quinta-feira, 28 de junho de 2018

Contagem do Tempo na História

A Contagem do Tempo na História varia de acordo com cada povo e época.
Os primeiros povos fizeram seus calendários tendo como referência os ciclos da natureza, suas crenças e seus costumes.
Por isso, nem todos os países seguem o mesmo calendário.

Tempo Cronológico e Tempo Histórico

O tempo cronológico é definido como o tempo onde se desenrolam as atividades humanas: nascimento, crescimento, ir para a escola, as festas, etc.
O tempo histórico são os acontecimentos que marcam um povo, uma nação, ou as vezes a humanidade.
Como exemplo poderíamos citar uma guerra, a construção de uma grande obra, a descoberta da cura de uma doença, etc.
Como nem sempre o tempo cronológico e o histórico coincidem, existem povos que vivem diferentes momentos históricos no mesmo tempo cronológico.
Exemplo: apesar de vivermos numa sociedade informatizada, várias pessoas ainda não tem acesso a essa tecnologia.
Mesmo dentro da sociedade informatizada existem vários níveis de conexão também.

Religião

A religião de um indivíduo e de um povo talvez seja o elemento que mais influencie na criação de um calendário.

Judaísmo

Calendario Judaico
Calendário judaico com os nomes dos meses em hebraico e seus correspondentes no calendário cristão
Os judeus contam o tempo a partir da criação do universo, que para eles teria ocorrido há cerca de seis mil anos.

Islamismo

Calendario Islâmico
Calendário islâmico com os nomes dos meses em árabe e seus correspondentes ao calendário cristão
Os muçulmanos têm como referência o ano em que Maomé fugiu de Meca para Medina, isso ocorreu 622 anos depois do nascimento de Cristo. Em países como a Arábia Saudita este é o calendário observado.

Cristianismo

calendário cristão
Calendário cristão e o tempo litúrgico observado pela Igreja Católica Romana
Para os cristãos os acontecimentos são registrados entre o que aconteceu antes de Cristo (a.C.) e depois do nascimento de Cristo (d.C.).
Para a história ocidental, as datas referenciadas antes de Cristo devem ser seguidas de a.C., já os fatos ocorrido depois não necessitam da sigla d.C.
É importante ressaltar que nem todas as igrejas cristãs seguem este calendário. A Igreja Católica Ortodoxa não aderiu à reforma gregoriana e manteve o calendário juliano.

Divisão dos Séculos

Quando nos referimos ao século I estamos focando os acontecimentos ocorridos entre o ano 1 e o ano 100.
O século II foca aos acontecimentos ocorridos entre o ano 101 e o ano 200.
O século III compreende os fatos ocorridos entre o ano 201 e o ano 300.
Vivemos hoje no século XXI que corresponde os fatos ocorridos no período que teve início no ano 2001 e vai se prolongar até o ano 2100.

Divisão da História

A atual divisão da história vem do cientificismo e do iluminismo do século XVIII e do positivismo do século XIX.
As ciências naturais dão grande importância para sistematização e classificação de objetos e isto acabou influenciando as ciências humanas.

Pré-história

Desta maneira, os escritores desta época determinaram que o que distinguiria os povos civilizados seria a escrita. Aqueles que não a desenvolveram seriam, portanto, considerados como bárbaros.
Os povos que viveram antes do surgimento da escrita são referidos nos livros como povos pré-históricos, não fazendo parte dos quatro grandes períodos da história da humanidade.
A pré-história é estudada em dois grandes períodos:
  • Idade da Pedra: está compreendido entre o aparecimento dos primeiros hominídeos a mais ou menos 10000 a.C.,
  • Idade dos Metais: quando os hominídeos iniciaram a fabricação de objetos com metal. Dura de 5000 a.C. até o surgimento da escrita, por volta de 3500 a.C.

Idade Antiga

A Idade Antiga ou Antiguidade é contada do surgimento da escrita, mais ou menos 4000 anos a.C., até a queda do Império Romano, no ano de 476 ( século V ).
Esse período é dividido também a partir da localização geográfica dos povos. Deste modo temos:
  • Antiguidade Oriental:incluindo a civilização egípcia, a mesopotâmica, os fenícios, hebreus e persas;
  • Antiguidade Ocidental ou Clássica:que envolve gregos e romanos.

Idade Média

A Idade Média é um período de aproximadamente mil anos. Começa com a queda do Império Romano, em 476, e vai até a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos em 1453 (século XV ).
Esse período é dividido em:
  • Alta Idade Média:período compreendido entre os séculos V e XI, que corresponde, em termos de Europa, à formação, desenvolvimento e apogeu do sistema feudal;
  • Baixa Idade Média:período entre os séculos XI e XV, que corresponde à desagregação do sistema feudal e a consequente transição para o sistema capitalista.

Idade Moderna

A Idade Moderna é o período histórico que se estende de 1453 (século XV) até 1789 (século XVIII) início da Revolução Francesa.
No plano econômico, essa época foi marcada pelo desenvolvimento do capitalismo comercial (ou mercantil), forma inicial do sistema capitalista.
Foi uma época marcada pelas viagens de expansão marítima, onde Portugal realizou as Primeiras Grandes Navegações.

Idade Contemporânea

A Idade Contemporânea é o período que se estende do século XVIII até os dias atuais.
Ao longo dessas décadas, a Revolução Industrial atingiu seu ponto culminante. É uma era marcada pelas duas grandes guerras mundiais.
Na América Latina, o início da Idade Contemporânea foi marcado pelas lutas de independência que modelaram o novo mapa político do continente.

Linha do Tempo

No Ocidente, onde predominou a religião cristã, a História foi ensinada como um disciplina que possuía começo, meio e fim.
O começo seria o nascimento de Cristo, o meio seria a história atual e fim, o momento que Cristo voltasse a Terra.
Desta modo, as "linhas do tempo" foram se popularizando no mundo ocidental:
linha do tempo
No entanto, nem todos os povos pensavam que o tempo era uma linha reta.
Para os maias, astecas e outros povos nativos da América o tempo era uma repetição, ciclos que aconteciam uma e outra vez eternamente.
Por isso, o calendário asteca era presentado de forma circular e não linear:
calendário asteca
Pedra do Sol Asteca

Tempo cronológico e tempo histórico

Tempo cronológico e tempo histórico
As diferenças entre tempo cronológico e tempo histórico são fundamentais para se compreender bem a disciplina de História
O tempo cronológico é diferente do tempo histórico, mas ambos se complementam

·  Observação dos fenômenos naturais e contagem do tempo
O tempo é uma questão fundamental para a nossa existência. Inicialmente, os primeiros homens a habitar a terra determinaram a contagem desse item por meio da constante observação dos fenômenos naturais. Dessa forma, as primeiras referências de contagem do tempo estipulavam que o dia e a noite, as fases da lua, a posição de outros astros, a variação das marés ou o crescimento das colheitas pudessem metrificar “o quanto de tempo” se passou. Na verdade, os critérios para essa operação são diversos.
·  Consciência da finitude
Não sendo apenas baseada em uma percepção da realidade material, a forma com a qual o homem conta o tempo também pode ser visivelmente influenciada pela maneira com que a vida é compreendida. Em algumas civilizações, a ideia de que houve um início em que o mundo e o tempo se conceberam juntamente vem seguida pela terrível expectativa de que, algum dia, esses dois itens alcancem seu fim. Já outros povos entendem que o início e o fim dos tempos se repetem por meio de uma compreensão cíclica da existência.
·  Definição de tempo histórico
Apesar de ser um referencial de suma importância para que o homem se situe, a contagem do tempo não é o principal foco de interesse da História. Em outras palavras, isso quer dizer que os historiadores não têm interesse pelo tempo cronológico, contado nos calendários, pois sua passagem não determina as mudanças e acontecimentos (os tais fatos históricos) que tanto chamam a atenção desse tipo de estudioso. Dessa maneira, se esse não é o tipo de tempo trabalhado pela História, que tempo tal ciência utiliza?
O tempo empregado pelos historiadores é o chamado “tempo histórico”, que possui uma importante diferença do tempo cronológico. Enquanto os calendários trabalham com constantes e medidas exatas e proporcionais de tempo, a organização feita pela ciência histórica leva em consideração os eventos de curta e longa duração. Dessa forma, o historiador se utiliza das formas de se organizar a sociedade para dizer que um determinado tempo se diferencia do outro.
Seguindo essa lógica de pensamento, o tempo histórico pode considerar que a Idade Média dure praticamente um milênio, enquanto a Idade Moderna se estenda por apenas quatro séculos. O referencial empregado pelo historiador trabalha com as modificações que as sociedades promovem na sua organização, no desenvolvimento das relações políticas, no comportamento das práticas econômicas e em outras ações e gestos que marcam a história de um povo.
Além disso, o historiador pode ainda admitir que a passagem de certo período histórico para outro ainda seja marcado por permanências que apontam certos hábitos do passado, no presente de uma sociedade. Com isso, podemos ver que a História não admite uma compreensão rígida do tempo, em que a Idade Moderna, por exemplo, seja radicalmente diferente da Idade Média. Nessa ciência, as mudanças nunca conseguem varrer definitivamente as marcas oferecidas pelo passado.
·  Importância das duas formas de tempo
Mesmo parecendo que tempo histórico e tempo cronológico sejam cercados por várias diferenças, o historiador utiliza a cronologia do tempo para organizar as narrativas que constrói. Ao mesmo tempo, se o tempo cronológico pode ser organizado por referenciais variados, o tempo histórico também pode variar de acordo com a sociedade e os critérios que sejam relevantes para o estudioso do passado. Sendo assim, ambos têm grande importância para que o homem organize sua existência.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SOUSA, Rainer Gonçalves. "Tempo cronológico e tempo histórico"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/historia/o-tempo-cronologico-tempo-historico.htm>. Acesso em 28 de junho de 2018.

Tempo Geológico

Tempo Geológico

Pré-cambriano (E a Escala de tempo geológico) - Vídeo 


Tabela do Tempo Geológico

https://profcmazucheli.blogspot.com/2018/06/tabela-do-tempo-geologico.html


Linha do Tempo Geológico

https://profcmazucheli.blogspot.com/2018/06/linha-do-tempo-geologico_28.html


Tabela do tempo geológico - Principais eventos - Completa

https://profcmazucheli.blogspot.com/2018/06/tabela-do-tempo-geologico-principais.html


Tabela do tempo geológico - Eventos - extinções em massa

https://profcmazucheli.blogspot.com/2018/06/tabela-do-tempo-geologico-eventos.html


Linha do tempo geológico

https://profcmazucheli.blogspot.com/2018/06/linha-do-tempo-geologico.html


Linha do tempo geológico - Formação da Terra até os dias atuais

https://profcmazucheli.blogspot.com/2018/06/linha-do-tempo-geologico-formacao-da.html

Linha do Tempo Geológico


Tabela do tempo geológico - Principais eventos


Tabela do tempo geológico - Eventos - extinções em massa

Quantas extinções em massa existiram?


 


Extinção do Permiano -Triássico - Full HD - A Maior Extinção de Todos os Tempos - History

 



Os dados paleontológicos que se tem em conhecimento mostram que houveram várias extinções em massa, sendo que dez delas foram menores e mais localizadas e cinco delas foram bem mais intensas. São essas extinções que deram a tônica da história da vida na Terra, desde o seu início até a atualidade. De modo genérico, estas extinções podem ser resultado de mudanças ambientais drásticas devidas a muitos outros fatores: algumas interações mais sutis das mudanças climáticas, tectônicas das placas litosféricas, níveis globais de atividade vulcânica, alterações do nível dos oceanos, mudanças nos ciclos biogeoquímicos e impactos cataclísmicos periódicos resultantes das colisões de cometas ou meteoros contra a Terra. Apenas para nos localizarmos, as principias extinções que aconteceram ao longo da história terrestre foram:

• no final do Cambriano, com redução de 50% das famílias animais;
• no final do Siluriano, com redução de 25% das famílias animais, incluindo os recifes;
• durante o Carbonífero (cerca de 345 milhões de anos), com redução de 30% das
famílias animais, incluindo os peixes primitivos;
• em meados do Triássico (cerca de 230 milhões de anos), com redução 50% das
famílias animais, incluindo 95% das espécies marinhas;
• no Jurássico (180 milhões de anos), com redução de 35% das famílias animais,
incluindo muitas espécies de répteis;
• no final do Cretáceo, com extinção dos dinossauros e 50% das espécies marinhas;
• no Neogeno (há cerca de 10 mil anos), com redução de grandes mamíferos e aves.

A maioria das extinções marca o final de um período ou era geológica e, na seqüência, aparecem muitas novas espécies.

Linha do tempo geológico - do Big Bang aos dias atuais






Linha do tempo geológico - Formação da Terra até os dias atuais


Tabela do Tempo Geológico


domingo, 29 de novembro de 2015

A casa caiu para o governo de São Paulo ! Vazou o áudio de uma reunião com dirigentes! Assustador! Vejam!




Em reunião com 40 dirigentes de ensino, braço direito do secretário Herman anuncia que o decreto da “reorganização” sai na terça e lança estratégia para “isolar” e “desmoralizar” as escolas em luta, com o apoio da Polícia Militar


Por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres, às 14h de 29/11/2015



Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.
A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário. Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.
Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.
Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.
A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.
Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.
Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.