem tiver coragem pode ver
aqui). Os animais precisam ser poupados de tratamentos cruéis, a depredação da natureza precisa ser combatida com rigor, mas precisamos chegar a esse ponto? A confusão entre DM9 e WWF e o vídeo da carnificina na granja só prova que esse tipo de abordagem já passou dos limites.
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Sobrou para o junior
Por Daniel Hessel
A confusão entre WWF e DM9 não só continua, como fica cada vez pior. Ontem o escritório brasileiro finalmente reconheceu que de fato aprovou o anúncio da agência (veja atualização no post abaixo) e em um comunicado conjunto com a agência, declarou que toda a história foi fruto da inexperiência dos profissionais envolvidos - ou seja, jogaram a bomba nos juniores, aqueles coitados recém-saídos do programa de trainee que ficam no staff intermediário e que teriam feito toda a besteira à revelia do comando das duas organizações. Bonito isso.
Além do anúncio impresso que veio à tona no dia 1º, a campanha teve também um filme (veja
aqui). Para tentar controlar o estrago, a DM9 e o WWF tentam desesperadamente retirar tanto o comercial quanto o anúncio da internet - uma tarefa digna de Hércules.
Assista o vídeo aqui:

Fonte: http://muitasbocasnotrombone.blogspot.com/